11/07/2011

Bobby McFerrin volta ao Brasil



O cantor e compositor de jazz Bobby McFerrin vem ao Brasil para três apresentações no fim de julho. O primeiro show do norte-americano acontece no Theatro Municipal do Rio de Janeiro no dia 26 de julho. Depois, McFerrin segue para São Paulo, onde toca no Via Funchal no dia 28. Por fim, o músico volta para o Rio e se apresenta novamente no Theatro Municipal no dia 30. Os shows são parte do festival Jazz All Nights, que ainda trará Branford Marsalis, Esperanza Spalding e Candy Dulfer até o fim do ano. Para as apresentações no Rio de Janeiro, o valor dos ingressos varia entre R$ 1.800 (frisa e camarote) e R$ 60 (galeria). Em São Paulo, o preço dos bilhetes vai de R$ 150 (mezanino lateral) a R$ 400 (camarote e plateia vip).

BOBBY MCFERRIN NO RIO DE JANEIRO
Quando: 26/07, a partir das 20h30 e 30/07, a partir das 21h
Onde: Theatro Municipal (Praça Floriano)
Quanto: R$ 1.800 (frisa e camarote), R$ 300 (plateia), R$ 300 (balcão nobre), R$ 160 (balcão superior) e R$ 60 (galeria)
Ingressos: pelo site www.ingresso.com.br e nos pontos de venda credenciados
BOBBY MCFERRIN EM SÃO PAULO
Quando: 28/07, a partir das 22h
Onde: Via Funchal (Rua Funchal, 65)
Quanto: R$ 400 (camarote e plateia vip), R$ 350 (plateia premium), R$ 250 (plateia 1), R$ 200 (plateia 2), R$ 180 (mezanino central) e R$ 150 (mezanino lateral); há meia-entrada para todos os setores
Ingressos: na bilheteria da casa e pelo site www.viafunchal.com.br

09/07/2011

Voz - Luciana Souza

Como diz em seu próprio site, Luciana Souza é uma das mais expressivas e importantes cantoras de Jazz da atualidade. Vencedora do Grammy junto a Herbie Hancock em seu aclamado disco “River – The Joni Letters” em 2008, Luciana também foi nomeada ao prestigioso prêmio com quatro de seus próprios discos: "Brazilian Duos" em 2002, "North and South" em 2003, and "Duos II" em 2005, e seu ultimo disco, “Tide” de 2009. Todas as suas gravações foram aclamadas pela crítica mundial, incluindo “Neruda” de 2004, e seu famoso “The New Bossa Nova” de 2007, produzido por seu esposo, o talentoso Larry Klein, e considerado pela Billboard Magazine como “Latin Jazz Album of the Year”. Luciana Souza nasceu em São Paulo, em 1966, filha dos compositores Walter Santos e Tereza Souza. Cresceu num ambiente extremamente musical, e já era veterana de estúdios aos dezesseis anos, tendo participado em mais de 200 jingles.   

Premiada com bolsas de estudo, Luciana graduou-se no renomado Berklee College of Music, de Boston, em composição, e fez seu mestrado no New England Conservatory. Como professora, Luciana lecionou na Unicamp, Berklee College of Music, e na Manhattan School of Music, de New York. Seu trabalho como cantora transcende barreiras tradicionais de estilo, oferecendo sofisticação e profundidade musical tanto em Jazz, como em Música Popular Brasileira, bem como música clássica, tendo cantado com as maiores orquestras dos Estados Unidos (New York Philharmonic, Boston Symphony Orchestra, Los Angeles Philharmonic, Chicago Symphony) e do mundo, incluindo a OSESP, em repertório que inclui Manuel de Falla, Jobim, Osvaldo Golijov, entre outros.

Seu último lançamento, “Tide”, na Universal Records, apresenta Luciana como compositora e intérprete sem igual. Seu canto é considerado “perfeito” pela Billboard Magazine, que declarou que “Tide” é um dos melhores discos de 2009. Produzido por seu esposo, Larry Klein, “Tide” conta com a participação dos veteranos Romero Lubambo, Cyro Baptista, Vinnie Collaiuta, Larry Goldings, Larry Koonse, e Rebecca Pidgeon. Luciana consegue fazer definitivas interpretações de “Adeus América” e “Sorriu Para Mim”. O grande poeta Brasileiro Paulo Leminski é homenageado, bem como o Americano e.e.cumming, em belas canções musicadas por Luciana.

Luciana Souza já participou de concertos e gravou com músicos do calibre de Herbie Hancock, Paul Simon, Bobby McFerrin, Milton Nascimento, Maria Schneider, Danilo Perez, John Patitucci, Hermeto Pascoal, e Chris Potter, entre outros. Em 2005, Luciana foi premiada como Melhor Cantora De Jazz pela Jazz Journalists Association.

Para os amigos, deixo as faixas Corcovado e Chega de Saudade, retiradas do álbum Norte e Sul, lançado em 2003 pela Sunnyside. Com ela estão Fred Hersch (p), Donny McCaslin (ts), Scott Colley (b) e Clarence Penn (d).



E, aproveitando o friozinho, seguem cinco dicas de vinhos nacionais a bons preços:

Aurora Reserva Tannat 2009 - Após dez meses em barricas de carvalho francês e americano, este tinto da Serra Gaúcha surpreende com seus aromas de frutas vermelhas, embora seus taninos selvagens impressionem as bocas mais sensíveis. Na faixa de R$28,00.

Pequenas Partilhas Carmenère 2009 - Outro bom vinho da Aurora, dessa vez com taninos mais comportados e bom volume após meia hora de decantação. Por volta de R$37,00.

Merlot Reserva Pizzato 2006 - Também da Serra Gaúcha, mais precisamente do Vale dos Vinhedos, este tinto passa sete meses em barris de carvalho, o que lhe fornece bom equilíbrio, com taninos suaves e acidez correta. Na faixa de R$37,00.

Dal Pizzol Touriga Nacional 2009 - A cepa portuguesa saiu-se bem neste tinto nacional, de cor profunda, persistente na boca com seus elegantes taninos. Por volta de R$45,00.

Pizzato DNA99 2005 - Merlot de boa safra produzido em Bento Gonçalves, com especiarias e bom equilíbrio. Na faixa de R$110,00.

Bom inverno a todos!


08/07/2011

A face oculta do jazz

Ingrid Jensen
A fotógrafa espanhola Lourdes Delgado inaugura nesta quinta-feira a exposição "Jazz em Nova York", que com mais de 40 retratos tenta revelar a face oculta dos músicos do gênero mostrando sua natureza mais íntima, longe dos locais onde costumam ser fotografados. "A ideia do projeto nasceu ao ver que havia muita diferença entre as casas de shows luxuosas onde se apresentam e onde frequentam, locais muito mais humildes do que se poderia imaginar", disse a fotógrafa à Agência Efe, que realizou o projeto entre 2000 até 2007. Graças a um grupo de amigos músicos, a catalã, que viveu em Nova York durante 15 anos, foi se adentrando pouco a pouco nesse "submundo" dos jazzmen nova-iorquinos, e por fim decidiu retratar em suas próprias casas, no quarto e na pose da escolha deles, para que "dessem o fundamental do que lhes importa".

Com o passar dos anos a fotógrafa foi percebendo que os estereótipos dos músicos de jazz de Nova York não estavam de acordo com a imagem que ela via, que essa ideia de "tipo boêmio e sem responsabilidades" não era sempre verdade. "Me dei conta que estava contando algo a mais com as imagens, não apenas o retrato da pessoa mas o lugar onde moram e nelas se pode ver inclusive a qualidade do material que seus móveis são feitos ou até os livros que estão lendo", explicou a autora à Efe.

A fotógrafa, que fotografou personalidades políticas como Hillary Clinton e Al Gore, e escritores como Tom Wolfe e Isabel Allende e trabalhou para publicações como "GQ", "Elle", "Newsweek" e "People", decidiu que não seria ela quem escolhesse os músicos, e sim os músicos que recomendavam outros músicos para fotografar.

Cerca de 40 dessas fotos serão expostas até 14 de julho no Instituto Cervantes de Nova York, onde os visitantes poderão percorrer a exibição escutando as criações dos próprios músicos retratados nela graças reprodutores de MP3 que serão distribuídos na entrada.

03/07/2011

Jazz criollo - Cafés e lojas de CD



Em nossa última viagem a Buenos Aires, em fevereiro de 2011, pudemos constatar que nem só de livrarias e bifes de chorizo vive a capital argentina. Em cada boa esquina você encontra agradáveis cafés, alguns deles centenários, como é o caso do lendário e pouco comentado Café de Los Angelitos, situado na Av. Rivadávia, 2.100. Inaugurado em 1890 pelo italiano Bautisto Fazio com o nome de Bar Rivadavia, o local com piso de terra e instalações precárias virou ponto de encontro da malandragem da época, reunindo uma série de payadores, espécie de repentistas, poetas improvisadores que, acompanhados ao violão, desafiavam-se uns aos outros, entre eles Gabino Ezeiza, Higuito Cazon e Jose Betinotti.



Devido à proximidade com o edifício do Congresso da Nação, o Café contava também com a frequência de muitos políticos, sempre dispostos a produzir aclamadas e infrutíferas discussões, como era o caso de figuras como Hipólito Irigoyen, José Ingenieros e Alfredo Palacios. Em 1920, ao ser adquirido pelo espanhol Ángel Salgueiro, o bar recebe seu nome atual que, segundo a lenda, faz referência à índole "angelical" de seus frequentadores, sempre vigiados de perto pela polícia. Torna-se também cada vez mais um ponto de encontro de artistas e intelectuais, como Carlos Gardel. Embora tenha fechado suas portas durante quinze anos (1992-2007), o Café de Los Angelitos voltou a funcionar, apresentando alguns dos melhores espetáculos de tango da cidade, agora com atenciosas funcionárias e instalações confortáveis para bem receber os turistas.



Já o Café Tortoni (primeira foto acima) é um clássico bastante conhecido e frequentado pelos turistas, onde é oferecido um show de tango mais estereotipado. Contudo, os bons músicos, suas instalações históricas e sua própria história valem a visita. Apesar de seu sucesso e importância, o site do café pouco informa sobre sua origem. Melhores informações podem ser obtidas no site Paralelo 35. Embora tenha sido inaugurado em 1858 pelo francês Jean Touan, é sob o comando de outro francês, Celestino Curutchet, que o Tortoni adquire seu nobre endereço atual e sua importância cultural. Diz a lenda que foram os olhos vivos de Curutchet, um homem pequeno de corpo e grande de espírito, que mantinha impecável a barbicha pontiaguda sob o casquete árabe de seda preta, que fez o sucesso do local. Talvez...

Situado na Avenida de Mayo, a meio caminho entre o Congresso e a Casa Rosada, o café era frequentado por pintores, escritores e músicos que, segundo o próprio Curutchet, se não podiam gastar muito, forneciam grande fama ao local, atraindo o público mais abastado. A forte imagem do café, portanto, foi construída ao longo de mais de cinquenta anos de dedicação de Curutchet, que esteve no comando do local até sua morte em 1925, aos noventa e sete anos de idade.



Já quanto às lojas de discos, é surpreendente o número das que ainda sobrevivem em Buenos Aires, principalmente nos bairros Recoleta e Palermo. Não faço a menor ideia de como elas competem com a internet, talvez mediante compras abusivas como as que realizei em diversas delas, do que resultaram duas boas centenas de álbuns, a maioria deles sobre músicos de jazz argentinos. Ou então sobrevivam apenas por cobrarem preços justos: o CD custa em média R$10,00. Bem, seja lá como for, para não ser cansativo, recomendarei ao amigo leitor apenas três delas: a Minton's, a Miles (Palermo) e a Notorious, esta última um misto de loja de CD, bar e casa de shows, onde se pode desembrulhar tranquilamente os álbuns adquiridos tomando um acolhedor café em seu diminuto e agradável jardim.

John Lester no jardim da Notorious, ouvindo jazz e visivelmente preocupado com a crise na Grécia.
Ele não sabia ainda, mas em poucas horas seria confrontado com um lauto chorizo e boas taças de um Catena Alta malbec 2002.


Foi lá, na Notorious, que conheci o saxofonista Piotr Baron, nascido em Wroclaw, Polônia, em 1961. Aos 16 anos já estava tocando jazz profissionalmente. Em 1984, recebe o prêmio de melhor solista no Jazz Aldia, festival de jazz em San Sebastian, Espanha. Além de trabalhar com grandes músicos da Europa, como Urszula Dudziak, Michał Urbaniak, Tomasz Stanko e Jasper Van't Hof, Piotr tem atuado também ao lado de grandes nomes do jazz norte-americano, tais como Art Farmer, Billy Harper, David Murray, Kevin Mahogany, Victor Lewis, Roy McCurdy, John Hicks, Marvin "Smitty" Smith, Kei Akagi, Joe LaBarbera, Billy Hart, David Friesen e Wadada Leo Smith, entre outros. Não bastasse, Piotr atua também como professor na Polônia e nos EUA.



Além de exímio saxofonista tenor e soprano, Piotr utiliza também com muita competência os saxofones alto e barítono, além do clarone. Nitidamente influenciado pelo Hard Bop, sua linguagem é impregnada pela música clássica e popular, o que o torna um intérprete versátil. A modernidade de seu fraseado sabe dosar com equilíbrio a técnica com a beleza, fazendo com que seus seis álbuns como líder possam ser apreciados não apenas pelos cultores do Neo-Bop, mas também por qualquer ouvinte que goste de boa música. Para os amigos deixo as faixas Tingel Tango e St. Louis Blues, retiradas do álbum Tango, gravado em 1996 para a Polonia Records. Com Piotr estão Jacek Niedziela (b) e Adam Czerwinski (d).


01/07/2011

1º Festival de Saxofones do Rio de Janeiro


Dias 14, 15, 16 e 17 de julho
quinta, sexta, sabado e domingo as 20 hs
Ingressos a R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 meia
Classificação livre
Sala Baden Powell
Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360
Copacabana, Rio de Janeiro
(0xx)21 2548-0421



Maiores informações aqui.