Quantos jovens têm olhos na nuca? Em sua Ilíada, Homero repreendia os jovens, saudando os velhos, por em geral não terem a capacidade de olhar para trás, decorrendo daí tantos e desnecessários tropeços em direção ao futuro. Sabedoria, sim, coisa típica dos anciãos, mas não exclusiva. Nascido no dia 11 de setembro de 1983, Matthew Halsall é já um dos trompetistas mais respeitados da Inglaterra. Além de sua técnica apurada, apresenta um sonoridade expressiva e, digamos assim, transcendental, espiritual, emoldurada num modalismo que ouviu o passado recente legado por John Coltrane e Bill Evans. Após uma apresentação de jazz assistida com os pais, Matt começa a estudar o trompete, aos 6 anos de idade. Aos 14, já estava tocando na França, Itália, Espanha, Rússia, Holanda, Kuala Lumpur, Singapura, Austrália e EUA. Em 2008, grava seu primeiro álbum como líder, Sending My Love, com estusiasmada aceitação da crítica. Em 2009, desenvolve uma frutífera parceria com o saxofonista, compositor e arrannjador Nat Birchall, do que resulta o brilhante álbum Akhenaten. É também em 2009 que inicia outra colaboração bem sucedida, dessa vez com o letrista, compositor e DJ Nitin Sawhney. A consitência de seu trabalho é reconhecida por Giles Peterson, que o convida a se apresentar no renomado Ronnie Scott’s Jazz Club, em Londres.
E Matt continua insistindo em olhar mais longe, olhar para os ensinamentos do velho jazz britânico, olhar para o Bebop de Dizzy Gillespie, como fica claro na faixa Music For a Dancing Mind , retirada do álbum On The Go, lançado em 2011 pelo selo Gondwana Records. Com Matt estão Nat Birchall (ss, ts), Adam Fairhall (p), Gavin Barras (b), Gaz Hughes (d) e, apenas na faixa 4, Rachael Gladwin (harp).
Se John Coltrane tocasse trompete, como seria seu som? Ou melhor, se Miles Davis soubesse tocar trompete, como seria seu som? Matt dá uma dica.
Se John Coltrane tocasse trompete, como seria seu som? Ou melhor, se Miles Davis soubesse tocar trompete, como seria seu som? Matt dá uma dica.





