19/04/2008


  • Marcelo Coelho no MPBJazz

  • 17/04/2008

    Buscando o reavivamento

    Swingin´ Swanee é uma das figuras mais estranhas que já tive oportunidade de encontrar num balcão de bar. Cultuada nos estabelecimentos mais escuros e alternativos da Alemanha, Djane, como é conhecida, tem se dedicado ao reavivamento do swing, estilo pelo qual é apaixonada, além de especialista. A DJ pode ser encontrada em casas determinadas, algumas bastante suspeitas, de cidades como Berlin e Hamburgo, disseminando os velhos clássicos do swing produzido nos anos 30’ e 40’. Com seus ternos e chapéus de gangster hermafrodito, Swingin´ Swanee é uma das responsáveis pelo resgate desse estilo do jazz, onde a preocupação principal era a dança e onde o espaço para o improviso era disputado a tapa pelos solistas mais hábeis das orquestras. Em seu site encontramos algumas coletâneas preparadas pela moça e lançadas em cds, de um dos quais retiramos a faixa Swing Man, com Jack McVea (ouça ). Jack McVea (1914-2000) começou tocando banjo em bandas de R&B, chegando a alcançar grande sucesso com o tema Open the Door, Richard. Sua contribuição para o jazz aconteceu nas bandas de swing, quando já havia trocado o banjo pelos saxofones alto, tenor e barítono, instrumentos que tocava com inusitada suavidade naqueles dias em que predominavam os roncos estrondosos dos tenores. Jack era um músico reconhecido na região de Los Angeles, até que passa a tocar com Lionel Hampton na década de 40’ e se apresenta no primeiro Jazz at the Philharmonic, atingindo reconhecimento nacional, quando resolve então liderar de suas próprias bandas. Embora tivesse competência de sobra, o que lhe possibilitou trabalhar com gente como Charlie Parker e Dizzy Gillespie, Jack terminou seus dias na Disneyland tocando clarinete numa banda de dixieland.
    O primeiro cd lançado por DJane contém as seguintes faixas:
    1. SHOUT, SISTER, SHOUT
    Lucky Millinder and his orchestra
    2. LITTLE JOE FROM CHICAGO
    Andy Kirk and his clouds of joy
    3. UNDECIDED
    Chick Web and his orchestra
    4. HEY MAN! HEY MAN!
    Leo "Snub" Mosley and his band
    5. JUMP CHILDREN
    International Sweethearts of rhythm
    6. YOU CAN'T LIVE IN HARLEM
    Noble Sissle and his orchestra
    7. SWINGIN' AT THE COTTON CLUB
    The Tree Peppers
    8. SING, SING, SING
    Fletcher Henderson and his orchestra
    9. THE ALL-NIGHT RECORD MAN
    Charlie Barnet and his orchestra
    10. MISS OTIS REGRETS
    Jimmie Lunceford and his orchestra
    11. MINNIE THE MOOCHER
    Valaida Snow
    12. CRAZY 'BOUT MY BABY
    "Fats" Waller
    13. BEI MIR BIST DU SCHÖN
    Benny Goodman Quintet
    14. WILD PARTY
    Ina Rae Hutton and her melodears
    15. IT'S MURDER
    Lil Armstrong and her swing band
    16. SWINGIN' AT THE SWANEE SHORE
    Sharkey Bonano and his sharks of rhythm
    17. MOP! MOP!
    Louis Jordan and his Tympany Five
    18. SWING MAN Part I
    Jack McVea and his door openers

    09/04/2008

    Vinho: Chaminé Tinto 2006

    O problema de promovermos bons vinhos a bons preços no Jazzseen é que Mr. Salsa logo parte aos mercados e quitandas locais, levando consigo todas as botijas que consegue abraçar. Foi assim que tivemos liquidado o estoque do chileno Porta Reserva, vendido em território capixaba por módicos R$27,00. Por precaução, então, elevaremos um pouco o preço de nosso vinho recomendado, um jovem tinto alentejano produzido pela vinícola Cortes de Cima (vale visitar o site http://www.cortesdecima.pt/) e que pode ser encontrado no Carone e no posto Moby Dick (Praia da Costa). Segundo Paula Nadler o Chaminé "revela aromas a cereja, frutos silvestres e especiarias, assim como uma agradável frescura que o torna muito atrativo e cativante. Médio de corpo. No paladar, sente-se alguma doçura e uma delicada e generosa fruta; os taninos de suporte presentes fornecem ao vinho um equilíbrio e uma estrutura assinalável. Excelentes sabores, pouco habituais num tinto deste nível de preço. Está pronto a ser bebido mas irá melhorar em garrafa nos próximos 3 anos". Seja lá como for, fica perfeito com um filé alto ao molho de mostarda. País: Portugal - Uva: Aragonez 51%, Syrah 37%, Trincadeira 4 % Touriga Nacional 4%, Cabernet 4% - Produtor: Cortes de Cima - Tipo: Tinto - Preço: Honestos R$45,00. Avaliações: WS: 85, WE: 85, RP: 86, JL: 88.

    06/04/2008

    Jazz & Poesia: Vale a pena conferir

    Acredito não existir proposta virtual semelhante a do Spotlight On Jazz And Poetry, site idealizado pelo estro de Clayton Corley, Sr. Escritor apaixonado pelo jazz, Corley confessa a influência de gente como Langston Hughes e George Moses Horton em suas idéias acerca das coisas. Das coisas que contam, é claro: jazz e poesia.




  • Não deixe de visitar




  • 01/04/2008

    Wynton Marsalis - From The Plantition

    Jazz: Wynton Marsalis - From The Plantition To The Penitentiary - 2007 - Blue Note - Não espere encontrar nesse álbum nenhuma inovação, afinal estamos diante de mais um trabalho de Wynton, o epos do neo-tradicionalismo. Espere algo como as saudosas experiências quase que inintelegíveis de um ressuscitado Charles Mingus ainda mais carrancudo e perplexo diante de Obama e Cia. Adicione-lhe algumas doses de poesia e crítica versando sobre os motivos pelos quais as prisões norte-americanas estão sempre e inevitavelmente repletas de negros, enquanto a Casa Branca e a Suprema Corte de brancos. Valeu a pena libertarem-se das plantações? O destaque sonoro fica para o trompete gigante e, quem diria, quase hiphopiano de Wynton (vide a faixa Where Y'all At), as frases da vocalista Jennifer Sanon (sim, o Jazzseen deu o braço a torcer ao jazz cantado nesse mês de abril), ao piano quase açucarado de Dan Nimmer e ao sax de Walter Blanding. Ok, o álbum não diz nem toca nada de novo, mas o diz e toca muito bem.