A competição anual do Thelonious Monk Institute of Jazz, aberta a jovens músicos de muito talento, é a mais importante no gênero, com prêmio de US$ 25 mil para o primeiro colocado, além de um contrato de gravação com o selo Concord. O 25º aniversário do concurso internacional foi celebrado, na última segunda-feira, em noite de gala no Kennedy Center, Washington. E desta vez o ganhador — e certamente o new kid on the block — foi o pianista Kris Bowers, 22 anos, nascido em Los Angeles. Ele vive em Nova York desde 2006, está prestes a conquistar um master degree na célebre Juillard School of Music, e teve aulas particulares com Kenny Barron, Eric Reed e Frank Kimbrough. (Fonte: Luiz Orlando Carneiro para o Jornal do Brasil).
16/09/2011
14/09/2011
É o jazz! - Magia do cinema e do jazz
Com idealização de Amanda Bonan e curadoria de Julio Miranda, a mostra exibe 44 filmes com a mágica combinação do cinema com o jazz. A ideia é traçar um panorama da história do jazz no século 20 através de documentários, trilhas e narrativas. Entre os filmes selecionados estão “Ascensor para o cadafalso” de Louis Malle, com trilha de Miles Davis; documentários sobre o tema e seus personagens como em “Bird”, que retrata a vida do saxofonista Charlie Parker, dirigido por Clint Eastwood; “Por volta da meia-noite” baseado nas trajetórias do pianista Bud Powell e do sax-tenor Lester Young, dirigida por Bertrand Tavernier e estrelada pelo saxofonista Dexter Gordon. Há também casos em que o jazz é o núcleo condutor da linguagem cinematográfica como “Mais e melhores blues”, de Spike Lee no qual o público é seduzido pelo clima jazzístico das cenas. Centro Cultural Banco do Brasil, Rua Primeiro de Março, 66, Centro (3808-2020). Sala de Cinema 2. 50 lugares. Cinepasse: R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada). Válido por 30 dias, para acesso às mostras de cinema (Cinemas 1 e 2), por meio de senhas, e à videoteca, por meio de agendamento. As senhas deverão ser retiradas um hora antes de cada sessão e sujeito à lotação. Até 2 de outubro.
3ª, às 16h: O cantor de jazz, de Alan Crosland. Com Al Jolson, May McAvoy (EUA, 1927. 88 min. 35mm; DVD. p&b. Livre). A história de um rapaz judeu, Jakie Rabinowitz, que sonha em ser cantor de jazz. Para isso, ele tem que ir contra as tradições de sua família.
3ª, às 19h: Aleluia!, de King Vidor (EUA, 1929. 100 min. 35mm; DVD. p&b; Livre). Com Daniel L. Haynes, Nina Mae McKinney, William Fountaine. Zeke é um jovem pobre que vai com seu irmão para o norte vender a colheita de algodão. Lá se apaixona por Chick, sem saber que ela tem um amante, Hot Shot. Numa luta com Hot Shot, seu irmão é atingido fatalmente. Zeke renasce como pastor, e difunde a palavra de Deus pelo país. Porém a cínica Chick vai atrás dele. A trilha sonora varia entre o Jazz espiritual e a música gospel.
4ª, às 15h: Música e lágrimas, de Anthony Mann (EUA, 1954. 113 min. 35mm; DVD. cor. Livre). Com James Stewart, June Allyson, Henry Morgan. A história do músico Glenn Miller, desde seu sofrido início de carreira até o estrelato, seguindo por suas performances durante a 2ª Guerra Mundial.
4ª, às 17h: Quero viver!, de Robert Wise (EUA, 1958. 120 min. 35mm; DVD. p&b. 12 anos). Com Susan Hayward, Simon Oakland, Virginia Vincent. Presa pelo assassinato de uma velha viúva, a prostituta Barbara Graham recusa-se a responder à polícia. Mas quando um "alegado" cúmplice torna-se evidência policial, Barbara insiste que é inocente. Condenada e sentenciada à morte, à medida que sua execução se aproxima ela desesperadamente tenta expor a verdade e salvar a sua vida. O jazz está presente com a banda de Gerry Mulligan com seu sax barítono e na trilha de Johnny Mandel.
5ª, às 16h: Noite insana – O lado obscuro do Jazz, de Basil Dearden (Reino Unido, 1962. 87 min. 35mm; DVD. p&b.16 anos). Com Patrick McGoohan, Keith Michell, Betsy Blair. Ambientado na enfumaçada cena do jazz britânico, o filme narra a história de Rod Hamilton, gerente de um clube noturno na East Wend, do músico Aurelious e sua esposa, uma ex-cantora, que têm suas vidas viradas ao avesso por uma intriga invejosa do baterista Johnny Cousin.
5ª, às 19h: Dívida de Sangue, de Elliot Silverstein (EUA, 1965. 96 min. 35mm; DVD. cor. 12 anos). Com Jane Fonda, Lee Marvin, Michael Callan. Uma grande corporação deseja se apossar do rancho de Frankie, que acaba morrendo nas mãos do pistoleiro Tim Strawn. Sua filha Catherine Ballou e seus companheiros procuram o famoso Kid Shelleen para ajudá-los a se vingarem, sem saber que o antigo cowboy agora é um alcoólatra. O cantor Nat King Cole participa interpretando a canção-título, o jazz "A balada de Cat Ballou". (Fonte: Jornal do Brasil).
13/09/2011
Linda iniciativa!
Músicos do projeto "Horns to Havana" (Metais para Havana, na tradução literal do inglês) doaram para estudantes de Cuba uma quantidade de instrumentos suficiente para formar quatro orquestras de jazz. A oferta é avaliada em US$ 250 mil (cerca de R$ 419,1 mil). O grupo, que foi formado a partir de músicos da orquestra de jazz do Lincoln Center de Nova York, encerrou neste final de semana a sua segunda visita a ilha caribenha durante este ano, ocasião em que puderam dar aulas e tocar com jovens talentos cubanos. Um grupo de seis luthiers, técnicos responsáveis pela criação e reparo de instrumentos, viajou junto aos integrantes do projeto para ajudar a arrumar peças quebradas, já que, segundo os músicos, estes serviços estão em falta na ilha.
Para o responsável pelo projeto, o trompetista Wynton Marsalis, o grupo de músicos deu continuidade ao "intercâmbio cultural" que foi iniciado pelo presidente Barack Obama.
É ou não é uma linda iniciativa?
11/09/2011
O jazz morreu: Kyle Eastwood
Não se trata do acaso: o contrabaixista ao lado é de fato muito parecido com seu pai, o ator Clint Eastwood, tipo estranho de indivíduo que comparece a todos os Monterey Jazz Festivals, desde sua inauguração, em 1958. Portanto, do pai herdou a paixão pelo jazz, quer seja através de intensas audições caseiras de músicos como Duke Ellington e Count Basie, quer seja através da presença com o pai em memoráveis versões do Monterey Jazz Festival, onde era apresentado a figuras como Sarah Vaughan e Miles Davis. Criado em Carmel, California, o contrabaixista Kyle Eastwood tem demonstrado ser mais que o filho de Clint. Em inúmeras sessões de estúdio, tem produzido uma série regular de álbuns que, se por um lado mantêm certo afastamento do blues e do Neo-Bebop tradicionalista de um Wynton Marsalis, por outro têm resgatado com competência os legados do funky, do groove, do brazilian jazz e de outros elementos da world music que hoje encontram-se irremediavelmente associados ao jazz.
Kyle foi apresentado à linha do baixo ainda criança pelo próprio pai, que lhe ensinou a tocar as teclas da mão esquerda do piano, ficando o solo com a mão direita de Clint. Após algum tempo estudando cinema, Kyle percebe que sua verdadeira paixão é a música. Depois de alguns anos atuando como contrabaixista em Los Angeles e New York, grava seu primeiro álbum em 1998, para a Sony. Já então demonstrava certa aptidão para a composição, atuando em algumas trilhas sonoras bem sucedidas para o cinema e para a televisão. Em 2004, Kyle assina com a Candid Records, um dos selos independentes de jazz mais importantes da Inglaterra, com quem grava seu segundo álbum, Paris Blues, oportunidade em que restam claras suas múltiplas influências.
Acompanhado por alguns dos melhores músicos de jazz londrinos, como o pianista Andrew McCormack, e utilizando-se de uma linguagem atraente, Kyle alcança o sucesso junto ao público jovem, sobretudo na França, país que adota como segundo lar, bem como o respeito da crítica especializada. Atualmente, quando não está em turnê pela Europa, Japão ou EUA, Kyle divide sua residência entre Los Angeles e Paris. Para os amigos deixo as faixas Marciac, Moon Over Couronneau e Down At Ronnie's, retiradas do álbum Songs From The Chateau, gravado em 2011. Com Kyle estão Andrew McCormack (p), Graeme Flowers (t, flgh), Graeme Blevins (ss, ts) e Martyn Kaine (d).
Agora, para aqueles que não gostarem do filho de Clint, sempre haverá esperança de que apreciem sua irmã Alison Eastwood. Notem como ela também adora um Moët & Chandon...
Agora, para aqueles que não gostarem do filho de Clint, sempre haverá esperança de que apreciem sua irmã Alison Eastwood. Notem como ela também adora um Moët & Chandon...
08/09/2011
MJT + 3
Faz dois anos que comentamos alguma coisa sobre o MJT + 3, grupo do Hard Bop criado pelo baterista Walter Perkins que infelizmente teve vida curta: 1959 a 1962. A sigla, poucos sabem, quer dizer Modern Jazz Two plus Three. Nascido em Chicago, no dia 10 de fevereiro de 1932, é aí que Perkins começa sua carreira musical. Em 1956, após trabalhar dois anos com o pianista Ahmad Jamal, toca com Coleman Hawkins no Playboy Jazz Festival de 1959, ano em que cria o MJT + 3, quinteto formado originalmente por Paul Serrano (t), Nicky Hill (ts), Muhal Richard Abrams (p) e Bob Cranshaw (b). Também passaram pelo grupo os músicos Booker Little (t), George Coleman (ts), Frank Strozier (as), Harold Mabern (p) e Willie Thomas (t). Em 1960, parte com seu grupo para New York, apresentando-se em clubes importantes, como o Five Spot e o Small's Paradise. Após o término do MJT + 3, Perkins permance em New York, trabalhando com uma série de músicos renomados, como Carmen McRae, Sonny Rollins, Art Farmer e Teddy Wilson, além de participar de diversas gravações ao lado de George Shearing, Gene Ammons, Billy Taylor, Booker Ervin, Charles Mingus, Clark Terry, Lucky Thompson, entre outros. Sempre discreto no papel de líder, Perkins é reconhecido por sua habilidade em manter o swing, oferecendo um suporte estável para os solistas que acompanha. Na final da década de 1960, trabalha com Pat Martino e Harold Mabern e, na de 1970, com Charles Earland. Em 1981, integra o trio de Hilton Ruiz, com quem se apresenta e grava em Paris.
Para os amigos, as faixas Old Images, No Land's Man e Aon, retiradas do álbum Message from Walton Street, lançado em 2000 e que apresenta faixas inéditas, engavetadas por 40 anos. Com Perkins e Cranshaw estão dois mestres de Memphis: Harold Mabern (p) e Frank Strozier (as). No trompete, o habilidoso Willie Thomas, que dá um sabor West Coast a este excelente quinteto do Hard Bop.
Para os amigos, as faixas Old Images, No Land's Man e Aon, retiradas do álbum Message from Walton Street, lançado em 2000 e que apresenta faixas inéditas, engavetadas por 40 anos. Com Perkins e Cranshaw estão dois mestres de Memphis: Harold Mabern (p) e Frank Strozier (as). No trompete, o habilidoso Willie Thomas, que dá um sabor West Coast a este excelente quinteto do Hard Bop.
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