20/12/2010
10/12/2010
Nota triste: Morre James Moody
O saxofonista americano James Moody, um dos pais do bebop, o estilo do jazz desenvolvido nos anos 40, morreu na quinta-feira aos 85 anos de câncer de pâncreas em San Diego, informou nesta sexta-feira sua mulher, Linda Moody.
"Meu doce, querido e precioso marido morreu hoje [quinta-feira] após dez meses lutando contra o câncer de pâncreas." "Meu grande desejo era garantir que Moody transcendesse pacífica e calmamente, e nos encontrávamos na residência para doentes de San Diego desde segunda-feira", explicou.
Moody era considerado uma instituição do jazz por ter sido um dos participantes da criação do bebop, um estilo musical do jazz que se desenvolveu nos anos 40 por iniciativa de Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Max Roach, Bud Powell e Thelonious Monk. Como muitos músicos da época, o intérprete de "Moody's Mood for Love" começou a dar seus primeiros passos na arte em uma banda da Força Aérea e, após a guerra, juntou-se a Dizzy Gillespie, seu grande modelo.
O funeral do saxofonista, nascido no dia 26 março de 1925 em Savannah, na Geórgia, será uma cerimônia pública no dia 18 de dezembro no Greenwood Memorial Park de San Diego. (Fonte: New York Times)
"Meu doce, querido e precioso marido morreu hoje [quinta-feira] após dez meses lutando contra o câncer de pâncreas." "Meu grande desejo era garantir que Moody transcendesse pacífica e calmamente, e nos encontrávamos na residência para doentes de San Diego desde segunda-feira", explicou.
Moody era considerado uma instituição do jazz por ter sido um dos participantes da criação do bebop, um estilo musical do jazz que se desenvolveu nos anos 40 por iniciativa de Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Max Roach, Bud Powell e Thelonious Monk. Como muitos músicos da época, o intérprete de "Moody's Mood for Love" começou a dar seus primeiros passos na arte em uma banda da Força Aérea e, após a guerra, juntou-se a Dizzy Gillespie, seu grande modelo.
O funeral do saxofonista, nascido no dia 26 março de 1925 em Savannah, na Geórgia, será uma cerimônia pública no dia 18 de dezembro no Greenwood Memorial Park de San Diego. (Fonte: New York Times)
Jazzseen recomenda: Emoções Baratas
O público se acomoda nas mesas e sofás do Estúdio Emme (zona oeste de São Paulo) ao som de um contrabaixo, postado no centro do palco. Logo percebe que um garçom nada convencional circula entre as mesas, com olhar fixo e sério. O espetáculo já começou. No musical "Emoções Baratas", que estreou em 1988 e está de volta a SP até 18 de dezembro, o diretor José Possi Neto recria o clima dos cabarés do início do século 20 ao som do jazz de Duke Ellington. Em cena estão duas cantoras, a banda Heartbreakers e nove bailarinos, que são "possuídos" pelas canções e protagonizam danças acrobáticas e sedutoras. Os números não se restringem ao palco, e o público fica sem saber para onde olhar --se para a banda ou para os atores, que se espalham pelo espaço e interagem com a plateia.Abaixo, veja um bate-papo com José Possi Neto:
Guia Folha - Um dos objetivos do musical é conquistar novos "apaixonados" por jazz?
José Possi Neto - Todo espetáculo cria ou alimenta um novo público. "Emoções", creio eu, não só apresenta Duke Ellington para uma plateia jovem ou leiga em matéria de jazz, como também traz novos adeptos para o mundo fascinante da dança, uma dança que está longe de ser mera ilustração das músicas, mas que consegue construir personagens e relacioná-los através de uma dramaturgia dos sentidos ao invés das palavras.
Guia - Qual o significado do nome da peça?
Possi Neto - "Emoções Baratas" é o título do primeiro LP da divina Janis Joplin, um disco que fez minha geração ter arrepios de êxtase pela espinha dorsal e todo o corpo diante daquela voz rouca e dilacerada. Quis, com nosso espetáculo, provocar "emoções" através da simples beleza de um gesto, da energia e sensualidade de corpos sarados e suados, do lamento de um trompete, da beleza de uma voz. Quis um maremoto de emoções, portanto, baratas.
Guia - Para você, o jazz é um dos estilos mais sensuais?
Possi Neto - O jazz, como o samba, o bolero e a salsa são ritmos que nascem de origem africana, dos ritmos e dos ritos africanos. São sons sempre materializados nos corpos através da dança, portanto, não cerebrais, mas totalmente emocionais e principalmente sensuais.
Com: Bibba Chuqui, Ana Luisa Seelaender, Estela Cassilatti e outros
Duração: 75 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
Texto e direção: José Possi Neto
Estúdio Emme
Av. Pedroso de Morais, 1.036 - Pinheiros - Oeste. Telefone: 2626-5835.
Aceita os cartões MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 60 (mesa) e R$ 80 (camarote).
Quando
sábado: 21h.
sexta: 21h30.
Até 18/12. Tem ar condicionado. Vende ingresso pelo telefone. Tem música ao vivo. Proibido fumar. Não tem local para comer. 250 lugares. Valet (R$ 20).
Fonte: Folha de São Paulo
05/12/2010
O instrumento mais natalino do mundo
Nenhum dos integrantes do Clube das Terças digere bem o tal de vibrafone, exceção feita a João Luiz, intrépido defensor do etéreo instrumento. Última reunião, aparece ele, todo faceiro, com o álbum The soulful vibes of Johnny Lytle, gravado naqueles anos incertos de 1962, pela Jazzland. Feliz da vida por não ter sido sua encomenda da Amazon tributada pela insidiosa Alfândega, João comentava que, se a nova ordem musical exigiu cor, com Elvis Presley na zaga e os Beattles na banheira, o jazz coloriu-se também. Felizmente, em alguns casos, sem abrir mão da qualidade musical que o DNA original forneceu: muito improviso e senso estético essencialmente instrumental, sem recursos vulgares à aliciação de jovens e sem a utilização de sorrisos colgate. O músico de jazz, clamava João, é, antes de tudo, um artista despido de recursos extra-musicais. Não lhe é necessário usar cabelos compridos para receber reconhecimento, nem lhe é suficiente o gritinho histérico da fã que lança calcinha ao palco. A transcendência sonora, temperada pelo racismo e pela exclusão social, era, é e será eternamente o tempero fundamental do jazz, seja ele produzido por negro ou branco. Nascido em meio a uma família musical - com pai trompetista e mãe organista - no dia 13 de outubro de 1932, em Ohio, Johnny Litle demonstra desde cedo o particular dom percussivo, daí ter sido exímio baterista e boxeador. Logo em seguida, sob forte influência de Lionel Hampton, passa a dedicar-se quase que exclusivamente ao vibrafone, tornando-se um dos melhores e mais velozes executantes do instrumento, fazendo jus à alcunha de Fast Hands. Após alguns estágios com líderes peso-pesados, como Ray Charles, Louis Armstrong, Miles Davis, Gene Ammons e Bobby Timmons, na década de 1960, aproveitando a popularidade do soul jazz, Liltle passa a liderar seus próprios combos, contando sempre com o apoio de sidemen de escol, como Frank Wess e Ron Carter.
Sua importante atuação como compositor e professor sempre foi discreta, assim como toda a sua carreira de instrumentista após a década de 1960, o que não faz exatamente justiça para com um virtuose do instrumento, capaz de mover-se com destreza desde o Swing até o Hard Bop, passando com desenvoltura pelo mais complexo Bebop. Ainda assim, apresnta-se com sucesso pela Europa e, pouco antes de sua morte, ocorrida em 15 de dezembro de 1995, apresenta-se com a Springfield Symphony Orchestra de sua cidade natal. Para os amigos, deixo a faixa Coroner's Blues , retirada do álbum de João Luiz, com Johnny Griffin (ts), Bobby Timmons (p), Sam Jones (b) e Louis Hayes (d).
Sua importante atuação como compositor e professor sempre foi discreta, assim como toda a sua carreira de instrumentista após a década de 1960, o que não faz exatamente justiça para com um virtuose do instrumento, capaz de mover-se com destreza desde o Swing até o Hard Bop, passando com desenvoltura pelo mais complexo Bebop. Ainda assim, apresnta-se com sucesso pela Europa e, pouco antes de sua morte, ocorrida em 15 de dezembro de 1995, apresenta-se com a Springfield Symphony Orchestra de sua cidade natal. Para os amigos, deixo a faixa Coroner's Blues , retirada do álbum de João Luiz, com Johnny Griffin (ts), Bobby Timmons (p), Sam Jones (b) e Louis Hayes (d).
03/12/2010
Walking
Um novo estudo sugere que idosos reduzem em mais da metade o risco de quedas depois de participarem de aulas de euritmia, um programa de exercícios e música elaborado para crianças pequenas. O teste, realizado em 12 meses, recrutou 135 pessoas, com idade média de 75 anos, que não se equilibravam bem. Metade foi randomicamente orientada a fazer aulas semanais de uma hora de duração pelos primeiros seis meses, e a outra metade não fez classe nenhuma até os seis meses seguintes. O programa, desenvolvido no início do século 20 pelo compositor suíço Emile Jaques-Dalcroze, ensina movimentos harmonizados com música, de minuetos de Mozart até improvisações de jazz. Os participantes devem caminhar e se virar, aprender a deslocar o peso do corpo e o equilíbrio, segurar objetos enquanto caminham e fazer movimentos exagerados com a parte superior do corpo enquanto caminham. Os dois grupos foram monitorados para determinar quantas vezes os idosos caíam. No primeiro grupo, houve apenas 24 quedas nos primeiros seis meses, em comparação a 54 entre os que não faziam as aulas. Mesmo após o final das aulas, os participantes mantiveram sua melhoria no equilíbrio, caminharam de forma mais regular e puderam caminhar melhor enquanto faziam outras coisas. O estudo foi publicado online no "Archives of Internal Medicine".
O principal autor do estudo, Andrea Trombetti, do Hospital e Faculdade de Medicina de Genebra, disse que, apesar dos resultados, ainda não está claro como a música afeta o caminhar. Fonte: The New York Times.
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