11/06/2013

BMW Jazz Festival: Pat Metheny no palco do Vivo Rio


A última noite da terceira edição do BMW Jazz Festival contou com uma das apresentações mais esperadas pelos amantes do gênero musical: Pat Metheny Unity Band. O guitarrista americano é um ícone da safra de novos músicos, ou contemporâneos, como preferem dizer os experts. 
O músico se apresentou com a Unity Band, quarteto integrado por Chris PotterBen Williams e Antonio Sanchez. Pat Metheny leva o público ao delírio com suas improvisações, que já viraram marca registrada. Não é a toa que tem na estante de sua casa prêmios como Melhor Guitarrista, incluindo três discos de ouro por Still Life Talking, Letter from Home e Secret Story, além de 20 Grammy. Um luxo!
A safra do jazz contemporâneo comemora a chegada ao Brasil da terceira edição do BMW Jazz Festival, encontro de grandes nomes desta arte com o público brasileiro. Fomos ao Vivo Rio, na noite de sábado (8) conferir a apresentação de Esperanza Spalding, lançando seu Radio Music Society, e James Farm.
Esperanza Spalding toca um instrumento, o contrabaixo, que raramente é executado por mulheres. Aos 28 anos, ela tem no currículo três prêmios Grammy. Começou a carreira integrando a orquestra comunitária The Chamber Music Society of Oregon, de Portland, onde nasceu. Tinha apenas 15 anos e já demonstrava a paixão por gêneros como o blues, o funk e o hip hop. Para vocês terem uma ideia, com apenas 20 anos já era professora daBerklee College of Music, em Boston. Encantou os cariocas dominando o contrabaixo acústico e o elétrico.
Bonita também foi a apresentação do quarteto James Farm, formado em 2009 e integrado por Joshua Redman, ao saxofone, Aaron Parks (piano), Matt Penman, no contrabaixo e Eric Harland, na bateria. Segundo os especialistas do gênero, o quarteto tem por característica uma abordagem vanguardista e repleta de improvisações. 
A coluna acompanhou a segunda noite do BMW JazzFestival, no Vivo Rio. E foi a vez de Joe Lovano & Dave Douglas (saxofone e trompete) unirem forças para mostrar o poder do jazz contemporâneo. Foi a vez também de Brad Mehldau e seu piano já considerado referência.
O Quintet Sound Prints de Joe Lovano & Dave Douglas foi preparado com exclusividade para esta vinda ao Brasil. O saxofonista Joe e o trompetista Dave tem feito uma dobradinha  em gravações, como Fascination: Edition Two e Stolas, com uma ode aos mestres do jazz tradicional do passado.
Ficamos sabendo que, em 2008, quando estavam na S.F. Jazz Collective fizeram uma homenagem a Wayne Shorter, que tanto inspira o quinteto, integrado ainda pelo pianista Lawrence Fields, a baixista Linda Oh e o baterista Joey Baron
O Brad Mehldau trio leva a chancela de um pianista que está colhendo os belos frutos do seu trabalho mundo afora. Para o BMW Jazz Festival, ele trouxe o seu trio completado pelo baixista Larry Grenadier e o baterista Jeff Ballard.
Em tempo: suas músicas foram tema de filmes como De olhos bem abertos, de Stanley Kubrick, e O hotel de Um Milhão de Dólares, de Wim Wenders
Fonte: JB (Heloísa Tolipan)

27/02/2013

Milton Nascimento e Herbie Hancock




Unesco junta Milton Nascimento e Herbie Hancock para celebrar o Jazz - Istambul será o centro das comemorações do Dia Internacional do Jazz 2013.

Unesco promove shows e um programa educacional com envolvimento de dezenas de estrelas internacionais.

O embaixador da Boa Vontade para o Diálogo Intercultural, Herbie Hancock, é a figura de cartaz do Dia Internacional do Jazz, marcado para 30 de abril.
As comemorações terão como centro a cidade turca de Istambul. Participa do evento também o cantor Milton Nascimento além de outras estrelas como o sul-africano Hugh Masekela, o cantor americano Al-Jarreau e o japonês, Keiko Matsui. O Dia Internacional do Jazz acontece no pátio exterior do Palácio de Topkapi.

Forma de Comunicação
A data é organizado pela Unesco. Este é o segundo ano após o lançamento com um show na Assembleia Geral, em 2012. O objetivo é celebrar as raízes do estilo musical, além de evidenciar o seu papel como forma de comunicação que supera diferenças.
A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que Istambul  é um local ideal para comemorar a ampla influência do estilo.
O concerto do dia 30 de abril será no Museu Hagia Irene, inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. O local é  considerado um tesouro internacional para os amantes do Jazz, devido à sua atmosfera e qualidades acústicas. (Fonte: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York).

Milt Hinton flagra intimidade do jazz

Por quase seis décadas, o baixista Milt Hinton (1910-2000) fotografou as lendas do jazz em poses desprevenidas. "Se um músico quisesse ser retratado para divulgar o seu trabalho, teria de sorrir e fingir que tocava o instrumento", disse Hinton em 1999. "Nunca me interessei por esse tipo de imagem." Ele se propunha a "capturar algo diferente: os jazzistas quando baixam a guarda". 

Em 1959, enquanto acompanhava Billie Holiday em gravações num estúdio de Nova York, o instrumentista retratou o semblante alquebrado da cantora. "Olhando para Billie, podia ver como estava frustrada consigo mesma", relatou. "A qualidade da sua voz se fora e ela sabia disso melhor do que ninguém." Foi a última sessão de Holiday, morta em decorrência de cirrose. Essa imagem integra "Inside Jazz: Photographs by Milt Hinton", exposição em cartaz na Saint Peter's Church. 

Localizada em Manhattan, a igreja luterana adota o jazz em cerimônias e abriga shows gratuitos semanais. Trinta fotos, selecionadas entre cerca de 60 mil, mostram os jazzistas em diferentes situações -na estrada, em casa, no estúdio, em festas, no palco. "Escolhemos as imagens que ele marcava com caneta vermelha", diz David G. Berger, diretor da coleção. "Eram suas preferidas." Hinton era admirado por seu profissionalismo e sua generosidade, segundo Berger, amigo do baixista por mais de 40 anos. "Daí ele ter acesso a cenas tão intimistas."

Em foto de 1941, o músico Cab Calloway presenteia garotos com instrumentos na Flórida


BEM À VONTADE

No livro "Playing the Changes", Hinton conta que, "sendo um músico contratado, podia fotografar à vontade". "Não me lembro de ninguém pedir para que eu parasse."

Tratado como "decano dos baixistas", Hinton ganhou o apelido "O Juiz", pois era o primeiro a chegar ao estúdio e se vestia impecavelmente.

Ele fez sua estreia profissional em 1936, quando foi contratado pelo bandleader Cab Calloway. No ano anterior ganhara de presente uma câmera Argus C3. Uma década e meia depois, parou de atuar com Calloway, considerado "um pai musical".

Um dos primeiros baixistas a solar em uma gravação, Hinton tocou com inúmeros mitos do jazz: Louis Armstrong, Duke Ellington, Benny Goodman, Dizzy Gillespie, Count Basie, Ella Fitzgerald. Durante sua carreira calcula ter participado de quase mil discos.

Ele dizia ser humilde a sua função. "Devo ficar feliz em segundo plano, tocando um instrumento que é a base para os outros." Com a mesma discrição, Hinton congelou em imagens os momentos singelos da história do jazz.

INSIDE JAZZ: PHOTOGRAPHS BY MILT HINTON

QUANDO até 4 de março

ONDE Saint Peter's Church, na intersecção da avenida Lexington com a rua 54, Manhattan
QUANTO grátis

(Fonte: FRANCISCO QUINTEIRO PIRES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE NOVA YORK)

19/07/2012

7º Festival Amazonas Jazz

Destaques: 24 de Julho de 2012, 19:00 Horas Amazonas Band Convida Gilson Peranzetta e Mauro Senise Gilson Peranzzetta, piano Mauro Senise, saxofones e flauta veja mais . 24 de Julho de 2012, 21:00 Horas O Zimbo Trio, surgido no auge de um movimento de renovação da música brasileira – a bossa nova -, era veja mais . 25 de Julho de 2012, 1900 horas Carioca da gema, a cantora, compositora, arranjadora e instrumentista, Joyce Moreno tem em sua bagagem uma extensa discografia veja mais . 25 de Julho de 2012, 21:00 Horas Liebman figura entre os mais importantes saxofonistas da música contemporânea… um líder e artista íntegro e independente veja mais . 26 de Julho de 2012, 21:00 horas Formado em 1979, o quinteto Pau Brasil é um dos principais pontos de referência da música instrumental brasileira veja mais . 26 de Julho de 2012, 19:00 horas Liebman e Marcelo apresentarão em conjunto com a Amazonas Band, Rites of Passage, peça composta por Ed Sarath, originalmente gravada veja mais . 27 de Julho de 2012, 21:00 horas Embora atuassem esporadicamente juntos em diversos projetos desde há mais de 25 anos, a parceria musical entre Roberto veja mais . 27 de Julho de 2012, 19:00 horas Teixeira de Manaus, saxofonista amazonense, é A referência quando se fala de um gênero musical tipicamente amazônida veja mais . 28 de Julho de 2012, 21:00 horas Ron Carter figura entre os mais originais, prolíficos e influentes baixistas da história do jazz.Com participações veja mais . 28 de Julho de 2012, 19:00 horas Nascida em Manaus, a cantora Karine Aguiar está envolvida na música desde sua adolescência. Seus estudos vocais veja mais . 29 de Julho de 2012, 19:00 horas Deodato começou cedo tocando acordeom e piano no Rio de Janeiro, onde nasceu. No final dos anos 50 se aproximou de músicos veja mais . Mais informações: http://www.festivalamazonasjazz.com.br

13/07/2012

Quando um músico de jazz brilha na música clássica



Daniel Harding e Stefano Bollani, o primeiro é um dos maestros mais procurados; o último, um pianista de jazz que também brilha na música clássica. Ambos foram convidados pela reconhecida Orquestra de Santa Cecília em Roma para tocarem no Auditório que já é um ponto de passagem obrigatório para as estrelas internacionais. Uma abertura memorável: “Assim Falou Zaratrustra” de Richard Strauss. A dirigir a orquestra de Santa Cecília no Auditório de Roma esteve o britânico Daniel Harding. Mas o destaque do concerto foi o músico italiano de jazz Stefano Bollani que maravilhou com a sua interpretação do Concerto para Piano em Sol Maior de Maurice Ravel. “À excepção do segundo movimento, trata-se de uma peça plena de energia, repleta de acentos e pequenos detalhes – acho que Ravel chamaria a isso de ‘jazz’. 

Não tanto o aspecto da improvisação mas todos estes acentos irregulares… o que soa a Big Band americana. E não é por acaso que este concerto foi composto depois de uma viagem à América e de ele ter ouvido jazz verdadeiro” afirman Bollani, “Ravel foi apelidado de ‘relojoeiro suíço’ pelo seu amigo entre aspas, Stravinsky, porque ele trabalhava muito bem os pequenos detalhes mantendo contudo uma atitude impessoal. É claro que não se deve executar esta peça de forma fria mas é possível acrescentar uma espécie de camada de gelo, o que é apropriado no caso de Ravel. Ele é frequentemente considerado como um compositor romântico mas na minha opinião, esse elemento delicodoce está ausente na música de Ravel”, conclui o músico italiano. Mas o que é que um maestro de nível mundial como Daniel Harding sente ao ver um músico de jazz como Bollani interpretar uma peça clássica? “O que de facto gosto é que ele toca esta peça de forma totalmente despretensiosa. Ele adora esta obra, está em harmonia com a sua infinita energia. No segundo movimento, com esta linha harmónica belíssima e extraordinária… e, claro, enquanto músico de jazz, ele tem um ouvido incrível para a harmonia… mas a sua abordagem é diferente da nossa, existe algo de muito belo na maneira de tocar que é honesta e inocente. Ele executa a peça de uma forma que me faz gostar dela, ou que me faz lembrar o gosto que sinto por ela, e isso é genial”, adianta o maestro britânico. 

Nesta história pode escutar excertos de “Assim Falou Zaratrustra” de Richard Strauss e “Concerto para Piano em Sol Maior” de Maurice Ravel. Um agradecimento especial ao Hotel de Russie em Roma que amavelmente ofereceu o local para a entrevista com o maestro Daniel Harding. Para mais excertos da nossa entrevista (em italiano) com o pianista Stefano Bollani, por favor clique no link seguinte: Intervista (con bis) con Stefano Bollani.

Copyright © 2012 euronews