Nosso amigo Pituco, ganhador do Desafio Jazzseen 2009, não dá qualquer sinal de vida, embora eu já tenha lhe solicitado manifestação sobre o prêmio que lhe foi enviado com AR. Conversando com Bond, ele ponderava que o Desafio Jazzseen possui falha primária, qual seja, possibilita que a grande maioria das faixas postadas no blog sejam identificadas facilmente, mesmo que não contenham identificação alguma, como foi o caso da faixa que consta da postagem relativa ao Desafio Jazzseen 2009 (veja player logo abaixo). Bond ensina o passo a passo: clique com o lado direito do mouse sobre o player - em seguida clique em "propriedades" - a seguir copie o endereço que aparece no campo "local" - você obtém o seguinte endereço: http://www.vulomedia.com/audio/audiofiles/92612track.mp3 - O próximo passo é abrir seu Windows Media Player, esse que todos nós temos em nossos computadores. Abriu? Pois bem, agora olhe para a parte superior esquerda do Windows Media Player e clique em "arquivo" - agora clique em "Abrir URL..." - pronto: na janelinha que se abre basta colar o endereço obtido acima e clicar em "Ok". O Windows Media Player começa a tocar a faixa, fornecendo nome da música, nome do artista e nome do álbum, sem contar que ainda lhe oferece para comprar o álbum on line. Realizei o teste com as faixas das outras postagens e, de fato, o procedimento realmente funciona. Concluí então que, das duas uma: ou o amigo Pituco tem realmente um ouvido privilegiadíssimo ou a equipe do Jazzseen tem que arranjar outra forma de promover seus desafios anuais. E aí Pituco, o que você tem a nos dizer?31/05/2009
Bond
Nosso amigo Pituco, ganhador do Desafio Jazzseen 2009, não dá qualquer sinal de vida, embora eu já tenha lhe solicitado manifestação sobre o prêmio que lhe foi enviado com AR. Conversando com Bond, ele ponderava que o Desafio Jazzseen possui falha primária, qual seja, possibilita que a grande maioria das faixas postadas no blog sejam identificadas facilmente, mesmo que não contenham identificação alguma, como foi o caso da faixa que consta da postagem relativa ao Desafio Jazzseen 2009 (veja player logo abaixo). Bond ensina o passo a passo: clique com o lado direito do mouse sobre o player - em seguida clique em "propriedades" - a seguir copie o endereço que aparece no campo "local" - você obtém o seguinte endereço: http://www.vulomedia.com/audio/audiofiles/92612track.mp3 - O próximo passo é abrir seu Windows Media Player, esse que todos nós temos em nossos computadores. Abriu? Pois bem, agora olhe para a parte superior esquerda do Windows Media Player e clique em "arquivo" - agora clique em "Abrir URL..." - pronto: na janelinha que se abre basta colar o endereço obtido acima e clicar em "Ok". O Windows Media Player começa a tocar a faixa, fornecendo nome da música, nome do artista e nome do álbum, sem contar que ainda lhe oferece para comprar o álbum on line. Realizei o teste com as faixas das outras postagens e, de fato, o procedimento realmente funciona. Concluí então que, das duas uma: ou o amigo Pituco tem realmente um ouvido privilegiadíssimo ou a equipe do Jazzseen tem que arranjar outra forma de promover seus desafios anuais. E aí Pituco, o que você tem a nos dizer?29/05/2009
Casa Dourada
Um dia ainda descobriremos como Lester prepara aquele suculento filé embrulhado em sal grosso com molho de brassica nigra. Alguns comentam que há pitadas discretíssimas de curry, enquanto outros apostam em leves retoques de noz moscada e mel. Bem, talvez nunca saibamos exatamente o que ocorre no interior daquela pequena cozinha da Casa Bonita, uma simpática loja capixaba de objetos de arte e decoração em Vila Velha. É no quintal ventilado do velho sobrado que acolhe o estabelecimento - onde muitas plantas oferecem um aroma saboroso à brisa marinha - que Lester serve vinhos devidamente climatizados aos seus convidados. Nessa noite tivemos o privilégio de saborear a estirpe completa da vinícola Quebrada de Macul, delicada boutique que injustamente não consta do bom livro 1001 Vinhos Para Beber Antes de Morrer, lançado no Brasil pela Editora Sextante. Éramos seis, aí incluídos o pintor siciliano Nardelli e sua mais nova assistente, Lizza. Lester pensou certo que quatro garrafas dariam conta da tímida demanda. Iniciamos com o vinho básico dessa fantástica vinícola, o Peñalolen 2005, produzido com 85% de cabernet e 15% de merlot, todas colhidas à mão em gamelas de 15kg e amadurecido por ao menos 12 meses em barris de carvalho francês, alguns novos, outros de segunda mão.
Embora com caráter respeitável e preço digno, não chegou a causar nenhuma demonstração de incontrolável entusiasmo, ainda mais que, na cozinha, Lester esmurrava sem piedade algumas indefesas batatas que seriam cozidas com azeite e alho. Lizza, passado o susto inicial, disse a Nardelli, em tom de queixa, nunca ter experimentado batata ao murro. Na verdade, com tanta excitação, criou-se certa expectativa com relação à próxima garrafa, um Alba de Domus 2003. Dessa vez há 95% de cabernet, contra 5% de merlot, amadurecidos por 19 meses em barris de carvalho francês novos (80%) e de segunda mão (20%). Os sedimentos calcáreos do Maipo, devidamente irrigados pela água generosa dos Andes, começaram a determinar a atenção dos convidados, com seu terroir próprio e, podemos dizer, bastante distante e diverso do terroir europeu, tido como modelo irretorquível. Nessa etapa nossos olhares já se dividiam alegremente entre as telas de Nardelli e as lágrimas que escorriam lentas e caudalosas das taças. Praticamente não houve intervalo entre uma rolha e outra: abrimos sôfregos um Stella Aurea 2000, com seus 95% de cabernet savignon, 3% de merlot e 2% de cabernet franc, todas provenientes de vinhedos antigos, com cerca de 30 anos. O amadurecimento ocorre por 18 meses em barris de carvalho francês de diferentes volumes, provenientes de florestas distintas e com torrefação variada. Enquanto Lester discorria animadamente sobre a invenção dos barris pelos gauleses, o aroma da carne contornava nossas narinas e amordaçava os taninos delicados desse vinho espetacular, de cor viva e personalidade intensa e prolongada que, supúnhamos, não poderia ser superado facilmente pela quarta garrafa. Lester aproxima-se então com um Domus Aurea 1999.
Todo o suspense se concentrou no interior das taças, onde o vermelho profundo e brilhante já anunciava que talvez os 19 meses em barril de carvalho francês novo (80%) não tenham sido suficientes para domar os sabores desse tinto que, acredito, não se acovardaria diante do mais potente borgonha que você possa desarrolhar. Com seus 95% de cabernet savignon, 4% de cabernet franc e 1% de merlot, o Domus Aurea fez com que apenas um quadro de Nardelli em homenagem a Pollock e Roland Kirk sobrevivessem aos suspiros dos convidados. Para os amigos fica a faixa Cabin In The Sky . São todos, a exceção do primeiro, vinhos que se beneficiam e aceitam guarda, variando entre 15 e 80 dólares pagos no Chile. Já os quadros de Nardelli - clique para ampliar - esses são um pouco mais caros. É casa, é domus, é cabin, cantarolava Lester enquanto lavava os pratos.
Embora com caráter respeitável e preço digno, não chegou a causar nenhuma demonstração de incontrolável entusiasmo, ainda mais que, na cozinha, Lester esmurrava sem piedade algumas indefesas batatas que seriam cozidas com azeite e alho. Lizza, passado o susto inicial, disse a Nardelli, em tom de queixa, nunca ter experimentado batata ao murro. Na verdade, com tanta excitação, criou-se certa expectativa com relação à próxima garrafa, um Alba de Domus 2003. Dessa vez há 95% de cabernet, contra 5% de merlot, amadurecidos por 19 meses em barris de carvalho francês novos (80%) e de segunda mão (20%). Os sedimentos calcáreos do Maipo, devidamente irrigados pela água generosa dos Andes, começaram a determinar a atenção dos convidados, com seu terroir próprio e, podemos dizer, bastante distante e diverso do terroir europeu, tido como modelo irretorquível. Nessa etapa nossos olhares já se dividiam alegremente entre as telas de Nardelli e as lágrimas que escorriam lentas e caudalosas das taças. Praticamente não houve intervalo entre uma rolha e outra: abrimos sôfregos um Stella Aurea 2000, com seus 95% de cabernet savignon, 3% de merlot e 2% de cabernet franc, todas provenientes de vinhedos antigos, com cerca de 30 anos. O amadurecimento ocorre por 18 meses em barris de carvalho francês de diferentes volumes, provenientes de florestas distintas e com torrefação variada. Enquanto Lester discorria animadamente sobre a invenção dos barris pelos gauleses, o aroma da carne contornava nossas narinas e amordaçava os taninos delicados desse vinho espetacular, de cor viva e personalidade intensa e prolongada que, supúnhamos, não poderia ser superado facilmente pela quarta garrafa. Lester aproxima-se então com um Domus Aurea 1999. Todo o suspense se concentrou no interior das taças, onde o vermelho profundo e brilhante já anunciava que talvez os 19 meses em barril de carvalho francês novo (80%) não tenham sido suficientes para domar os sabores desse tinto que, acredito, não se acovardaria diante do mais potente borgonha que você possa desarrolhar. Com seus 95% de cabernet savignon, 4% de cabernet franc e 1% de merlot, o Domus Aurea fez com que apenas um quadro de Nardelli em homenagem a Pollock e Roland Kirk sobrevivessem aos suspiros dos convidados. Para os amigos fica a faixa Cabin In The Sky . São todos, a exceção do primeiro, vinhos que se beneficiam e aceitam guarda, variando entre 15 e 80 dólares pagos no Chile. Já os quadros de Nardelli - clique para ampliar - esses são um pouco mais caros. É casa, é domus, é cabin, cantarolava Lester enquanto lavava os pratos.
27/05/2009
Legends of Acid Jazz - Fred Jackson
Não, nunca escrevemos sobre ele por aqui, exceto a breve menção quando tratamos da Navalha de Ockham. Fred Jackson é um dos grandes tenoristas desaparecidos do acid jazz - leia-se soul jazz, aquele hard bop meloso, sensual, repleto de groove e funky. Injustamente esquecido com o passar dos anos, Fred gravou apenas um álbum como líder para a Blue Note em 1962, Hootin' 'N Tootin'. Com ele estavam os animados Willie Jones (g), Earl Vandyke (org) e Wilbert Hogan (d). Como se poderia esperar, seu forte não é nem a criatividade nem a transcendência. Como robusto saxofonista que é, Fred soprepõe seu fraseado com base nos velhos elementos doados pelo bebop, mas com aquela convicção sedutora que tanto caracteriza o estilo, conquistando inequivocamente mesmo o ouvido mais reticente. Antes de gravar seu álbum, Fred havia trabalhado com Little Richard e BB King, dos quais absorveu os válidos sentimentos do R&B e do blues. Em 1961 grava seu primeiro álbum de jazz com o organista Baby Face Willette. Depois disso, gravou seu álbum e sumiu. Para os amigos fica a faixa título do tal álbum, que recomendo com veemência aos apreciadores do acid jazz. Ou não?Mercadoria entregue
26/05/2009
Te cuida, Egberto!
Orgulho-me de ter vários discos de Egberto Gismonti. Passei todo o domingo matinal ouvindo Água e Vinho, seu disco de 72, e o showzão com o baixista Charlie Haden em Montreal. Um amigo afirmou que orgulhar-se disso é fácil. Disse ele: “Orgulhar-se de estar casado por vinte anos com uma mulher bonita, compreensiva, gostosa e inteligente é moleza. Difícil é ter orgulho de estar casado com uma bruaca chata e lenta de raciocínio.” E concluiu: “Quero ver o cara orgulhar-se - e sair dizendo por aí - que possui todos os discos de Chitãozinho e Xororó.” Em outras épocas meu amigo teria razão. Hoje, não. A humildade foi para o espaço, escafedeu-se, volatilizou-se. Li uma entrevista em que o tal cantor Daniel afirma não compreender por que é considerando intelectualmente inferior a Edu Lobo. Chegando a Vila Velha, município da Grande Vitória, há um outdoor tamanho família, potentemente iluminado no qual se estampa a foto de uma dupla denominada João Neto & Frederico. Não sei quem são. Não sei e não quero saber, porque consigo, por meio de mínima dedução, entender que se trata de dupla caipira, sertaneja ou algo do gênero. Certamente vai lotar clube, estádio ou parque de exposições. Haverá gritinhos adolescentes e muitos pais preocupados porque as filhinhas ainda não chegaram e já é tarde da noite. E pensar que o show de Egberto Gismonti, há dois anos, em Vitória, contou com menos de 100 pessoas. Egberto Gismonti é um dos grandes músicos atuais, mas quem quer saber?Egberto quem?, perguntarão, uníssonos, João Neto & Frederico. Tenham certeza: a humildade não existe mais. Egberto Gismonti que se cuide porque, talvez, nem entre para uma História escrita por adolescentes adoradores das duplas sertanejas, do axé, dos cantores evangélicos e do roquezinho nacional. Entendo essa triste realidade, mas vou ouvindo Gismonti assim mesmo.
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