Prezados amigos e amigas, é com grande prazer que declaramos o leitor Mario como o grande vencedor do Desafio Jazzseen 2011. Das três respostas que Mario forneceu no dia 04/11/11, às 13:22, a terceira está absolutamente correta:
1-DAVE LIEBMAN
2-WILD BILL DAVIS
3-BOOKER PITTMAN in his wife s OPHELIA PITTMAN biography
De fato, o texto da Pergunta 3 encontra-se nas páginas 105-107 do livro Por você, por mim, por nós, organizado por Ophelia Pittman e publicado pela Editora Record em 1984. A obra apresenta uma série de textos de autoria de Booker e de Ophelia.
A resposta correta à Pergunta 1 seria Kathy Stobart, saxofonista inglesa nascida em 1925. A fotografia foi retirada do The Rough Guide to Jazz, 3rd Edition, página 762.
E a resposta correta à Pergunta 2 seria Gloria Coleman, organista norte-americana. A faixa é Hey Sonny Red, retirada do álbum Soul Sister, lançado pela Verve em 1963. Com Gloria estão Leo Wright (as), Grant Green (g) e Pola Roberts (d).
Aguardamos que o vencedor entre em contato conosco no e-mail jazzseen@live.com para que possamos enviar-lhe o prêmio.
É com imensa satisfação que anunciamos aos nossos leitores que está iniciado oDesafio Jazzseen 2011.
Como de costume, o desafio é constituído de três perguntas, que seguem abaixo. O primeiro leitor que responder corretamente a uma das perguntas fará jus ao CD John Coltrane - The Paris Concert - Pablo 0025218678124, gravado em 1961, com McCoy Tyner (p), Jimmy Garrison (b) e Elvin Jones (d).
O primeiro leitor que responder a duas perguntas corretamente fará jus ao CD The Chronological Hazel Scott 1946-1947 - Classics 1448.
Por fim, o primeiro leitor que responder a três perguntas corretamente fará jus ao CD George Wein is Alive and Well in Mexico - Mosaic MCD-1018, gravado em 1967, com Ruby Braff (t), Pee Wee Russell (cl), Bud Freeman (ts), George Wein (p), Jack Lesberg (b) e Don Lamond (d).
Cada leitor pode fazer quantos palpites desejar, até o dia 04 de dezembro de 2011.
Os resultados do Desafio Jazzseen 2011 serão divulgados no dia 05 de dezembro de 2011.
Todos os CD's são novos, lacrados e serão enviados sem qualquer custo para o endereço indicado pelo vencedor.
Boa sorte!
Pergunta 1 - Quem está tocando saxofone na foto abaixo?
Pergunta 2 - Quem está tocando órgão na faixa abaixo?
Pergunta 3 - Quem escreveu o texto abaixo e de que livro ele foi extraído?
"Foi aí que Willie Smith, o "leão", deu um acorde no piano, olhou para o meu estojo e perguntou?
- O que você tem aí no estojo, boy?
- Um sax, respondi secamente.
Uma voz, do outro lado da mesa, gritou:
- Você não é um dos rapazes que toca com Blanche, no Teatro Lafayette?
Decididamente, respondi:
- Sim.
- Tire o seu instrumento, vamos ver o que você tem aí.
Tirei o meu instrumento, era um novo modelo King.
- Hei, Charlie, veja só isto; não é uma beleza?
Eu reconheci seu nome: Charlie Holmes. Era um dos poderosos "seis" de quem eu tinha ouvido falar. Quando se falava de sax, em mi bemol, tinha-se que se lembrar desses nomes. Os dois gigantes, naquela época, eram Johnny Hodges e Benny Carter. Dois criadores, ambos diferentes. Ambos reis do jazz, reis do "alto".
Quando se mencionava seus nomes do Harlem, recebia-se um sorriso como resposta.
Depois deles, vinham mais ou menos seis outros, considerados bons. Muito bom era Charlie Holmes, principalmente no estilo de Johnny Hodges. Ele veio até onde eu estava, pegou a sua boquilha e, sem me perguntar, tomou o meu instrumento, assim como uma mãe segura um bebê e começou a tocar algo com o "leão", lindo e muito parecido com Johnny. Eu estava maravilhado. Estava ali, com um dos grandes "seis". Tomei um gole do meu gim, olhei e escutei a Charlie Holmes por 10 minutos. Aí, ele tirou a boquilha e comentou suavemente:
- Uma ótima corneta, homem.
Eu respondi:
- Obrigado.
Ia guardá-la quando Howard Johnson, outro dos "seis", pegou a sua boquilha e o deixei tocar Sweet Georgia Brown com o "leão".
Howard disse então para Charlie:
- Escute algo novo.
Eu vi que era uma mistura de Johnny e Benny, muito interessante. Mas ele ficara repetindo os mesmos sons, de qualquer maneira me pareceu bom. Como se vê, esses "gatos" praticavam em casa, por um mês, uma passagem difícil, e guardavam para tocar em ocasiões como estas.
Quando Howard terminou, ele me devolveu o sax:
- Boa corneta, homem, nada má.
Os rapazes batiam no seu ombro e sorriam:
- Você é demais, homem.
Naquele momento, Willie, o "leão", me chamou para perto dele, e perguntou se eu sabia tocar alguma coisa. Respondi que sabia China Town. E ele:
- Prepare-se e procure não cair, porque nós vamos em alta velocidade.
O ano que eu passara com Count Basie, em Kansas City, tinham-me dado uma supertécnica. Logo, eu estava pronto. Fechei meus olhos e toquei tudo o que sabia, e mais. O "leão" ordenou uma ou duas vezes:
- Continue soprando.
Eu continuei, minha língua estava rápida naqueles sons, eu ia seguindo. Aquela era a minha introdução no Harlem, pela maneira mais difícil. Eu nem fiquei nervoso, tudo foi muito rápido. Quando fiz uma cadência para acabar improvisando, abri os meus olhos e, para minha surpresa, o lugar estava quase cheio, os aplausos explodiram nos meus ouvidos! Eu senti, naquela hora, que tinha conseguido New York. Era o maior teste de jazz, o lugar onde os melhores vêm tocar, para ver, para aprender as coisas novas, estudar, melhorar as suas faltas, porque podia-se achar de tudo lá. Aquela era minha introdução no Harlem, pelo modo mais difícil."
Jazzseen orgulhosamente conclama seus sócios, amigos, visitantes e todos aqueles que vieram parar no blog por acaso a escolher a capa de jazz mais feia do mundo. Iniciamos com a sugestão de nossa amiga Paula Nadler: Donald Byrd – Ethiopian Knights
Há quem diga que o artista é fruto das influências que o cercam e, quanto a isso, não parece haver muita celeuma. O que angustia e aflige, sobretudo ao amigo e baterista angolano Alex Marretta, o maior especialista em congo de Copacabana, é que alguns músicos saiam tocando impunemente por aí, sem nunca terem estudado música. "Isto é um absurdo, isto é mentira, isto é impossível!" gritava Mr. Marretta diante de seus jovens e dedicados alunos de sino de igreja - sim, Mr. Marretta é também um dos últimos devotados mestres de sino de igreja do Brasil. Sua ONG Bate o Sino Pequenino tem sido responsável pela convocação de milhares de bons católicos, mediante pancadas ensurdecedoras no belo instrumento da fé. O curso de sino, devido à sua enorme complexidade, exige uma semana de aulas teóricas e ao menos dois dias úteis de prática. Já Dick Garcia, guitarrista nascido em New York no dia 11 de maio de 1931, preferiu sair tocando de ouvido seu instrumento aos nove anos de idade. Nascido numa família de músicos, Dick viveu rodeado de guitarristas, entre eles alguns tios e um dos avôs, recebendo suas primeiras aulas formais apenas aos treze anos de idade. Fortemente influenciado pelo guitarrista Charlie Christian, foi em Charlie Parker que Dick encontrou seu modelo artístico. Aos dezenove, Dick já integrava o quarteto de Tony Scott, um dos melhores clarinetistas do Bebop, estilo que quase levou o delicado instrumento à extinção.
Ainda na década de 1950, Dick trabalhou com músicos como Charlie Parker, George Shearing, Bill Evans e Milt Buckner, entre outros, além de liderar seus próprios conjuntos. Além de trabalhar com Kai Winding e Nancy Wilson na década de 1960, pouco se sabe sobre os rumos tomados por Dick. Para os amigos deixo as faixas Have You Met Miss Jones, If I'm Lucky, Stompin' At the Savoy e Like Someon in Love, retiradas do excelente CD A Message From Garcia, lançado pela Blue Moon na série The Classic Dawn Recordings, onde memoráveis álbuns do selo Dawn estão sendo relançados. Com Dick estão Tony Scott (cl), Gene Quill (as), Bill Evans (p), John Drew (b) e Camille Morin (d).
Para todos aqueles que ficaram confusos com a postagem anterior, que versava sobre o I Encontro Internacional de Blogueiros de Jazz, fica a recomendação, sem moderação, das seguintes cachaças, eleitas as melhores pela revista Playboy:
1º. lugar: Anísio Santiago/Havana(Salinas, MG),
2º. lugar: Vale Verde (Betim, MG),
3º. lugar: Claudionor (Januária, MG),
4º. lugar: Germana (Nova união, MG),
5º. lugar: Canarinha (Salinas, MG),
6º. lugar: Serra Limpa (Duas Estradas, PB),
7º. lugar: Maria Izabel (Parati, RJ),
8º. lugar: Seleta (Salinas, MG),
9º. lugar: Sagatiba Preciosa (Ribeirão Preto, SP),
10º. lugar: Germana Heritage (Nova união, MG),
11º. lugar: Mato Dentro Prata (São Luis do Paraitinga, SP),