11/09/2009
09/09/2009
Livro: Nos Jardins de Burle Marx
Livro: Nos Jardins de Burle Marx - Jacques Leenhardt (Org.) - Perspectiva, 2000 - Leenhardt reúne pequenas notas sobre a importância do artista nas áreas de paisagismo, botânica, arquitetura e urbanismo, numa linguagem afinada com o leitor iniciante. As imagens, embora em pequena quantidade e qualidade, estão ali. Obras dessa natureza merecem edições com papel e imagem de qualidade, como as apresentadas pelo também excelente A Permanência do Instável, editado pela Rocco em 2009, comemorando os 100 anos de nascimento do artista. Reunindo uma série de estudos, alguns deles escritos pelo próprio Burle Marx, as duas obras se complementam, formando um simpático mosaico para o leigo que pretende iniciar investigações acerca desse genial jardineiro.Jazzseen recomenda
Não resta dúvida de que a questão dos direitos autorais precisa ser reavaliada diante das imposições virtuais em favor da liberdade de expressão, direito à informação e segurança jurídica, conceitos bastante alterados pela realidade trazida pela internet. De qualquer forma, não há como negar os fatos: para quem aprecia Dave Brubeck, uma visita ao blog Dave Brubeck Discography é inevitável. Em rápido passeio, constatei a excelência do trabalho ali exposto, embora objetivo e com pequenos ajustes necessários, como a inserção de dados relativos ao álbum Brubeck meets Bach, gravado em 13 de novembro de 2004, em Frankfurt. Com Brubeck estavam Bobby Militello (alto sax, flute); Michael Moore (double bass); Randy Jones (drums) ; Anthony and Joseph Paratone (piano) e o respeitável Bach Collegium Munich, conduzido por Rassel Gloyd. Nada que deprecie a bela homenagem a Brubeck.
07/09/2009
Jazz by Gee
Tombonista do bebop, desde cedo trabalha com grandes mestres, como Coleman Hawkins. Após o serviço militar, aos 24 anos Gee já gravava com Dizzy Gillespie e, em seguida, trabalha com Joe Morris, Gene Ammons e Sonny Stitt. Na década de 1950, integra a banda de Count Basie, trabalha com Illinois Jacquet e grava novamente com Gillespie. Em 1956 Gee parte em turnê pela Europa acompanhando Sarah Vaughan e, em 1959, passa a integrar a orquestra de Duke Ellington, com quem permaneceria até 1963, atuando algumas vezes como solista - ouça, por exemplo, seu desempenho em C Jam Blues - e compondo alguns números para a formidável orquestra. Depois disso, a carreira de Gee parece entrar em declínio, embora tenha ainda trabalhado com músicos importantes, como Paul Quinichette, Johnny Griffin e Brooks Kerr. Nos anos 1970, praticamente desaparece da cena jazzística - desconhecemos outro registro que não seja sua apresentação em New York, em 1975, ao lado de alguns integrantes da banda de Ellington. Gee nasceu em 1925 e morreu jovem, aos 54 anos. Trombonista versátil, dominava as sinuosas curvas do bebop e navegava tranquilo pela sonoridade enganosamente calma do cool jazz. Tendo iniciado os estudos musicais ao trompete, passa para o trombone aos 11 anos. Infelizmente, Gee só gravou um álbum como líder, Jazz By Gee, em 1956, para a Riverside. Para os amigos, fica a faixa I'll Remeber April , do referido álbum, com Ernie Henry (as), Joe Knight (p), Wilbur Ware (b) e Arthur Taylor (d). 05/09/2009
Livro: O caçador das bolachas perdidas
Dizem que todos têm um pai, mas certamente poucos têm um pai exportador de café que forneça ao filho os recursos necessários para que perambule por New York, Paris e Rio de Janeiro, dos vinte aos vinte e nove anos, ouvindo música e comprando LPs. Esse era o caso do baiano Jorge Cravo, um apaixonado por jazz que teve a oportunidade de assistir ao vivo a apresentação de artistas como Billie Holiday, Louis Armstrong, Nat King Cole, Stan Kenton, Sarah Vaughan, Duke Ellington e muitos outros, quase sempre mantendo algum tipo de contato direto com eles. No livro O caçador das bolachas perdidas, Rio de Janeiro: Record, 2002, Cravinho relata suas peripécias ao redor do mundo, com passagens memoráveis por cidades maravilhosas, como o incidente em Paris, quando telefonou para Sarah Vaughan às 9 da manhã e teve como resposta da cantora um gentil 'fuck you'. Em suas andanças, Cravinho reuniu uma das mais importantes coleções de LPs de jazz dos anos 1940 e 1950, acervo lamentavelmente desfeito pelo proprietário que, anos depois, arrependeu-se profundamente de vender suas queridas bolachas pretas. São 255 páginas de um texto leve, rico em detalhes curiosos, emocionantes e engraçados, sempre revestidos por sua compulsiva paixão pelos discos, espécie de vício que lhe persegue por toda a vida. Sem dúvida, O caçador das bolachas perdidas é um desses livros essenciais para aqueles que, como eu, somos completamente dependentes desse opiáceo chamado jazz. Para quem deseja comprar o livro e vive no sertão capixaba, onde livrarias, árvores e calçadas estão sendo exterminadas numa velocidade assustadora, recomendo o site Estante Virtual, onde há exemplares a partir de R$18,00, mais frete. Novo, nas estranhas cidades que ainda possuem livrarias, sai por R$35,00. Para os amigos, e dedicada a Cravinho, deixo a faixa Embraceable You , com Nat King Cole (p, v), Oscar Moore (g) e Red Callender (b). Em New York, Cravinho esteve a poucos centímetros de Billie Holiday, sentada no balcão de um bar, calada, curtindo sua solidão. Notando a situação, ele se afasta sem interrompê-la.
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