31/01/2010

Eu, o cabotino

Naquilo a que se propõe - divulgar uma literatura setorizada -, o site Tertúlia é dos melhores do Brasil. E nem me venham argumentar que essa afirmação é corporativa ou conseqüência da amizade. Seria reduzir demais a importância de um espaço em que o autor capixaba - e aquilo que ele produz - tem visibilidade e no qual se pode colocar a cara para bater. Sim, no fim das contas a arte é isso. Em 1993, na extinta revista Você, publicação periódica da universidade federal local, foram publicados dois textos meus, na verdade dois ensaios pretensamente bem-humorados acerca de literatura. O primeiro deles, sobre a narrativa de Nelson Rodrigues, não foi publicado na web (não que eu saiba). O segundo está AQUI, e fala basicamente sobre dois livros: Aninhanha, de Pedro Nunes, e Hardcore Blues, de Orlando Lopes.

Em Tertúlia, a NOTA NECESSÁRIA, publicada nas primeiras páginas de meu novo romance, HISTÓRIAS CURTAS PARA MARIANA M. É uma prévia para quem se interessar.

Sim, cada vez mais cabotino.

27/01/2010

Elas também tocam jazz - Toshiko Akiyoshi

Os autores clássicos, bem como os medievais, sempre desprezaram as mulheres. Para Filémon, Estrabão e Menandro "a mulher é um mal necessário". Para Arsênio "a mulher é uma tempestade em casa". Eurípides, em sua Electra, afirma que é torpe que a mulher mande na casa e Aristóteles (em seu Política) e Ésquines (em seu Adversus Timarchum), teorizaram sobre os perniciosos efeitos do governo feminino. Nos Monósticos de Menandro encontramos que "em mulher não acredites nem morta". Na Odisséia, de Homero, a sombra de Agamêmnon adverte Ulisses a não revelar à mulher a sua identidade, para não correr o risco de ter o mesmo fim que ele. Hesíodo, em seu Os trabalhos e os dias, faz a mesma recomendação, assim como Eurípides, Terêncio, Propércio, Horácio e Plauto. Também na Eneida, em seu quarto livro, Mercúrio aparece em sonho a Enéias e o adverte sobre possíveis e repentinas vinganças da irada Dido. São Jerônimo, em seu Comentário ao Eclesiastes, afirma que "a mulher é sempre variável e mutável". Sêneca e Calpúrnio Sículo já alertavam sobre a variabilidade de humor e de opinião das mulheres. No Rigoletto, de Verdi, há o famoso dístico "Donna e luna, oggi serena e domani bruna" (mulher e lua, hoje clara, amanhã escura). O mesmo ocorre em Le roi s'amuse, de Vitor Hugo, Canzioniere, de Petrarca, Filostrato, de Boccaccio, Aminta, de Tasso e Queen Mary, de Tennyson. Em sua Ifigênia em Táurida, Eurípides utiliza a gnoma segundo a qual "a astúcia das mulheres é pior do que qualquer ardil". Bebel, em seu Adagia Germanica, comenta que "as mulheres têm cabelos longos e idéias curtas" e Sófocles, em Ajax, diz que "o silêncio embeleza todas as mulheres". Juvenal comentava que três mulheres reunidas produziam o mesmo ruído de um grande mercado, enquanto Teócrito destaca a natureza curiosa das mulheres, capazes de descobrirem até mesmo o que o rei disse ao ouvido da rainha. Vovó Tícia dizia que, quando brigam as comadres, descobrem-se as verdades. A incapacidade feminina de guardar segredos é lembrada por La Fontaine e, segundo Rabelais, o papa João XXIII não permitia que as freias se confessassem entre elas porque a confissão deveria permanecer em segredo. Juvenal dizia que é raro encontrar beleza e castidade, idéia que é ampliada por Catulo, Petrônio, Esopo, Fedro, Goethe (Fausto) e nos Carmina Burana (In trutina), onde a beleza raramente anda junto com a virtude ou a inteligência. Durante muito tempo, era comum a seguinte inscrição fúnebre: Domi mansit casta vixit lanam fecit, ou seja, ficou em casa, viveu casta, fiou a lã, indicando a mulher virtuosa, dedicada ao lar e aos afazeres domésticos. Mas agora, tudo mudou. Temos uma candidata à presidência incapaz de mentiras e ardis. Temos também Toshiko Akiyoshi, pianista, compositora e líder chinesa do hard bop, nascida em 1929. Faz anos vem produzindo alguns dos melhores arranjos desde Duke Ellington, com certa influência de Gil Evans e de sutis elementos da música japonesa (sim, seus pais eram japoneses). Como pianista, seguiu inicialmente os passos de Bud Powell, criando, mais tarde, um estilo próprio e original. É considerada, sem exagero algum, a mais importante musicista do jazz de todos os tempos, ao lado da pianista Mary Lou Williams. Numa primeira fase, Toshiko trabalhou com seu primeiro marido, Charlie Mariano (as), em quarteto com Gene Cherico (b) e Eddie Marshall (d). Infelizmente sua gravadora à época era a pequena Candid, de Nat Hentoff, cuja promoção e distribuição não estavam à altura do talento de Toshiko e Mariano. Sua segunda fase acontece ao lado de seu segundo marido, Lew Tabackin (f, ts), e tem início em 1972, com a formação de sua tão sonhada big band. O resto, só mesmo ouvindo. Para os amigos, ficam algumas sugestões de audição, bem como a faixa Mr. Jelly Lord, retirada do álbum Finesse, gravado em 1978 para a Concord, com Monty Budwig (b) e Jake Hanna (d). É como sempre dizia vovô Acácio para vovó Tícia: não posso viver sem ti nem contigo.

Toshiko-Mariano Quartet – 1960 – Candid – Um dos mais importantes álbuns gravados logo após Kind of Blues, de Miles Davis. Aqui não há concessões à modalidade, com exceção da faixa Little T. O destaque fica por conta da faixa Long Yellow Road, que, doze anos mais tarde, viria a ser orquestrada por Toshiko. Com Gene Cherico (b) e Eddie Marshall (d).
The Toshiko Akiyoshi-Lew Tabackin Big Band – 1974-1976 – Novus – Coletânea do excelente trabalho orquestral de Toshiko para a RCA, pessimamente divulgado pela gravadora. Prova disso é que nem mesmo no Japão encontramos em cd os excelentes álbuns Tales of a Courtesan, de 1975, ou Road Time, de 1976. Aqui você tem uma boa mostra da maestria de Toshiko, com destaque para os excepcionais arranjos com leves pitadas orientais e um belíssimo trabalho com sopros. Com Bobby Shew (t), Phil Teele, Jimmy Knepper (tb), Gary Foster (f, cl, as), Tom Peterson (ts), Gene Cherico (b) e Peter Donald (d).
Wishing Peace – 1986 – Ken Music – Outro excelente álbum, fundamental para quem procura um trabalho de jazz orquestral no nível de Duke Ellington. Destaque para a faixa Liberty Suite, composta para comemorar o centenário da estátua. Com John Eckert, Brian Lynch, Joe Mosello, Chris Passin (t), Conrad Herwig, Kenny Rupp, Hart Smith (tb), Matt Finders (btb), Frank Wess (f, ss, as), Lew Tabackin (picc, f, ts), Jim Snidero (f, cl, as), Walt Weiskopf (cl, ts), Mark Lopeman (bcl, bs), Jay Anderson (b), Jeff Hirschfield (d) e Daniel Ponce (perc).
Carnegie Hall Concert – 1991 – Columbia – Se você acha que o jazz estava acabado, esse álbum demonstra que o jazz está em plena forma, cada vez mais criativo e belo. Com Freddie Hubbard, Mike Ponella, John Eckert, Greg Gisbert, Joe Magnarelli (t), Herb Besson, Conrad Herwig, Larry Farrel (tb), Matt Finders (btb), Frank Wess (f, as), Jim Snidero (picc, f, cl, ss), Lew Tabackin (picc, f, ts), Walt Weiskopf (f, cl, ss, ts), Scott Robinson (bcl, bs), Peter Washington (b), Richie Flores (perc), Terry Clarke (d) e Nnenna Freelon (v).

25/01/2010

São Paulo completa 456 anos hoje

Muita coisa mudou desde que São Paulo era um pequeno amontoado de casas feitas de taipa de pilão, de onde partiam os bandeirantes rumo a Minas Gerais, em busca do ouro, e onde os jesuítas encontraram um “clima fresco” semelhante ao europeu e fundaram o Real Collegio. O “pequeno amontoado” de casas é hoje uma metrópole de 10,4 milhões de habitantes, uma das mais populosas do mundo. O clima fresco de 451 anos atrás hoje está bem mais quente, graças ao concreto, aos automóveis e à escassa arborização. Até a famosa garoa, que consagrou a cidade, está se tornando coisa do passado. A cidade assistiu a uma transição da chuva fraca e contínua para aquelas intensas e rápidas, que provocam as já também famosas enchentes.

São Paulo demorou para se desenvolver. Até 1876 a população local era de 30 mil habitantes. Com a expansão da economia, graças especialmente ao café, em menos de 20 anos este número pulou para 130 mil. Mesmo pequena, a cidade pensava grande. O Viaduto do Chá foi inaugurado em 1892 e, em 1901, foi aberta a Avenida Paulista, a primeira via planejada da capital. A via, que viria a se tornar endereço dos barões do café, não tinha nenhuma casa na época, mas o engenheiro responsável pela obra, Joaquim Eugênio de Lima, profetizava que ela seria “a via que conduzirá São Paulo ao seu grande destino”.

Outras grandes obras, como a Estação da Luz e o Theatro Municipal, comemoraram a entrada no século XX e marcaram uma nova fase na vida da cidade. São Paulo se industrializava e, para atender à demanda, imigrantes de diversos países da Europa e do Japão adotaram uma nova pátria, fugindo das guerras. Entre os anos de 1870 e 1939, 2,4 milhões de imigrantes entraram no estado de São Paulo, segundo dados do Memorial do Imigrante.

Italianos, japoneses, espanhóis, libaneses, alemães, judeus. Dezenas de nacionalidades estabeleceram comunidades em São Paulo e contribuíram para que a cidade se tornasse um rico centro cultural e um exemplo de como povos com histórico de guerras e disputas podem viver em paz.

Isso sem falar dos migrantes, que ainda hoje saem de seus estados e municípios em busca da ‘terra da prosperidade’ e do trabalho, onde todos vivem com pressa. Como diz a música “Amanhecendo”, de Billy Blanco: “Todos parecem correr/ Não correm de/ Correm para/ Para São Paulo crescer”.

Muitos prosperam na cidade mais rica da América Latina, mas outros tantos engrossam a lista de desempregados, que oscila em torno de 17% da população economicamente ativa. Sem emprego ou em subempregos, essas pessoas entram também na estatística dos habitantes que vivem em favelas – mais de 1 milhão, de acordo com dados da secretaria de Habitação. O desafio de São Paulo é continuar correndo para reduzir estes números (Fonte: Prefeitura de São Paulo).

Entre os diversos eventos que acontecerão, Jazzseen destaca os seguintes:

Prêmio Especial no Jockey Club - No GP 25 de Janeiro, que ocorre no dia do aniversário da cidade de São Paulo, o visitante pode assistir à disputa de cavaleiros, além de curtir outras atrações. Háverá barracas de degustação, apresentação de jazz entre os páreos e passeios de pôneis. (Especial) - Classificação: Livre - Jockey Club de São Paulo - Av. Lineu de Paula Machado, 1.075 - Jardim Everest - Sul. Telefone: 2161-8338. Quando: Hoje, a partir das 14h - Tem área para fumantes. Aceita cheques. Não aceita reservas. Não tem ar condicionado. Grátis. Tem local para comer. Valet (R$ 18).

Patty Ascher - O compositor Burt Bacharach, que está fazendo 80 anos, recebe homenagem de Ascher, que entoa seus clássicos em ritmo de bossa. Miéle e Carlos Navas participam do show. (Bossa Nova) - Duração: 60 minutos - Classificação: Livre - Onde: 1820 - The Blue Bar - R. Gumercindo Saraiva, 289 - Jardim Europa - Oeste. Telefone: 2769-2003. Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Couvert artístico: R$ 50. Quando: Dia 28: 22h. Não aceita cheques. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Proibido fumar. 80 lugares. Valet (R$ 25).

São Paulo tem também:

- ... o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o mais importante museu de arte ocidental da América Latina;

- ... o Instituto Butantan, que abriga uma das maiores coleções de serpentes do mundo, além de ser o mais moderno centro de produção de vacinas e soros da América Latina;

- ... a São Paulo Fashion Week, principal semana de moda da América Latina e uma das mais importantes do mundo;

- ... A Universidade de São Paulo (USP), terceira maior instituição da América Latina e colocada entre as cem mais conceituadas no mundo;

- ... a Bovespa, maior centro de negociação de ações da América Latina;

- ... a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), sexta do mundo em volume de negócios, com lances médios diários de US$1,8 bilhão;

- ... o Hospital das Clínicas (HC), maior complexo hospitalar da América Latina;

- ... 75% dos eventos realizados no País;

- ... uma frota de quase 5 milhões de automóveis, o correspondente a ¼ do total do País;

- .... 12,5 mil restaurantes e 15 mil bares de dezenas de especialidades, o que lhe rendeu a fama de capital gastronômica do mundo.

- ... mais de 1/3 do PIB (Produto Interno Bruto) do País.

20/01/2010

Георгий Гаранян (1934-2010)

Георгий Гаранян foi um dos primeiros músicos a chamar a atenção do ocidente para o jazz de qualidade produzido na Rússia. Tudo isso numa época em que o Partido Comunista censurava qualquer estilo musical que fugisse aos rígidos padrões oficiais. Integrante da primeira geração de músicos de jazz daquele país, destacava-se como instrumentista (saxofone alto), maestro e compositor, tendo liderado uma infinidade de importantes conjuntos, entre eles, nos últimos anos, a Moscow Big Band, uma nova formação do famoso Melodia e a Big Band Municipal de Krasnodar City, no sul da Rússia. Além disso, vinha atuando em inúmeros festivais de jazz na Finlândia, Índia, Indonésia, Cuba e Europa, entre outros, além de se apresentar em diversos países, entre eles Alemanha, EUA, Japão, Austrália, Suécia e França, sendo considerado pela crítica especializada um dos melhores músicos de jazz da Rússia, sem contar que foi o músico de jazz daquele país que mais gravou. Mais conhecido no oeste como George Garanian, nasceu no dia 15 de agosto de 1934, em Moscou. Embora o pai engenheiro insistisse que o filho seguisse seus passos, a mãe professora sempre o incentivou a seguir a carreira musical. Contudo, por volta dos vinte anos, encontrava-se matriculado no Instituto Tecnológico de Moscow. Nessa época, leva o saxofone de um amigo para reparos e, após o conserto, nunca mais o devolve. Após vários anos de prática, começa a tocar em bandas locais, até que é convidado a tocar na banda da TSDRI. Sob o comando do líder Yury Saoulsky, Garanian praticou horas diárias até tornar-se o primeiro saxofone da banda, o que sem dúvida o auxiliou a obter o segundo lugar no Moscow World Festival of Youth and Students, em 1957, chamando a atenção do público para o trabalho da banda da TSDRI e fazendo com que Garanian fosse convidado a tocar em diversos países, o que nunca aconteceu em função das proibições do governo soviético. Já com o diploma de engenheiro, Garanian passa a tocar em outras bandas, com destaque para a  banda de Oleg Lundstrem. Em meados da década de 1960, Garanian começa a se tornar popular, sobretudo em função de suas apresentações no rádio, em nível nacional, e com o auxílio do disc jockey e produtor Willis Conover que, com seu programa Jazz Hour, na Voice of America, executava as gravações de Garanian, combatendo a Guerra Fria com o som do jazz.
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Em 1973 Garanian assina com a maior gravadora da Rússia, Melodia, gravando com a banda de mesmo nome 25 álbuns, ao longo de 13 anos de vida. O grupo vendeu milhões de cópias por todo o mundo, obtendo um sucesso sem precedentes para um grupo de jazz encoberto pelas cortinas de ferro. Ao mesmo tempo, Garanian atua como líder da State Cinematic Orchestra, onde grava a música de grandes filmes da época e, em seguida, passa também a compor trilhas sonoras - mais de 30 - entre elas a do filme The recipee of her youth, recebendo o 'Oscar' russo de melhor filme musical de 1985. Ainda durante a década de 1970, Garanian 'jazzifica' uma série de composições, populares e clássicas, entre elas a Ave Maria de Schubert, os clássicos dos Beatles e do cinema, escrevendo um livro de arranjos que se tornaria modelo para os estudantes e profissionais da área, Arrangement for pop-vocal-and instrumental bands. Em 1989, Garanian recebe e aceita o inusitado convite para liderar o Circo de Moscou, apresentando-se ao redor do mundo e aproveitando a oportunidade para tocar jazz com diversos músicos de outros países. Dez anos depois, Garanian enfrenta novo desafio: vivendo em Moscou, aceita liderar a pouco conhecida big band de Krasnodar, cidade situada no sul da Rússia, transformando-a na melhor banda de jazz da Rússia, segundo o jornal Argumenty i fakty, e causando sensação com suas apresentações em Moscou e em diversos concertos e festivais de jazz. Outro projeto bem sucedido de Garanian foi seu duo com o pianista Denis Matsuev, vencedor do International Tchaikovsky Competition, numa bem entrosada combinação de jazz e música clássica: entre suas interpretações contam composições de Bizet, Duke Ellington, Gershwin e Schubert, entre outros. Em 2004, Garanian revive o sucesso da banda cult Melodia, contando com Victor Gusejnov, um dos fundadores da banda, e uma constelação de jovens instrumentistas. Inicialmente projetada para ser banda de estúdio, com o sucesso começa a se apresentar em público, além de gravar álbuns de grande sucesso. Adicionando 5 integrantes à banda Melodia, transforma-a em big band, que recebe o nome de Moscow Big Band. Suas apresentações não se limitam à Rússia, mas estendem-se à Ucrânia, Donezk e China e, em algumas ocasiões, são reunidas as duas big bands, a de Moscow e a de Krasnodar. Aclamado como artista, Garanian é o único músico de jazz a se apresentar regularmente no conceituado Great Hall do Conservatório de Moscou. Entre suas inúmeras atividades bem sucedidas, vale destacar a sua participação no álbum duplo Oregon in Moscow, gravado com o grupo norte-americano ao lado da Orquestra Tchaikovsky, sob sua regência, trabalho indicado ao Grammy. Outro trabalho notável foi o álbum Jazz in tuxedos, gravado com a orquestra Virtuosos of Moscow e com o pianista Denis Matsuev, reunindo arranjos notáveis para peças de Gershwin, Ellington, Mozart e Prokofiev. No dia 14 de janeiro de 2010, milhares de admiradores foram ao Tchaikovsky Concert Hall, em Moscou, para se despedir de Garanian, morto por um ataque cardíaco aos 76 anos, em Krasnodar, onde se apresentaria com o pianista Martial Solal. Garanian foi enterrado no cemitério Vagankovskoye, em Moscou. Para os amigos, fica a faixa Lover Man, gravada ao vivo em 2001 com o trio The Jazz Accord Ensemble, formado por Alexey Kuznetsov (g), Anatole Sobolevy (b) e Alexander Goretkin (d) e retirada do excelente álbum В гостях у Джаз-Аккорда. Garanian deixa uma mulher, três filhas e muitas saudades.
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