30/09/2010

Jazzseen nas eleições 2010



Peça da campanha de Antonio Anastasia (PSDB), candidato ao governo de Minas Gerais, veiculada na internet. O humorista Tom Cavalcanti faz uma paródia de Hélio Costa (PMDB), adversário de Anastasia, apoiado pelo PT. O vice de Hélio é o ex-ministro Patrus Ananias (PT), que Tom chama de "Patrás".

24/09/2010

Shaw

Para quem não tem interesse no box-set de Artie Shaw, que tal o box-set de Marlena Shaw?

22/09/2010

Desafio Jazzseen 2010: O ano do bolsa-jazz


Prezados amigos, é chegada a hora de nosso desafio anual!

Após incontáveis reuniões, nossos editores decidiram que este ano, ao contrário dos anteriores, o Desafio Jazzseen não será baseado somente em execuções de áudio, pelos motivos que seguem.

Considerando que nas edições anteriores tivemos inúmeros problemas - sim, nosso serviço de inteligência detectou que há uma série de programas que podem identificar qualquer faixa de áudio -  perde o sentido  continuarmos desafiando nossos visitantes a identificar uma faixa apenas com o auxílio dos próprios ouvidos, uma vez que sempre corríamos o risco de algum espertinho utilizar um dos tais 'programas identificadores de áudio', tornando a disputa insólita e a premiação injusta.

Sendo assim, em 2010 nosso desafio será baseado em questões sobre áudio, textos e fotografias que, acreditamos, poderão avaliar mais corretamente o conhecimento de cada um dos combatentes .

O primeiro visitante que acertar as quatro perguntas abaixo irá receber gratuitamente o espetacular Box-Set Begin the Beguine, do clarinetista e líder de orquestra Artie Shaw, com 10 CD's. O box será enviado novo e lacrado para o endereço especificado pelo vencedor, também sem qualquer custo de frete.

Pergunta 1: Qual o nome do saxofonista que toca na faixa a seguir:
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Pergunta 2: Quais os nomes dos dois músicos acima, da esquerda para a direita?
(Caso necessário, clique aqui para ampliá-la)



Pergunta 3: Qual o nome do músico acima?
(Caso necessário, clique aqui para ampliá-la)


















































































































































































































Pergunta 4: Qual o autor do texto abaixo e qual o título do livro em que foi publicado?


[ Em 1917, o Literary Digest, ora extinto, porém então muito lido, observou que “estranho vocábulo granjeou largo uso nas fileiras dos nossos produtores de música popular; é “jazz,” empregado principalmente como adjetivo descritivo para uma banda”. Isto é um tanto vago, mas, pelo menos, prova que a palavra “jazz” se estabelecera como termo musical nos Estados Unidos antes do fim da Primeira Guerra Mundial. Ninguém sabia ao certo donde vinha a palavra, quase ninguém sabia exatamente o que significava, exceto que tinha algo que ver com orquestras de dança. Hoje, sabemos muito mais a respeito do jazz, mas ainda temos dúvidas quanto à origem da própria palavra.

Muitas teorias existem sobre a etimologia da palavra “jazz”. Quase todas são fantasiosas, sobretudo as que pretendem que “jazz” derive do nome de algum músico negro, como Jess, ou Chaz (abreviação de Charles). Mais plausível é a sua derivação do patoá negro da Luisiana, embora haja dúvidas quanto à origem francesa ou africana do radical. Uma teoria afirma que a raiz é a do verbo francês jaser, que significa tagarelar, palrar; outra sustenta que formas como jas, jass, jazz e jasz provêm de um dialeto africano. A primeira vez que a palavra “jass” (conforme então se escrevia) surgiu designando certo tipo de música foi, segundo parece, em 1915, quando no Lamb’s Café de Chicago se anunciou em cartaz uma banda de Nova Orleans como “Brown’s Dixieland Jass Band”. Contudo, segundo testemunho de Lafcadio Hearn, a palavra já era conhecida muito antes em Nova Orleans; e, certamente, a música que veio a ser chamado “jazz” existia havia vários decênios, quando do episódio de Chicago.]




E para aqueles que consideram o desafio muito difícil, o Jazzseen traz o Bolsa-Jazz, um estímulo para aqueles que amam o jazz mas ainda não dominam certas particularidades desse estilo.

Caso nenhum dos concorrentes acerte as quatro perguntas acima, o Jazzseen entregará gratuitamente o excelente álbum Lennie Niehaus Vol. 3, The Octet, novo, lacrado e sem custo de frete, para o concorrente que acertar primeiro duas ou mais das perguntas acima.

O Desafio Jazzseen será encerrado no dia em que algum visitante acertar as quatro perguntas acima ou no dia 31 de outubro de 2010, o que ocorrer primeiro.

Boa sorte!

19/09/2010

Eleições 2010: John Lester promete a Bolsa-Jazz a seus eleitores

Prezados visitantes, obrigado pela participação recorde em nosso blog. O Jazzseen nunca poderia imaginar que uma simples tentativa de ressuscitar o Jazz via internet poderia transformar-se nesse monstro que hoje acolho em meu PC.

Ocorre que, em época de eleição, nunca devemos acreditar em promessas, caso da postagem abaixo, onde o incauto eleitor é levado na conversa por nossa inescrupulosa propaganda eleitoral.

Verdade mesmo é que eu, John lester, candidato à re-eleição como Comendador Geral dos Portos da Barra do Jucu e Adjacências, prometo fornecer aos meus seguidores o Bolsa-Jazz.

Olho vivo, portanto, e ouvidos atentos.

Para aqueles que se encontram desiludidos com as eleições e com nosso blindfold test, recomendo a audição atenta ao Podcast 16, uma realização de nosso amigo Mário Jorge, um dos raros candidatos dignos de nosso voto. Com direito até mesmo a C-melody sax! É aqui no CJUB.

Até!

18/09/2010

The Blindfold Tests

E, falando em ingleses, diz a lenda que foi Leonard Feather quem inventou o Blindfold Test, expressão que poderia ser traduzida como teste às cegas ou teste com os olhos vendados. E não me venham questionar porque Leonard vendava seus convidados, questão que certamente jamais será esclarecida, exceto por sua carga dramática. O certo é que várias pessoas e músicos famosos foram desafiados a identificar quem estava tocando, sem receber nenhuma informação sobre o tema, o compositor, o arranjador e, obviamente, os executantes. Os blindfold tests foram elaborados por Leonard na década de 1940, quando escrevia para as revistas Metronome e Esquire, além de  serem apresentados semanalmente em seu programa de rádio, o Platterbrians. Surpreendentemente, eram raros os convidados que acertavam os nomes dos executantes: boa notícia para aqueles que possuem dificuldades em distinguir um saxofone de um trompete. Nessas ocasiões, sempre surgiam situações curiosas, como foi o caso do trompetista Roy Eldridge, que disse a Leonard ser capaz de identificar a cor do músico apenas ouvindo-o tocar. Bizarro também foi a venda colocada em Lennie Tristano, um dos maiores pianistas do jazz, absolutamente cego. As regras eram rígidas e iguais para todos.  Na verdade, a grande maioria dos convidados limitava-se a avaliar a execução, fornecendo-lhe notas de 1 a 4 estrelas, processo em que se podia verificar que muito do sucesso de um músico não estava associado única e exclusivamente ao seu valor musical, mas à moda, à preferência pessoal e ao marketing.

Este foi o caso da primeira convidada de Leonard, a pianista Mary Lou Williams (na foto de Zin Arthur, publicada na Metronome em 1946, com Leonard), instrumentista, compositora e arranjadora renomada que, na ocasião, confessou que não apreciava o estilo Dixieland e fez as seguintes observações sobre as execuções que lhe foram apresentadas:

01 - Benny Goodman. Blue Skies (Columbia), com Art Lund, vocal – Bom clarinetista; banda agradável; o cantor não possui voz adequada para o improviso – 2 estrelas.
02 - Johnny Guarnieri. Salute to Fats (Savoy). Guarnieri, piano; Lester Young, sax tenor; Billy Butterfield, trompete; Hank d’Amico, clarinete; Cozy Cole, bateria – O pianista lembra Fats; tem uma técnica maravilhosa, mas seu estilo parece uma imitação; o saxofonista é excelente, já o trompetista não é lá essas coisas. Gostei – 3 estrelas.
03 - Sir Charles Thompson. The Street Beat (Apollo). Thompson, piano; Buck Clayton, trompete; Charlie Parker, sax alto; Dexter Gordon, sax tenor; J. C. Heard, bateria - Bom sax alto, Charlie Parker é claro; bom trompetista; bom sax tenor; bom arranjo; boa seção rítmica; o pianista sola como Count Basie – 3 estrelas.
04 - Woody Herman Orquestra. Northwest Passage (Columbia). Ralph Burns, piano; Marge Hyams, vibrafone; Flip Phillips, sax tenor – É assim que eu gosto de ouvir uma banda tocando! Pianista muito bom; bom vibrafonista; saxofone tenor excelente. O arranjo não tem nada de extraordinário, mas é bom. Balanço maravilhoso – 4 estrelas.
05 - Art Hodes’ Jazzmen. Sugar Foot Stomp (Blue Note). Hodes, piano; Vic Dickenson, trombone; Maxie Kaminsky, trompete; Ed Hall, clarinete; Sid Weiss, contrabaixo; Danny Alvin, bateria – O trombonista é Vic Dickenson. O que ele está fazendo aqui? É uma pena ouvir bons músicos tocando Dixieland! O clarinetista é Ed Hall. O trompetista lembra Louis Armstrong há vinte anos atrás. Baterista e contrabaixista bons. Já ouvi pianistas de Dixieland melhores. Não gosto do tema – 2 estrelas.
06 - Barney Bigard. Blues Before Dawn (Black and White). Bigard, clarinete; Georgie Auld, sax alto; Joe Thomas, trompete - Esplêndida introdução. Trompetista maravilhoso, com bom gosto e idéias originais; bom saxofonista, lembra Johnny Hodges. O clarinetista parece ter saído da banda de Ellington – 3 estrelas.
07 - Jelly Roll Morton Red Hot Pepper (Victor). Morton, piano - Tem alguém tocando tuba aí? Eu não reconheço isso, mas deve ser alguma gravação da década de 1920. Os solos são até bons para a época, mas não há nenhum balanço; não sei como as pessoas conseguiam dançar ouvindo isso. Nenhuma estrela.
08 – Nat King Cole Trio. Body and Soul (Capitol). Cole, piano; Oscar Moore, guitarra; Johnny Miller, contrabaixo – Nat King Cole, ele é grande; está aí um tipo de música que todos deveriam ouvir. Bom gosto, com balanço. E a música conta uma história. Uma das melhores versões que já ouvi e, ainda que o pianista não seja o Nat, continuo achando tudo perfeito - 4 estrelas.
09 - James P. Johnson. Blueberry Rhyme (Signature). Piano Solo – Parece um piano mecânico, como um daqueles piano rolls. Não há liberdade e a composição parece ter sido escrita errada - 2 estrelas.
10 - Dizzy Gillespie Be-Bop (Manor). Gillespie, trompete; Don Byas, sax tenor; Shelly Manne, bateria – Bom arranjo, mas parece não haver sintonia entre os músicos. O trompetista parece Dizzy, bom. O saxofonista é Don Byas, ele pode tocar em qualquer estilo. O baterista lembra Max Roach. Gosto mais da idéia da gravação do que da execução – 3 estrelas.
11 - Boyd Raeburn Orquestra. Yerxa (Jewel). George Handy, arranjador; Hal McKusick, sax alto – Eles parecem desafinados. Talvez seja um arranjo experimental, mas parecem estar tocando errado. O som lembra um pouco a banda de Ellington. Bom saxofonista – 2 estrelas.
12 - Harry James Orquestra. When Your Lover Has Gone (Columbia). James, trompete; Corky Corcoran, sax tenor – Melhor gravação que já ouvi de Harry James em muitos anos. Solo com muito bom gosto. Banda e arranjos bons. O saxofonista também é grande – 4 estrelas
13 - Bunk Johnson Band. When the Saints Go Marching In (Victor). (Recorded 1945) – Não sei o que dizer. Não aprecio pessoas que tocam uma música feita há quarenta anos atrás. Deve ser apenas para ganhar dinheiro. E os solos nem mesmo são bons para este estilo. Musicalidade? Não ouvi nenhuma.

Para os amigos, apenas como aperitivo, deixo a seguinte faixa . O primeiro leitor (ou seria ouvinte?) que acertar quem é o saxofonista receberá gratuitamente o álbum completo, original e lacrado em seu endereço, sem qualquer custo de frete. Peço apenas que o teste seja realizado com os olhos vendados. Boa sorte!