24/01/2011

Mestre: Hod O'Brien

Cabuloso! Foi assim que Lester reagiu à nossa visita à melhor academia de Vila Velha. Após seus 30 anos de fumo, 20 de vodka e 10 de vinho, consegui convencer Lester a participar de uma aula de aerobahia, modalidade mais indicada para retirar-lhe a volumosa pança que a natureza, em sua generosidade, tem feito brotar em torno de seu umbigo. É preciso ter fé meu amigo, eu dizia a Lester enquanto caminhávamos pelas calçadas esburacadas da Praia de Itapoã, bairro onde também fica localizada a loja Casa Bonita. Ao chegarmos, vimos estranhos acadêmicos observando-se nos espelhos do local. Dercileydi, nossa professora de aerobahia, recebeu-nos com aqueles sorrisinhos e gritinhos que Lester tanto desaprova. Dada a largada, os alunos iniciaram uma vigorosa e complexa movimentação. Durante alguns minutos Lester teve bastante dificuldade em balbuciar alguns movimentos, limitando-se a observar os vertiginosos passos desferidos pelos demais alunos, incentivados pelo animado eletroaxé. Ajeitando seu  curioso colante vermelho de luta greco-romana, Lester decide que isso não ficaria assim: embora um pouco desordenado, o bravo guerreiro lança as pernas em arriscados movimentos centrífugos, ao mesmo tempo em que gira os braços em movimentos centrípetos, causando uma certa perplexidade na turma e atraindo a atenção de toda a academia. Dercileydi, que já foi à Bahia, aprova a iniciativa de Lester, adotando seus passos originais e aumentando a velocidade com que eram executados. Embora não conseguisse manter o sorriso no rosto como os demais alunos e observadores, Lester também acelera os passos, dessa vez girando a cabeça de leste para oeste, movimentando o quadril numa trajetória elíptica e levantando os pés até as orelhas, tudo alternadamente, para dar mais swing. E os 50 minutos de aerobahia passaram assim, num piscar de olhos. Aclamado por toda a academia, Lester rejeitou o convite para lecionar seu estilo revolucionário e, após receber abraços e beijos em troca de autógrafos, partiu dali para nunca mais voltar.

Mancando muito, Lester e eu dirigimo-nos à tal Casa Bonita,  que eu ainda não conhecia, embora sabedor de que ali podia-se ouvir um bom jazz e apreciar um bom vinho a preços sinceros. Encontramos Nardelli, o pintor siciliano, sentado sob um acolhedor toldo laranja. Degustava um Yacochuya 2000, malbec argentino produzido num dos vinhedos mais remotos do mundo e, segundo Christine Austin, autora do diminuto 500 Vinhos Tintos, publicado pela Marco Zero, trata-se de um vinho intenso e saboroso, com traços frutados de morango e amora preta, notas de licor e especiarias, tudo isso numa composição tânica harmoniosa. Nardelli, oferecendo-nos duas taças, observou que a safra 2000 estava esgotada no site da Grand Cru, mas algumas garrafas ainda sobreviviam climatizadas na Casa Bonita. Perguntei então quem era o pianista e John Lester respondeu imediatamente: Hod O'Brien! Estive nesse dia abençoado, 7 de julho de 2004, no Blues Alley, quando Hod lá se apresentava! Visivelmente emocionado, Lester comentou que o Blues Alley  é o clube  mais antigo de jazz em funcionamento. Fundado em 1965, já recebeu ícones do jazz como Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan, Nancy Wilson, Grover Washington Jr., Ramsey Lewis, Charlie Byrd e Maynard Ferguson, entre outros.  Fica localizado em Washington, DC, no número 1073 da Avenida Winsconsin, em Georgetown, o coração histórico da cidade, num edifício de tijolos construído no século XVIII.

Nardelli, que nunca foi à Bahia, complementou: Hod é mais um desses mestres esquecidos do estilo denominado New York jazz piano. Nascido no dia 19 de janeiro de 1936, em Chicago, chega a New York no final da década de 1950, integrando-se rapidamente aos clubes locais e atuando com diversos músicos importantes, entre eles Pepper Adams, Kenny Burrell, Oscar Pettiford e Stan Getz. Aos 21 anos, Hod grava com Art Farmer, Donald Byrd e Idrees Sulieman o álbum clássico Three Trumpets, também conhecido como Trumpets All Out, para a Prestige. Ainda aos 21, Hod é convidado por Red Rodney para substituir Bill Evans no quinteto de Oscar Pettiford. Mais tarde, trabalharia no quarteto de J. R. Monterose, ao lado de Wilbur Ware e Elvin Jones. Entre os anos de 1963 e 1973, Hod afasta-se do jazz, indo estudar Matemática na Columbia University. Nesse período, chega a estudar composição com Charles Wourinen mas acaba retornando ao jazz, abrindo seu próprio clube, o The St. James Infirmary, onde lidera sua própria banda e recebe artistas convidados como Chet Baker, Roswell Rudd, Lee Konitz, Zoot Sims, Charlie Rouse e muitos outros. Além disso, apresenta-se durante cinco anos no famoso Gregory’s com o guitarrista  Joe Puma.


Enquanto a maioria dos pianistas da sua geração mergulhou nas ondas do rock ou da latin music, Hod manteve-se fiel ao Bebop, transformando-se num dos intérpretes mais puros do estilo, como Barry Harris e  poucos outros. Na década de 1980, Hod passa a se apresentar com a cantora Stephanie Nakasian , com quem se casa e passa a viver em Charlottesville,Virginia. Sempre atuante, Hod tem se apresentado em diversos clubes e festivais ao redor do mundo. Em maio de 2007, foi selecionado para se apresentar no Fujitsu 100 Gold Fingers Tour, no Japão, ao lado dos pianistas  Kenny Barron, Cedar Walton, Junior Mance, Toshiko Akiyoshi, Cyrus Chestnut, Benny Green, Don Friedman, Joao Donato e Gerald Clayton. Embora possua uma técnica perfeita, Hod nunca permitiu que sua velocidade deformasse as baladas ou que sua criatividade sufocasse os temas. Entre os seus excelentes álbuns como sideman ou líder, selecionamos a faixa How About You , retirada do álbum  Live At Blues Alley - Second Set, em trio com Ray Drummond (b) e Kenny Washington (d). 
 

16/01/2011

Lenda Viva: Clark Terry

 Quanta responsabilidade escrever sobre um dos maiores trompetistas do jazz, verdadeiro mestre do instrumento, capaz de navegar tranquilamente pelos rios mais caudalosos do Swing e sobreviver tenazmente às enchentes e avalanches mais violentas do Bebop. Nascido em St. Louis, Missouri, no dia 14 de dezembro de 1920,  Clark Terry ganhou experiência tocando em bandas locais, aprimorando sua técnica durante o serviço militar. Nos primeiros anos de estudos, opta pelas partituras para clarinete que, segundo ele, forneciam uma sonoridade mais fluida e redonda ao seu trompete. Após dar baixa da Marinha, passa algum tempo na banda de Charlie Barnet para, em seguida, integrar a orquestra de Count Basie por três anos, até 1951. No mesmo ano, ingressa na orquestra de Duke Ellington, onde permanece por oito anos. Em 1959, em New York, Terry torna-se um dos primeiros músicos negros de estúdio, participando regularmente de uma série formidável de gravações. Paralelamente, atua durante vários anos ao lado de Doc Severinsen, apresentando-se no popular  Tonight Show, de Johnny Carson. Como se não bastasse, Terry manteve-se permanentemente ligado aos grandes músicos de jazz, apresentando-se em clubes e participando de gravações ao lado de instrumentistas como Milt Jackson, Cecil Payne, J. J. Johnson, Johnny Griffin, Stan Getz, Bob Brookmeyer e muitos outros. Não foram poucos os grandes jazzmen que integraram a Big B-A-D Band, liderada por Terry.

No início da década de 1970, convidado por Norman Granz, Terry passa a fazer parte do famoso JATP - Jazz At The Philharmonic, gravando abundantemente para o selo Pablo. É  também nesse período que inicia a tocar flügelhorn, instrumento que adotaria com bastante frequência em estúdio e apresentações. Nos vinte anos seguintes, participa de uma série de concertos e festivais por todo o mundo, seja como líder ou como um humilde sideman. Dotado de uma técnica incomum, capaz de trafegar com destreza pelos estilos Swing, Bebop e Hard Bop, Terry nunca perdeu a emoção, profundamente enraizada no sentimento de blues que lhe percorria as veias e artérias. Além disso, todo o seu contagiante senso de humor podia ser captado em suas interpretações vocais, algumas delas dotadas de um scat muito peculiar, sem falar nos duetos consigo mesmo, mediante a utilização impressionante do trompete e do flëglehorn em diálogos que nunca descambavam para o virtuosismo gratuito. Para os amigos, fica a faixa Trumpet Mouthpiece Blues e uma modesta recomendação discográfica:

Clark Terry - 1954/1955 - Verve 314 537 754-2 - Embora tenha gravado algumas faixas lançadas em V-Disc no final da década de 1940, este é considerado o primeiro álbum de Terry como líder. Lançado em CD pela Verve, apresenta duas sessões. A primeira (quatro últimas faixas), gravada em 1954,  conta com a presença de Norma Carson (t) Urbie Green (tb), Lucky Thompson (ts), Corky Hale (harp) , Terry Pollard (vib), Horace Silver, Beryl Booker (p), Tal Farlow, Mary Osborne (g), Oscar Pettiford , Bonnie Wetzel , Percy Heath (b) e Kenny Clarke, Elaine Leighton (d). Na segunda sessão (demais faixas), gravada em 1955, Terry conta com o apoio de Jimmy Cleveland (tb), Cecil Payne (bs), Horace Silver (p), Wendell Marshall, Oscar Pettiford (b, cello), Art Blakey (d) e Quincy Jones (arr). Curioso que, na época dessas gravações recheadas de Bebop, Terry trabalhava na banda de Ellington, após um importante período com Basie, dois importantes signatários do Swing. Excelente álbum.

In Orbit - 1958 - Riverside OJCCD-302-2 - Outro excelente álbum, contando com a rara presença do pianista Thelonious Monk como sideman. Completam o quarteto Sam Jones (b) e Philly Joe Jones (d).

Color Changes - 1960 - Candid CCD-79009 - Considerado por muitos críticos como seu melhor álbum, Terry apresenta com seu octeto sete composições inéditas, quatro delas de sua autoria. Os arranjos ficam por conta de Yusef Lateef, Budd Johnson e and Al Cohn. Com ele estão Jimmy Knepper (tb),  Julius Watkins (frhn), Yusef Lateef (ts, f, oboé), Seldon Powell (ts, f),  Tommy Flanagan (p),  Joe Benjamin (b)  e Ed Shaughnessy (d).

Tread Ye Lightly - 1964 - Cameo C 1071 - Dentre os excelentes álbuns gravados na década de 1960, neste Terry comparece em sua melhor forma, particularmente nas baladas Georgia on My Mind, e Misty. Com ele os competentes Seldon Powell (ts, bs, f), Buddy Lucas (harm, ts),  Major Holley (b) e um tal de Homer Fields no piano que, na verdade, é Ray Bryant. Quem cantarola em algumas faixas é Major Holley.

Live At Montmartre - 1975 - Storyville 8358 - Gravado em junho de 1975, este concerto gravado em Copenhagen somente veio a público em 2003. Acompanhado pelo antigo companheiro da banda de Count Basie, Ernie Wilkins, Terry executa excelentes solos com o flugelhorn e com o trompete. Além da  seção rítmica impecável, formada por Horace Parlan (p), Mads Vinding (b) e Bjarne Rostvold (d),  Terry srecebe ainda a visita de Dexter Gordon nos vocais. Recomendo.  

To Duke And Basie - 1986 - Enja 5011 - Após um excelente dueto gravado com Oscar Peterson em 1975, Terry dessa vez conta com a colaboração perfeita do contrabaixista Red Mitchell, interpretando clássicos associados a dois gênios do Swing: Count Basie e Duke Ellington. 

What A Wonderful World: To Louis And Duke - 1993 - Red Baron 53750 - Aos setenta e dois anos de idade, e em plena forma, Terry presta uma emocionante homenagem a duas personalidades únicas do jazz, Armstrong e Ellington. A enchurrada de swing é auxiliada pela presença de Al Grey (tb), Dado Moroni (p), Lesa Terry (vln), Ron Carter (b) e Lewis Nash (d).

Herr Ober: Live at Birdland Neuburg - 2000 - Nagel Heyer 68 - Gravado ao vivo na Alemanha, este é apenas um dos excelentes álbuns que Terry gravou na década de 2000. Em impressionate forma para os seus 79 anos, Terry executa uma série de clássicos do Swing e demonstra que seu scat murmurado mantém-se intacto. Com Dave Glasser (as), Don Friedman (p), Marcus McLaurine (b) e Sylvia Cuenca (d).

   

10/01/2011

Elas também tocam jazz - Lina Allemano

Começaremos o ano falando sobre as mulheres, as mulheres que tocam jazz. A trompetista canadense Lina Allemano nasceu em Edmonton, Alberta e aos quinze anos de idade já tocava profissionalmente. Além de estudar no Banff Centre for the Arts, no Canadá, recebeu formação complementar da experiente trompetista Laurie Frink, professora da Manhattan School of Music. Fixando-se em Toronto desde 1993, passa a acompanhar uma série de músicos importantes, como Howard Johnson, Don Byron, Dave Holland, Mike Murley e Joe Lovano. Sua competência foi definitivamente consolidada após ter sido convidada a participar, ao lado de Ingrid Jensen, do Festival of New Trumpet Music, organizado por Dave Douglas em New York e constar entre os "25 Trumpeters for the Future: A New Generation of Trumpeters Pave the Way for Jazz’s Next Innovations”, em matéria publicada pela revista Downbeat. Além de liderar seu próprio quarteto, integrado por Brodie West (as), Andrew Downing (b) eNick Fraser (d), e o grupo de improvisação coletiva denominado N, Lina atua também como sidewoman em diversas formações, como a Paul Read Orchestra (PRO), Tim Posgate's Hornband, the Cluttertones, the Jane Fair / Rosemary Galloway Quintet, além de participar de outros grupos em Toronto e New York. Em 2005, recebeu o prêmio de trompetista do ano, pelo National Jazz Awards e, há alguns anos, tem recebido o apoio da fabricante de instrumentos Yamaha.

Seu domínio absoluto do instrumento e sua criatividade têm fornecido as bases para suas pesquisas jazzísticas, cujos resultados podem ser encontrados em seus diversos álbuns, repletos de influências que vão desde o mais puro Hard Bop até as mais audaciosas investigações rítmicas e harmônicas, totalmente isentas de preconceitos e limitações. Ao que tudo indica, somente o bom gosto não pode faltar em sua música. Para os amigos deixo a faixa Concentric, retirada do álbum homônimo, gravado em 2003 para a Lumo Records. Com Lina estão David Occhipinti (g), Andrew Downing (b) e Anthony Michelli (d).

05/01/2011

II Festival de Jazz do Rio

André Tandeta

Para os amantes do jazz e da boa música instrumental acontece a partir de  hoje o II Festival de Jazz do Rio em Copacabana trazendo atrações nacionais e internacionais que subirão ao palco da Sala Municipal Baden Powell apresentando o melhor dos clássicos do jazz, sucessos do jazz contemporâneo, releituras, mix de música negra americana com ritmos nacionais, temas da música erudita com arranjos jazzísticos e muito mais.

Em sua segunda edição, o festival se estenderá por todo o mês de janeiro, de quarta a domingo, sempre às 20h, com entrada a R$30, um preço bem razoável para o carioca, só não dá para ir todos os dias.

O II Festival de Jazz do Rio traz grandes nomes do mundo do jazz como Scott Feiner,lançando seu novo CD "Accents", Idriss Boudrioua, Marcel Powell, Jean Pierre Zanella, Thiago Ferté, Mike Ryan – Quinteto Triboz, Jefferson Gonçalves, Tutti, Baixada Jazz, Zé Luis Maia e muitos outros. Além de Scott Feiner, outros quatro lançamentos acontecerão durante o festival: Thiago Ferté lança seu primeiro trabalho soloUnderground Scene’, André Vasconcellos lança “Dois”; Ana Azevedo o seu “A tempo”; e Augusto Mattoso lançando seu primeiro CD.

Programação completa e um pouco mais sobre cada atração:

Dia 05/01 (quarta -  feira) André Tandeta e Daniel Garcia
O baterista André Tandeta e o saxofonista Daniel Garcia apresentarão composições próprias e clássicos do jazz, como Só por Amor de Baden Powel, Dance of the Infidels  de Bud Powel, Confirmation  de Charlie Parker, One Finger Snap de  Herbie Hancock, Moment´s Notice  de John Coltrane, Evidence de Thelonios Monk, entre outras.
O grupo é formado por André Tandeta – bateria, Daniel Garcia – saxofone, Augusto Mattoso – contrabaixo e Rafael Vernet – piano

Dia 06/01 (quinta – feira) – Scott Feiner & Pandeiro Jazz
Show de lançamento do CD "Accents" (Zoho) do músico norte-americano Scott Feiner. Este seu terceiro CD é uma mistura de temas de autoria própria e de seus colegas de Nova York, além de clássicos como Watermelon Man, de Herbie Hancock.
O grupo é formado por Scott Feiner (pandeiro), Rafael Vernet (piano), Josué Lopez (saxofone), Guto Wirtti (contrabaixo)

Dia 07/01 (sexta-feira) – Taryn Szpilman – Tributo a Billie Holiday
A cantora prestará homenagem a uma das grandes divas do jazz, Billie Holiday, e apresentará os maiores sucessos de sua carreira como:  Don´t explain, Lover come back to me, Lover man, You´ve changed, I´m a fool to want you, Fine & mellow, Georgia on my mind, The very thought of you, Night and Day, Summertime, How deep is the ocean, Stormy Weather, All of me, Teach me tonight, God Bless the Child
O grupo é formado por Taryn Szpilman – Voz, Claudio Infante – Bateria e direção musical,Jeferson Lescowich – Contrabaixo, Guilherme Schwab – Guitarra

Dia 08/01 (sábado) – Idriss Boudrioua Quarteto
Radicado no Brasil desde 1982, Idriss é um dos nossos mais atuantes saxofonistas. Com seu quarteto, o músico apresentará temas clássicos do jazz e músicas de seu CD Paris-Rio, tais como Here’s that rainy day de Jim Van Heusen e Invitation de Kaper/ Washington, entre outras.
O grupo é formado por Idriss Boudrioua – sax alto, Alberto Chimelli – piano, Sergio Barrozo – contrabaixo, Rafael Barata – bateria

Dia 09/01 (domingo) – Vander Nascimento & Jazz Brasil Ensemble
O trompetista carioca, integrante da Orquestra Tabajara, o músico apresentará clássicos do jazz.

______________________________________________________________________
Dia 12/01 (quarta-feira) – Marcel Powell Trio
O violonista interpretará variados estilos musicais, que vão desde Lamartine Babo, de l937, até o jazz atual, passando por clássicos da música popular brasileira, tais como O Morro não tem Vez, de Tom Jobim, e Lamento Sertanejo, de Gil e Dominguinhos.
O grupo é formado por Marcel Powel – violão, Sandro Araujo-bateria e Josias Pedrosa-Baixo

Dia 13/01 (quinta-feira) – Orquestra de Bolso + Gravíssimo Bass Ensemble
Os grupos de cordas tocarão temas de Jazz e MPB, entre os quais destacam-se Haunted Heart, If I should Loose You, Vatapá de Dorival Caymmi e Vivo Sonhando de Tom Jobim.
O grupo é formado por Nickolay Sapondjiev – violino, Ivan Zandonade – viola, Emilia Valova – cello, Lipe Portinho, Augusto Mattoso e André Santos – contrabaixos, André Tandeta – bateria e Ana Azevedo – piano

Dia 14/01 (sexta-feira) – Jean Pierre Zanella
Saxofonista, compositor e arranjador, músico conhecido e respeitado no cenário da música de Quebec, no Canadá, fundou, com a esposa Mima Souza, o "Festival de Musique Brésilienne de Montréal" (FMBM), para o qual levou diversos artistas brasileiros, entre os quais Victor Biglione, Marcos Valle e Boca Livre.
Recebeu do governo brasileiro a "Ordem do Rio Branco", por incentivar e promover o intercâmbio cultural entre Brasil e Canadá.
O grupo é formado por Jean-Pierre Zanella -  saxofones, Marquinho Nimirichter – piano, Remi Jean Leblanc -  contrabaixo, Rafael Barata – bateria.

Dia 15/01 (sábado) – Eduardo Neves
Eduardo Neves dá novo fôlego ao Choro e ao Samba com o seu fraseado que mescla a tradição com influências contemporâneas do Jazz e World Music, e apresentará composições próprias tais como Iate Clube Jardin Guanabara e Pagode Jazz Sardinha’s Clube, entre outras.
O grupo é formado por Eduardo Neves – Sax e Flauta, Vitor Gonçalves – Piano, Luis Louchard – Baixo, Ricardo Costa  – Bateria
Participação Especial – Moisés Alves – Trompete

Dia16/01(domingo) – Ana Azevedo
A pianista lança com seu quarteto seu primeiro CD solo, A Tempo, e apresentará composições próprias tais como Trindade e Vida Segue, e clássicos da MPB como As Aparências Enganam, de Tunai, entre outras. O grupo é formado por Ana Azevedo – piano, Alex Moraes – guitarra, Lipe Portinho -  contrabaixo e André Tandeta – bateria.

_________________________________________________________________________________________________________________________________
Dia 19/01 (quarta-feira) – Augusto Mattoso Trio
O contrabaixista lança seu primeiro CD com composições próprias.
O grupo é formado por Augusto Mattoso – contrabaixo, Itamar Assieri – piano e Rafael Barata – bateria.

Dia 20/01 (quinta-feiara) –Quinteto Nuclear
O grupo apresentará releituras de temas do jazz considerados ‘lado B’ da década de 60 e do jazz contemporâneo.
O grupo é formado por Dan Sebastian – trompete e flugel, Marcelo Santos – saxophones, Thiago Amorin – piano, Pablo Arruda – baixo acústico e elétrico e Pedro Mamede – bateria.

Dia 21/01 (sexta-feira) – BJBB – Baixada Jazz Big Band
Essa nova big band formada, em sua maioria,  por músicos de Nova Iguaçu, apresentará arranjos clássicos de Thad Jones, Bill Hollman, Sammy Nestico, Henri Mancini, Don Sebeski, entre outros.
Trompetes – Altair Martins (lead e diretor musical), Cláúdio Leandro, Valtecir (Bubu) e Diogo Gomes
Trombones – Luis Pimenta, Eliseu, Libni e Reinaldo Seabra 
Saxofones – Idriss Boudrioua, Zé Maria, João Batista de Morais (coordenador musical), Edésio Gomes e Carlão
Bateria – Kleberson Caetano
Piano – Adaury
Contrabaixo – Cesão Dias

Dia 22/01 (sábado) – Estações Porteñas – Noite Piazzolla
O grupo fará uma apresentação somente com músicas do compositor argentino, entre as quais Adios Nonino e as Quatro Estações Portenhas.
O grupo é formado por Ana Azevedo – piano, Lipe Portinho – contrabaixos, André Tandeta – bateria, Nickolay Sapondjiev – violino e Emilia Valova – cello

Dia 23/01 (domingo) -  Zé Luis Maia
O baixista apresentará temas de seu pai, Luizão Maia, entre outros do samba-jazz.
O grupo é formado por Fernando Merlino – Piano, Tino jr – Sax, Ricardo Costa – Bateria e Leo Amoedo – Guitarra
________________________________________________________________________________________________________________________________
Dia 26/01(quarta-feira) – André Vasconcelos
Lançamento do CD “Dois”, do músico e instrumentista André Vasconcelos, considerado hoje uma das referências do contrabaixo brasileiro.
O grupo é formado por André Vasconcellos – Contrabaixo, Josue Lopez – Saxofone, Marco Vasconcellos – Guitarra, David Feldman – Piano e Alexandre Figueiredo – Bateria

Dia 27/01 (quinta-feira) – Thiago Ferté Quarteto
Lançamento do primeiro CD do saxofonista, Underground Scene, com composições próprias tais como Tempestade, Underground Scene, Everland, entre outras.
O grupo é formado por Thiago Ferté – Saxofones, Bernardo Bosísio – Guitarra, Alex Rocha – Baixo Acústico e Rafael Barata – Bateria.

Dia 28/01 (sexta-feira) – Mike Ryan – Quinteto Triboz
Músicos internacionais que já se apresentaram em diversos festivais pelo mundo. O repertório é composto por músicas próprias influenciadas por uma grande diversidade de estilos musicais, como jazz e world music. Residentes do clube de jazz do TribOz – Centro Cultural Brasil-Austrália (Lapa, Rio de Janeiro), cujo diretor-fundador é o próprio Mike Ryan
Tomás Improta (piano/teclados), Mike Ryan (trompete/flugel, percussão e voz), Marcelo Padre (saxofones, flauta e percussão), Rodrigo Ferreira (contrabaixo), Kleberson Caetano (bateria)

Dia 29/01 (sábado) – Jefferson Gonçalves
Jefferson Gonçalves é um dos mais completos nomes da gaita no país. O músico faz um mix entre a música negra norte-americana e o regionalismo dos ritmos nordestinos como o forró, o baião, o xaxado e o maracatu, entre outros. Jefferson Gonçalves – Harmônica; Kleber Dias – violão 12 cordas, guitarra, bandolim e vocal; Fabio Mesquita – Baixo;Marco Bz – Bateria eMarco Arruda – Percussão

Dia 30/01 (domingo) – Tutti
O grupo apresenta temas da música erudita com arranjos jazzísticos, tais como canção do Porto de J. G. Ripper, Acalanto da Rosa de Claudio Santoro e Elegia de H. Oswald, entre outros. Tutti é formado por Ana Azevedo – piano; Daniel Garcia – saxofone; Lipe Portinho -  contrabaixo e André Tandeta – bateria.

Serviço: II Festival de Jazz do Rio
Sala Municipal Baden Powell (500 lugares). Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360, Tel: 2255.1067 – De quarta a domingo – às 20h – R$ 30,00 / R$ 15,00 (estudantes e idosos) – Classificação Livre.