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24/10/2011

I Encontro Internacional dos Blogueiros de Jazz



O I Encontro Internacional dos Blogueiros de Jazz foi um absoluto sucesso. Idealizado pela equipa do Jazzseen e contando com o patrocínio da Casa Bonita - Arte & Objetos e com o apoio cultural da Galeria Nardelli, o evento ocorreu no Rio de Janeiro, entre os dias 30 de setembro e 20 de outubro de 2011, mesmo período em que acontecia o XL Festival de Triângulos Equiláteros de Caruaru, outro espetacular evento idealizado pelo percussionista angolano e blogueiro Alex Marretta, considerado pela crítica especializada o baterista mais sensível de Copacabana. Os dois eventos tiveram lugar no Pavilhão de São Cristóvão, espaço democrático onde rapaduras e tablets conviveram em perfeita harmonia. Ao que tudo indica, este é o primeiro encontro internacional de blogueiros de jazz. Organizado sob a esmerada direção de Frederico Bravante, Editor do Jazzseen, o evento contou com a presença de alguns dos mais importantes autores de blogs de jazz do Brasil e do exterior, como John Lester, Paula Nadler, Érico Cordeiro, Olney Figueiredo, Sérgio Sônico, Rogério Coimbra, Tobias Serralho e muitas outras personalidades do meio artístico e empresarial.

Entre os diversos temas abordados nas dezenas de conferências realizadas durante o Encontro, a que mais despertou a atenção do público e da imprensa foi a questão dos direitos autorais, objeto de profunda reflexão durante a palestra do blogueiro Sérgio Sônico. Denominada de "Sai da minha calçada!", a palestra de Sérgio Sônico baseava-se em fatos reais, acontecidos recentemente no Rio de Janeiro, onde um belo ciclista que vendia álbuns piratas de Carlos Gardel foi brutalmente assediado por seguranças da boate Milonga, em Ipanema. Como não cedesse às libidinosas propostas dos musculosos algozes, o jovem amante do tango foi proibido de vender seus álbuns em frente ao estabelecimento, ouvindo dos seguranças a frase ameaçadora: sai da minha calçada! Moral da estória, segundo o jovem ciclista: no governo Dilma, quem não paga o dízimo não engole a hóstia. Outro ponto polêmico abordado por Sérgio em sua palestra foi a questão de saber até que ponto podemos e devemos, em termos morais e legais, divulgar álbuns de tango e jazz que estão fora de catálogo. Devem os amantes dos estilos aguardar pacientemente que os detentores dos direitos autorais decidam relançar tais álbuns? E caso nunca voltem a ser relançados? Que tipo de proteção autoral estes álbuns devem ter, considerando que muitos deles foram gravados há 30 anos ou mais? Nestes casos, até que ponto a pirataria prejudica os músicos? E o que vai ser dos direitos autorais diante do poder cada vez maior da internet de divulgar música gratuitamente?

É claro que as grandes gravadoras têm tentado proteger seus ícones de vendas, como Miles Davis, Tom Jobim, Roberto Carlos e Ivete Sangalo, inserindo 'códigos' nas faixas de seus álbuns, o que tem permitido um certo controle sobre a movimentação destes arquivos pela internet, impedindo ou dificultando seu download, upload e hospedagem em sites de compartilhamento. Contudo, tais 'códigos' são quase sempre 'decifrados' por especialistas em informática, em sua maioria jovens desconfiados dos velhos conceitos de 'direito autoral', o que os leva a tornar tais arquivos acessíveis ao público, pelo menos até que sobrevenha nova proteção imposta pela indústria fonográfica.

Da esquerda: Érico Cordeiro, Olney Figueiredo, Sérgio Sônico, Rogério Coimbra e John Lester
I EIBLOJAZZ - Rio de Janeiro - Outubro de 2011


As duas outras palestras que mais chamaram a atenção dos visitantes e da crítica especializada foram as realizadas pelo baterista Alex Marretta, que discursou sobre a importância das baquetas produzidas com carvalho francês, material capaz de fornecer uma sonoridade achocolatada, e a do arquiteto e clarinetista John Lester, que refletiu sobre o quase desaparecimento do jazz gravado na década de 1970 e a importância da gravadora e selo Xanadu. Criada em New York em 1975 por Don Schlitten, experiente produtor que por diversas vezes atuou também como fotógrafo e resenhista dos álbuns, a Xanadu torna-se rapidamente uma das mais respeitadas gravadoras de jazz, especialmente do estilo Hard Bop (Bebop). Seu repertório é dividido em duas séries: a Silver, contendo gravações inéditas de músicos como Al Cohn, Barry Harris, Dolo Coker, Jimmy Raney, Sonny Criss e Dexter Gordon, além de uma série de quatro long plays sobre o Montreux International Jazz Festival de 1978, e a Gold, especializada em relançamentos de importantes gravações do Swing e do Bebop, sempre com a preocupação de que o músico ou sua família recebessem os devidos direitos auorais. São dessa série alguns álbuns memoráveis, como os de Billy Eckstine, Art Tatum, Coleman Hawkins, Bud Powell e Art Pepper, entre outros.

Após realizar algumas turnês pelo Japão e pela África nas décadas de 1970 e 1980, na década de 1990 a Xanadu para de produzir novas gravações. Em 1999, vende seu catálogo para a eMusic, que também não realiza nenhuma nova gravação, embora continue vendendo os álbuns já existentes da Xanadu. Em 2007 a Orchard compra o catálogo da Xanadu e resolve realizar novas gravações pelo selo, mantendo sua afinidade com o Hard Bop (Bebop): o primeiro novo álbum da Xanadu é Monk, lançado em 2009, onde o guitarrista Peter Bernstein presta tributo ao grande pianista.



Para os amigos, ficam as faixas 01 e 03 retiradas do álbum Xanadu at Montreux, Volume 3, gravado em 1978 com Sam Noto (t), Al Cohn, Billy Mitchell (ts), Ronnie Cuber (bs), Sam Most (f), Dolo Coker, Barry Harris (p), Ted Dunbar (g), Sam Jones (b), Frank Butler (d) e as faixas 02 e 04 retiradas do álbum Monk, gravado em 2009 pelo trio do guitarrista Peter Berenstein, com Doug Weiss (b) e Bill Stewart (d). Boa audição!


Xanadu by Jazzseen

10/10/2010

Miles Davis - The Complete Columbia Album Collection

Incrível lançamento da Columbia/Legacy, Miles Davis: The Complete Columbia Album Collection, luxuosa, limitada e exclusiva (Amazon) edição dos 30 anos de carreira de Miles Davis na Columbia Records. Esta impressionante retrospectiva é composta por 70 CDs e 1 DVD, abrangendo todas as 52 gravações que o músico realizou para o selo. Todos os cd's vêm no formato que os japoneses gostam, como pequenos lp's, sem falar no livreto com 250 páginas, contando a biografia de Davis, discografia completa, lista detalhada das gravações e muitas fotos raras.


Pela primeira vez em DVD, temos o show Live in Europe '67, gravado em Stockholm e Karlsruhe durante a turnê do músico pela Europa. Remasterizada a parter dos tapes originais, Miles é acompanhado por Wayne Shorter, Herbie Hancock, Ron Carter e Tony Williams. Também inédito no DVD é o áudio completo da apresentação de Miles no Isle of Wight festival, em 1970. Não bastasse, uma série inédita de bonus tracks e outras raridades foram incluídas cronologicamente ao longo do 70 cd's.

Para os aficcionados, uma coleção de US$350.00 imperdível.

Contudo, para aqueles que preferem ouvir trompetistas que sabiam tocar, fica a faixa Tribute to Brownie , sob os auspícios de Louis Smith (t). O álbum é Here Comes Louis Smith, gravado em 1957 e lançado pela Blue Note em 1958. Com Louis estão Cannonball Adderley (as), Duke Jordan (p), Doug Watkins (b) e Art Taylor (d).

07/02/2010

Vee Jay - Gratius ex ipso fonte bibuntur aquae

Fiquei extremamente comovido quando, ao telefonar para Lester, ouvi do outro lado da linha: gratius ex ipso fonte bibuntur aquae. Isso foi depois de confessar-lhe que estava inconsolável: afinal, havia inutilmente procurado informações sobre o selo Vee Jay em duas respeitáveis fontes: 1) The New Grove Dictionary of Jazz, volume único publicado em 1994 e 2) Glossário do Jazz, 2ª edição, 2009, escrito pelo amigo Mário Jorge Jacques. Como último recurso, estava ali, aguardando que Lester pudesse trazer alguma luz sobre tão obscuro selo. Sim, a Vee Jay Records havia sido a maior gravadora criada e administrada por negros até o surgimento da Motown. O nome é fruto das iniciais do casal Vivian Carter e James Bracken, que a fundaram em 1953, em Gary, Indiana. Vivian era disc jokey da WGRY e James era proprietário de uma bem sucedida loja de discos. Ambos sentiam a ausência de uma série de artistas talentosos no mercado fonográfico e decidiram alterar essa situação: com US$500.00 obtidos numa loja de penhores, iniciaram aquela que seria uma das maiores gravadoras negras dos EUA. Suas bases foram solidamente firmadas nos estilos blues e rhythm and blues, contando com artistas como Jimmy Reed, Eddie Taylor, Billy Boy Arnold, Snooky Pryor, John Lee Hooker, Big Joe Williams, Floyd Jones, Pee Wee Crayton, J.B. Lenoir e Elmore James. Com o passar do tempo, começam a gravar também músicos brancos, além de ampliar seu repertório com álbuns de soul, pop, jazz, gospel e rock n’ roll. Entre seus artistas principais, vale destacar os grupos Four Seasons e The Beatles.

Quanto ao jazz, a Vee Jay gravou artistas como Gary Bartz, Bunny Berigan, Benny Carter, Paul Chambers, Arnett Cobb, Tadd Dameron, Buddy DeFranco, Eric Dolphy, Harry ‘Sweets’ Edison, Victor Feldman, Frank Foster, Wardell Gray, Bennie Green, Bunky Green, Eddie Harris, Louis Hayes, Earl Hines, Ahmad Jamal, Wynton Kelly, John Kirby, Toshiko Akiyoshi, Bill Marx, Big Jay McNeely, Jay McShann, Lee Morgan, Sam Most, Wayne Shorter, Sonny Stitt, Frank Strozier, Art Tatum, Leroy Vinnegar, Baby Face Willette e Lester Young. Infelizmente, a comunhão de problemas familiares, financeiros, administrativos e judiciais terminou por levar ao fechamento do selo, em maio de 1966, mês e ano em que John Lester nasceu. Apesar disso, em meados da década de 1970 a Vee Jay relançou alguns álbuns de seu catálogo e, mais recentemente, alguns selos têm feito o mesmo, como é o caso da Blue Moon que entregou ao mercado uma série formidável de gravações da Vee Jay.

Para os amigos fica a faixa Jim Dog, retirada do álbum The Swingin'est, gravado em 1958, com Benny Green (tb), Nat Adderley (c), Gene Ammons, Frank Foster (ts), Frank Wess (f, ts), Tommy Flanagan (p), Ed Jones (b) e Albert Heath (d). Cético em relação às fontes secundárias, Lester recomendou-me ir direto à primária, onde a água é bebida com mais gosto, como afirmara Ovídio em seu Epistulae ex Ponto.

30/07/2008

MPS

Eu sempre lembra de Mr. Lester e seu paixão por certos selos de jazz. Foi o amiga que me contou da MPS – Musikproduktion Schwarzwald. Esta selo alemão é obra da Joachim E. Berendt, um das maiores e mais apaixonadas especialistas em jazz (Mr. Lester diz que há, inclusive, uma obra clássica dele publicada no Brasil pela Perspectiva, sob o título Jazz do Rag ao Rock, um triste tradução do original Das Jazzbuch – Von New Orleans Bis Free Jazz). Joaquim procurou promover sobremoda os músicas Europeus voltados para o jazz moderno (pensar em termos de 1960 e 1970, auge da gravadora), como Albert Mangelsdorff, Alexander von Schilippenbach, Alphonse Mouzon, Attila Zoller, sem se esquecer dos veteranas norte-americanos que escolheram o velho continente como residência ou o visitavam constantemente (Ben Webster, Don Byas, Oscar Peterson, Anita O’Day, Dizzy Gillespie, etc). Há também projetos exóticos que extrapolam os fronteiras do jazz, como gravações de músicos e conjuntos brasileiros (vg, Baden Powell, Egberto Gismonti e Ira Kris) e experimentações étnicas (Pedro Iturralde e Paco de Lucia) e no campo da third stream, como os diversos álbuns de Friedrich Gulda, pianista clássico, tocando jazz. O cuidado com o qualidade da som era grande, bem como com os capas e liner notes, sem falar na excelente impressão dos discos, muitos deles em ótimas condições quando conservados por audiófilas. A selo MPS inclui as gravações lançadas pelo antigo selo SABA, além de outros selos afiliados a BASF. Embora em grande número, a grande maioria dos lp’s são facilmente encontradas e, o que é melhor, por preços razoáveis. Infelizmente, algumas gravações mais raras nunca foram lançadas em cd, tornando-se caras peças de colecionador. Felizmente alguns boas almas têm disponibilizado várias dessas gravações. Para os amigas argonautas fica a faixa Cancion Del fuego fatuo, com Pedro Iturralde e Paco de Lucia ( ), retirada do álbum Flamenco Jazz – MPS – 1967. Ao seguir algumas pouquinhas das muitas gravações da MPS. Uma abraço!













15000 Various Artists - Saba Stereo Sound - 1965-67
15003 Various Artists - Jazz-Studio HGBS Number One - 1962
15024 Hans Koller - Exclusiv - 1959,63
15025 Nathan Davis - Happy Girl - 1965
15026 Gunter Hampel - Heartplants - 1965
15027 Eugen Cicero - Rokoko Jazz - 1965
15035 Various Artists - Piano x 4 - 1963/64
15046 Eugen Cicero - In Town - 1965
15047 Original Tuxedo "Jass" Band - The Original Tuxedo "Jass" Band- 1964
15057 Various - 40. Jazz-Workshop - Junges Forum 65 - 1965
15059 George Russell Sextet - At Beethoven Hall - 1965
15060 George Russell Sextet - At Beethoven Hall II - 1965
15061 Attila Zoller - Hans Koller - Martial Solal - Zo Ko So - 1965
15062 Mary Lou Williams - Black Christ Of The Andes - 1963
15063 Nathan Davis - The Hip Walk - 1965
15064 Hideo Shiraki Quintet + 3 Koto Girls - Sakura Sakura - 1965
15066 Don Menza - Morning Song - 1965
15068 Eugen Cicero - Cicero's Chopin - 1965
15069 Elsie Bianchi - The Sweetest Sound - 1965
15071 - Benny Bailey - Folklore In Swing - 1966
15073 Art Van Damme - Mit Art Van Damme in San Francisco - 1966
15074 George Duke - George Duke Quartet presented by the Jazz Workshop of San Francisco - 1966
15081 Jef Gilson - New Call From France - 1966
15082 Annie Ross - Pony Poindexter - Annie Ross & Pony Poindexter with the Berlin Allstars - 1966
15086 Charly Antolini - Drum Beat 1966
15087 Eugen Cicero - Swinging Tschaikowsky - 1966
15088 Hans Koller - Relax With My Horns - 1966
15090 Baden Powell - Tristeza On Guitar - 1966
15100 Hans Koller - Vision - 1966
15101 Willie "The Lion" Smith - Music On My Mind - 1966
15102 Various Artists - Folklore E Bossa Nova Do Brasil - 1966
15109 Alexander Von Schlippenbach - Globe Unity - 1966
15110 Milt Buckner - Play Chords - 1966
15111 Mr. Fats Sadi, His Vibes And His Friends - Ensadinado- 1966
15112 Attila Zoller - Katz und Maus - 1966
15114 Art Van Damme - The Gentle Art Of Art - 1967
15115 Art Van Damme - Ecstasy - 1967
15117 Johnny Teupen - Play Harp - 1966
15118 Rolf & Joachim Kühn - Transfiguration- 1967
15122 Gustav Brom - Swinging The Jazz- 1967
15126 Erwin Lehn Und Sein Südfunk-Tanzorchester - Musicals On Parade - 1966
15127 Dieter Reith - A Happy Afternoon - 1966
15132 George Gruntz - Noon In Tunisia - 1967
15133 George Gruntz -Drums And Folklore: From Sticksland With Love - 1967
15136 Francy Boland - Flirt And Dream - 1967
15137 Francy Boland - Out Of The Background - 1967
15138 Kenny Clarke-Francy Boland Bigband - Sax No End - 1967
15139 Jean-Luc Ponty - Sunday Walk - 1967
15142 Irene Schweizer - Jazz Meets India - 1967
15143 Pedro Iturralde - Flamenco Jazz - 1967
15145 Tony Scott and the Indonesian All Stars - Djanger Bali - 1967
15146 Various Artists - Berlin Festival Guitar Workshop - 1967
15147 Stuff Smith - Black Violin - 1965
15148 Archie Shepp - Live At The Donaueschingen Music Festival - 1967
15149 Hampton Hawes - Hamp's Piano - 1967
15095 Wolfgang Dauner - Free Action - 1967
15097 Friedrich Gulda -Music For 4 Soloists And Band No. 1 - 1965
15098 Sam Trippe And His Orchestra - Wonderful World - 1959
15099 Various Artists - Violin Summit - 1966
15150 Baden Powell - Poema On Guitar - 1967
15151 Mark Murphy - Midnight Mood - 1967
15153 Robert Patterson Singers - Gospel Meeting Tonight - 1967
15156 Eugen Cicero - Plays Franz Liszt: Romantic Swing - 1967
15158 Benny Baily All Stars - Soul Eyes - 1968
15159 Ben Webster-Don Byas - Ben Webster Meets Don Byas - 1968
15160 Karel Velebny Nonet - SHQ & Woodwinds - 1968
15162 Orchester Heinz Kiessling - Happy Rallye - 1968
15163 Tete Montoliu - Piano For Nuria - 1968
15164 Barney Wilen - Auto Jazz: Tragic Destiny Of Lorenzo Bandini - 1968
15165 Orchester Roland Kovac - Trip To The Mars - 1968
15166 Maynard Ferguson - Trumpet Rhapsody - 1967
15169 Novi Quartet - Novi In Wonderland - 1968
15170 Attila Zoller, Lee Konitz, Albert Mangelsdorff - Zo-Ko-Ma - 1968
15171 Art Van Damme - Lullaby In Rhythm - 1968
15172 Art Van Damme - Art In The Black Forest - 1968
15174 Saints & Sinners - In Europe: Sugar - 1968
15176 Benny Bailey And His Orchestra - The Balkan In My Soul 1968
15178 Oscar Peterson - Exclusively For My Friends Vol. I: Action - 1963
15179 Oscar Peterson - Exclusively For My Friends Vol. II: Girl Talk - 1965-67
15180 Oscar Peterson - Exclusively For My Friends Vol. III: The Way I Really Play - 1968
15181 Oscar Peterson - Exclusively For My Friends Vol. IV: My Favorite Instrument - 1968
15183 Dee Dee McNeil, Barry & The Movements - Soul Hour - 1968
15186 George Gruntz - St. Peter Power - 1968
15189 The Amber-Rock Association - Amber Rock - 1968
15191 Barney Wilen & His Amazing Free Rock Band - Dear Prof. Leary - 1968
15192 Various Artists - Alto Summit - 1968
15193 Steve Kuhn - Watch What Happens - 1968
15195 Charly Antolini - Soul Beat - 1968
15196 Dejan's Original Olympia Brass Band - New Orleans Street Parade - 1968
15199 Milt Buckner - Locked Hands - 1968
15250 Ella Fitzgerald - Sunshine Of Your Love - 1968
15251 Oscar Peterson - Motions & Emotions - 1969
15252 Erroll Garner - Up In Errol's Room - 1968
15202 Orchester Ambros Seelos - Fire - 1968
15204 Don Cherry - Eternal Rhythm - 1968
15205 Wolfgang Dauner Sextet-Fred Van Hove - Psalmus Spei / Requiem For Che Guevara - 1968
15207 Dizzy Gillespie - Reunion Big Band 20th And 30th Anniversary - 1968
15209 Eugen Cicero - Klavierspielereien mit Eugen Cicero - 1965
15210 Albert Mangelsdorff - Albert Mangelsdorff And His Friends - 1967-69
15212 Nelson Riddle - Changing Colors - 1971
15213 Kenny Clarke-Francy Boland Big Band - Latin Kaleidoscope - 1968
15214 Kenny Clarke-Francy Boland Big Band - All Smiles - 1968
15215 Dave Pike Set - Noisy Silence-Gentle Noise - 1969
15217 Jan Hammer - Maliny Maliny - 1968
15218 Kenny Clarke-Francy Boland Big Band - Faces - 1968
15219 Bulgarian Jazz Quartet - Jazz Focus '65 - 1968
15220 Kenny Clarke-Francy Boland Big Band - Fellini 712 - 1968
15221 Oscar Peterson - Exclusively For My Friends Vol. V: Mellow Mood - 1968
15222 Oscar Peterson - Exclusively For My Friends Vol. VI: Travellin' On - 1968
15223 Various Artisst - Jazz Meets The World - 1965-71
15225 Friedrich Gulda - The Air From Other Planets - 1969
15226 Friedrich Gulda - Vienna Revisited - 1969
15228 Nelson Williams - Joe Turner - The Great Traditionalists In Europe - 1969
15229 Albert Mangelsdorff - Wild Goose - 1969
15230 Dexter Gordon - A Day In Copenhagen - 1969
15231 Lucky Thompson - A Lucky Songbook In Europe - 1969
15233 Dixieland Kings - Dixieland Sensation
15234 Billy Taylor - Sleeping Bee - 1969
15235 Art Van Damme Quintet - On The Road - 1969
15236 Art Van Damme Ensemble - Art And Four Brothers - 1969
15237 Milt Buckner - More Chords - 1969
15239 Joachim Kühn - Bold Music - 1969
15240 Gustav Brom - Missa Jazz - 1969
15242 The Maxwells - Maxwell Street - 1969
15244 Chicago Blues All Stars - Loaded With The Blues - 1969
15245 Jim Hall - It's Nice To Be With You - 1969
15247 Johnny Teupen - Harpadelic - 1969
15248 Wolfgang Dauner - The Oimels - 1969
15249 John Tchicai - Afrodisiaca - 1969
15253 Dave Pike Set - Four Reasons - 1969
15254 Joe Turner - Smashing Thirds - 1969
15255 Newport All Stars - Tribute To Duke - 1969
15256 Stars Of Faith Of Black Nativity - Swing Low Sweet Chariot - 1969
15257 Dave Pike Set - Live At The Philharmonie - 1969
15259 Various Artists -The Down Beat Poll Winners in Europe: Open Space - 1969
15260 Yancy Körössy - Identification - 1969
15261 Mike Nock Underground - Between Or Beyond - 1970
15262 Oscar Peterson - Hello Herbie - 1969
15263 The Third Wave - Here And Now - 1969
15264 Count Basie - Basic Basie - 1969
15266 Richard Davis - Muses For Richard Davis - 1969
15267 Freddie Hubbard - The Hub Of Hubbard - 1969
15268 Fritz Pauer - Live At The Berlin Jazz Galerie - 1970
15269 Baden-Baden Free Jazz Orchestra - Gittin' To Know Y'All - 1969
15270 Wolfgang Dauner Trio - Music Zounds - 1970
15271 Friedrich Gulda - It's All One - 1970
15272 Friedrich Gulda - As You Like It - 1970
15273 Horst Jankowski - Jankowskinetik - 1970
15274 Albert Mangelsdorff - Never Let It End - 1970
15275 Oscar Peterson - Tristeza On Piano - 1970
15276 New Jazz Trio - Page One - 1970
15277 Art Van Damme - Blue World - 1970
15278 Art Van Damme - Keep Going - 1970
15279 Joe Pass - Intercontinental - 1970
15280 Dave Pike Set - Infra-Red - 1970
15281 Buddy Tate Celebrity Club Orchestra - Unbroken - 1970
15282 Art Farmer - From Vienna With Art - 1970
15283 Eddie Lockjaw Davis-Johnny Griffin - Tough Tenors Again 'N' Again - 1970
15284 Knut Kiesewetter - Stop! Watch! And Listen! - 1970
15285 Count Basie - High Voltage - 1970
15286 Milt Buckner - Birthday Party For H.G.B.S. - 1970
15287 Kenny Clarke-Francy Boland Big Band - More Smiles - 1969
15288 Kenny Clarke-Francy Boland Big Band - All Blues - 1969
15289 Sun Ra - It's After The End Of The World - 1970
15290 Earl Hines Fatha And His Flock - On Tour - 1970
15291 Anita O'Day - Anita O'Day In Berlin - 1970
15292 Eddie Louiss - Our Kind Of Sabi - 1970
15293 Egberto Gismonti - Orfeo Novo - 1970
15294 Erroll Garner - Feeling Is Believing - 1969
15295 Eugen Cicero - Balkan Rhapsodie - 1970
15296 Don "Sugarcane" Harris - Keep On Driving - 1970
15297 Oscar Peterson - Walking The Line - 1970
15298 Eddie Thompson - Piano Mood - 1970
15299 Eddie Thompson - No Greater Love - 1970
15300 Baden Powell - Canto On Guitar - 1970
15301 Volker Kriegel - Spectrum - 1971
15302 Roland Hanna - Child Of Gemini - 1971
15303 Stephane Grappelli - Afternoon In Paris - 1971
15304 Michael Naura - Call - 1970
15305 Don "Sugarcane" Harris - Fiddler On The Rock - 1971
15306 Oscar Peterson - Tracks - 1970
15307 Oscar Peterson - Another Day - 1970
15308 Horst Jankowski - Jankowskeyboard - 1971
15309 Dave Pike Set - Album - 1971
15311 Jiggs Whigham - Values - 1971
15312 Joe Venuti - The Daddy Of The Violin - 1971
15313 Friedrich Gulda - Fata Morgana - 1971
15314 Billy Brooks - El Babaku - Live at the Jazz Galerie - 1971
15315 Hans Koller Free Sound - Phoenix - 1972
15316 John Taylor Trio - Decipher - 1971
15317 Gunter Hampel - Out Of New York - 1971
15318 Oscar Peterson Trio & Singers Unlimited - In Tune - 1971
15319 Ira Kriss - Jazzanova - 1971
15320 Oscar Peterson-Milt Jackson Quartet - Reunion Blues - 1971
15321 Red Garland - The Quota - 1971
15322 Red Garland - Auf Wiedersehn - 1971
15323 George Duke - The Inner Source - 1971
15324 Monty Alexander - Here Comes The Sun - 1971
15325 Various Artists - Trombone Workshop - 1971
15326 Various Artists - Zurich Jazz Festival - 1971
15327 Tremble Kids - The Tremble Kids Are Back - 1971
15328 Baden Powell - Images On Guitar - 1971
15329 German All Stars - Live At The Domicile - 1971
15330 Ray Nance - Huffin' 'N' Puffin' - 1971
15331 Oscar Peterson - Great Connection - 1971
15332 Bosco Petrovic's Nonconvertible All Stars - Swinging East - 1971
15333 Don 'Sugarcane' Harris - Sugar Cane's Got The Blues - 1971
15334 Attila Zoller & Masahiko Sato - A Path Through Haze - 1971
15335 Various Artists - New Violin Summit - 1971
15336 Marian McPartland - Interplay - 1971
15337 Joachim Kuhn - Solo - 1971
15338 James Moody-Al Cohn - Too Heavy For Words - 1971
15339 Smoke - Everything - 1971
15340 Bora Rokovic - Ultra Native - 1971
15341 Various Atists - USA Jazz Live: Moten Swing - 1971
15343 Jean-Luc Ponty - Open Strings - 1971
15344 Joachim Kuhn - Interchange - 1971
15345 Association P.C. - Sun Rotation - 1971
15346 Joachim Kuhn - Piano - 1971
15347 Keynotes - Get On That Gospeltrain - 1971
15348 Various Artists - USA Jazz Live: Oleo - 1971
15349 George Duke - The Inner Source - 1971
15350 Various Artists - USA Jazz Live: The Hymn - 1971
15352 The MPS Rhythm Combination & Brass - My Kind Of Sunshine - 1971
15354 Charly Antolini - In The Groove - 1972
15355 New Jazz Trio - Page Two - 1972
15356 Wolfgang Dauner - Knirsch - 1972
15359 Albert Mangelsdorff - Trombirds - 1972
15360 Albert Mangelsdorff - Birds Of Underground - 1972
15362 Volker Kriegel - Inside: Missing Link - 1972
15366 George Gruntz Concert Jazz Band - The Band: The Alpine Power Plant - 1972
15367 Fritz Pauer - Power By Pauer - 1972
15368 Various Artists - Nova Bossa Nova (Festival Folklore e Bossa Nova Do Brasil '72) - 1972
15369 Various Artists - From Europe With Jazz - 1971
15370 The New Dave Pike Set & Grupo Baiafro in Bahia - Salamao - 1972
15371 Gutesha - Rockin' Bach Dimension - 1972
15372 Art Van Damme - Squeezing Art And Tender Flutes - 1972
15373 Erroll Garner - Gemini - 1971
15374 Various Artists - Heidelberger Jazztage '72 - 1972
15375 Various Artists - We'll Remember Komeda - 1972
15376 Earl Hines & Jaki Byard - Duet! - 1972
15377 Monty Alexander - We've Only Just Begun - 1971
15378 Rolf Kühn - The Day After - 1972
15379 Rolf Kühn - Connection '74 - 1973
15380 Association P.C. - Erna Morena - 1972
15381 Baden Powell - Estudos - 1970
15382 Duke Ellington & Ron Collier Orchestra - Collages - 1967
15383 Sebastiao Tapajos - Bienvenido Tapajos - 1972
15384 Friedrich Gulda - Musician Of Our Time: Midlife Harvest - 1965-72
15385 Jimmy Raney - Momentum - 1972
15386 Barry Harris - Vicissitudes - 1972
15400 Don Ellis - Soaring - 1973
15401 Don "Sugarcane" Harris - Cup Full Of Dreams - 1973
15402 Bill Evans - Symbiosis - 1974
15403 Volker Kriegel - Mild Maniac - 1974
15404 Tremble Kids - Midnight Session - 1973
15405 Miriam Klein - Lady Like - 1973
15407 Chris Hinze - Mission Suite - 1973
15408 Don "Sugarcane" Harris - I'm On Your Case - 1973
15409 Various Artists - Heidelberger Jazztage '73 - 1973
15410 Association P.C. with Jeremy Steig - Mama Kuku - 1973
15411 Singers Unlimited with Art Van Damme - Invitation - 1973
15412 Art Van Damme - Art Van Damme with Strings - 1973
15413 Orchester Erwin Lehn - Color In Jazz - 1973
15414 Monty Alexander - Perception - 1973
15415 Turk Murphy - Turk Murphy's Frisco Jazz Band Live! - 1973
15416 George Shearing - Light, Airy And Swinging - 1973
15417 Enrico Rava - Katcharpari Rava - 1973
15418 Don "Sugarcane" Harris - Keyzop - 1973
15419 Don "Sugarcane" Harris - Flashin' Time - 1973
15420 Don Ellis - Haiku - 1973
15421 George Duke - Faces In Reflection - 1973
15450 Rolf Kühn Orchestra - Symphonic Swampfire - 1978
15451 Rolf Kühn - Cucu Ear - 1980
15452 Monty Alexander - Unlimited Love - 1974
15453 Monty Alexander - Fly Right
15454 Clark Terry - Wham! - 1975
15455 John Handy & Ali Akbar Khan - Karuna Supreme - 1975
15456 Dieter Reith - Knock Out - 1974,75
15457 Albert Mangelsdorff - Solo Now - 1976
15458 Yosuke Yamashita Trio - Chiasma - 1975
15459 George Duke - I Love The Blues, She Heard My Cry - 1974
15460 Tremble Kids - The Other Way Around - 1975
15461 Hans Koller-Wolfgang Dauner - Free Sound & Super Brass - 1975
15462 George Gruntz Piano Conclave - Palais Anthology - 1975
15463 Francy Boland - The Orchestra 1. Blue Flame - 1976
15464 Francy Boland - The Orchestra 2. Red Hot - 1976
15465 Francy Boland - The Orchestra 3. White Heat - 1976
15466 Joachim Kühn featuring Alphonse Mouzon - Hip Elegy - 1975
15467 Frank Rosolino-Conte Candoli - Just Friends - 1975
15468 Frank Rosolino-Conte Candoli - Westcoasting - 1975
15469 Lionel Hampton with Milt Buckner - Alive And Jumping - 1977
15470 Hans van der Sys - It's Rag Time - 1974
15471 Volker Kriegel - Tropical Harvest - 1975
15472 Various Artists - Chicago Jazz Giants Live! - 1976
15473 Les Brown & His Band Of Renown - Today - 1974
15474 George Duke - Liberated Fantasies - 1976
15475 George Gruntz Concert Jazz Band - The Band Recorded Live - 1976
15476 Martial Solal - Movability - 1976
15477 Erroll Garner - Plays Gershwin & Kern - 1964
15478 Hans Koller - Freesound For Marcel Duchamp - 1976
15479 Various Artists - The Historic Donaueschingen Jazz Conzert 1957 - 1975
15480 Clare Fischer - Clare Declares - 1975
15481 Jasper van't Hof's Pork Pie - The Door Is Open - 1975
15482 George Shearing Trio & Stephane Grappelli - The Reunion - 1976
15483 Charlie Mariano - Helen 12 Trees - 1976
15484 Monty Alexander - The Way It Is - 1976
15487 Willem Breuker Kollektief - Live at the Donaueschingen Music Festival The European Scene - 1975
15488 George Shearing - Windows - 1977
15489 Zbigniew Seifert - Man Of The Light - 1976
15490 Jasper van't Hof - The Selfkicker - 1976
15491 Supersax - Chasin' The Bird - 1977
15492 Supersax - Dynamite - 1978
15493 Monty Alexander - Montreux Alexander Live! - 1976
15494 George Duke - The Dream - 1976
15495 Volker Kriegel & Mild Maniac Orchestra - Octember Variations - 1976
15496 Hannibal Marvin Peterson - Hannibal in Berlin - 1976
15497 Martial Solal - Suite For Trio - 1977
15498 Alphonse Mouzon - Virtue - 1976
15499 Michal Urbaniak's Fusion - Smiles Ahead - 1977
15422 Hans Koller-Wolfgang Dauner - Kunstkopfindianer - 1974
15423 Joachim Kühn - Cinemascope - 1974
15424 Albert Mangelsdorff - Trilogue - Live! - 1976
15425 Peter Herbolzheimer - Scenes - 1974
15426 Erroll Garner - Magician - 1973
15427 George Gruntz - Monster Sticksland Meeting Two. Monster Jazz - 1974
15428 Jasper van't Hof - Transitory - 1974
15429 Monty Alexander - Rass! - 1974
15430 Fatty George, Oscar Klein - Chicagoan All Stars - 1973
15431 Csaba Deseo - Four String Tschaba - 1974
15432 Slide Hampton-Joe Haider - Give Me A Double - 1974
15433 George Shearing - My Ship - 1974
15434 George Shearing - The Way We Are - 1974
15435 George Shearing - Continental Experience - 1974
15436 Singers Unlimited - Sentimental Journey - 1974
15437 Sigi Busch - The Age Of Miracles - 1973
15438 George Duke - George Duke & Feel - 1974
15439 Tremble Kids - Hats Off To Eddie Condon - 1974
15440 Ernest Ranglin - Ranglypso - 1974
15441 Monty Alexander - Love And Sunshine - 1974
15442 Various Artists - From Europe With Jazz Vol. 2 - 1970,72,73
15443 Baden Powell - Apaixonado - 1973
15444 Hannibal Marvin Peterson - Hannibal - 1975
15445 Stephane Grappelli & Diz Dizley Trio - Violinspiration - 1975
15446 George Shearing - The Many Facets of George Shearing - 1976
15447 Martial Solal - Nothing But Piano - 1975
15448 George Duke - The Aura Will Prevail - 1975
15449 Frank Rosolino-Conte Candoli - Conversation - 1975
15387 Peter Herbolzheimer - Waitaminute - 1973
15388 Joachim Kühn Trio - This Way Out - 1973
15389 Joachim Kühn Quartett - This Way Out - 1973
15390 Volker Kriegel - Lift! - 1973
15391 Peter Herbolzheimer Wide Open - 1973
15392 Rolf Kühn - Total Space - 1975
15394 Wolfgang Dauner - Et Cetera - Live - 1973
15395 Wolfgang Dauner - Et Cetera - Live - 1973
15396 Albert Mangelsdorff - The Wide Point - 1975
15397 Albert Mangelsdorff - Tromboneliness - 1976
15399 Association P.C. - Rock Around The Cock - 1973
15500 Clare Fischer - Alone Together - 1975
15501 Mumps - A Matter Of Taste - 1977
15502 Monty Alexander - Estade - 1977
15503 George Gruntz - For Flying Out Proud - 1977
15504 George Shearing - 500 Miles High - 1977
15505 The New Cecil Taylor Unit - Live in the Black Forest - 1978
15506 Hank Jones - Have You Met This Jones? - 1977
15507 George Shearing - Feeling Happy - 1977
15508 Rimona Francis - Rimona Francis - 1977
15509 Patrick Williams Orchester - Come On And Shine - 1977
15510 Stephane Grappelli - Young Django - 1979
15511 Gene Bertoncini with Michael Moore - Bridges - 1977
15512 Michal Urbaniak's Fusion - Heritage - 1977
15513 Jasper van't Hof - However - 1977
15514 Jasper van't Hof - Flowers Allover - 1977
15515 Hans Koller - The Big Band - New York City - 1968
15516 Clark Terry - Clark After Dark 1977
15517 Volker Kriegel & Mild Maniac Orchestra - Elastic Menu - 1977
15518 Monty Alexander Featuring Ernest Ranglin - Cobilimbo - 1977
15519 Stu Goldberg - Solos-Duos-Trios - 1978
15520 Alphonse Mouzon - In Search Of A Dream - 1977
15521 Fatty George Chicago Jazz Band - Fatty '78 - 1977
15522 Fritz Pauer - Blues Inside Out - 1978
15523 Elvin Jones Jazz Machine - Remembrance - 1978
15524 Ryo Kawasaki Group - Nature's Revenge - 1978
15525 Martial Solal - The Solosolal - 1978
15526 JoAnne Brackeen - Mythical Magic - 1978
15527 Joanne Grauer - Introducing Lorraine Feather - 1977
15528 Albert Mangelsdorff - A Jazz Tune I Hope - 1978
15529 Edgar Wilson - Goin' Straight - 1978
15531 George Gruntz Concert Jazz Band - GG-CJB - 1978
15532 Alphonse Mouzon - Baby Come Back - 1979
15533 Martial Solal-Lee Konitz - Four Keys - 1979
15534 Martial Solal - Piano Solo - 1979
15535 Volker Kriegel - House Boat - 1978
15536 Jasper van't Hof-George Gruntz - Fairy Tale - 1978
15537 George Shearing - Getting In The Swing Of Things - 1979
15539 Clare Fischer - Salsa Picante - 1978
15540 Various Artists - Vibes Summit - 1978
15541 Joe Henderson - Mirror Mirror - 1980
15542 Werner Baumgart's Big Band - Baden-Baden Jazz Rock & Sweet - 1979
15543 Frederic Rabold Crew - Funky Tango - 1979
15544 Alphonse Mouzon - By All Means - 1980
15545 Billy Harper Quintet - Trying To Make Heaven My Home - 1979
15546 Didier Lockwood - New World - 1979
15547 Jasper van't Hof - Live In Montreux - 1979
15548 Nipso Brantner - The Gypsy Jazz Violin Summit - 1979
15549 Volker Kriegel & Mild Maniac Orchestra - Long Distance - 1979
15550 Karl Berger - Woodstock Workshop Orchestra Live at the Donaueschingen Festival - 1979
15551 George Shearing - On Target - 1979,80
15552 Rob McConnell & The Boss Brass - Present Perfect - 1979
15553 Gordon Beck - Seven Steps To Evans - 1979
15554 Clare Fischer - Machaca - 1979
15555 Clare Fischer - And Ex-42 - 1972
15556 Albert Mangelsdorff - Solo - 1982
15557 Various Artists - Clarinet Summit Live: You Better Fly Away - 1979
15558 Stu Goldberg - Piano Solo: Piru - 1980
15559 Mauricio Einhorn - Me - 1979
15560 Bob Malach - Some People - 1980
15562 Anthony Davis & Jay Hoggard - Under The Double Moon - 1980
15563 Various Artists - One World In Eight - The String Summit - 1980
15564 Charly Antonlini - Special Delivery - 1979
15565 Various Artists - Trombone Summit - 1980
15566 Zipflo Reinhardt Group - Light Of The Future - 1980
15568 Didier Lockwood Group - Live in Montreux - 1980
15569 Volker Kriegel & Mild Maniac Orchestra - Live in Bayern - 1980
15570 Monty Alexander-Ernest Ranglin - Monty Alexander-Ernest Ranglin - 1980
15571 Mel Lewis & The Jazz Orchestra - Live in Montreux - 1980
15572 Albert Mangelsdorff - Albert Live in Montreux - 1980
15573 Foreign Exchange - The First Album - 1980
15574 Rob McConnell & The Boss Brass - Tribute - 1980
15575 Cecil Taylor - Fly! Fly! Fly! Fly! Fly! - 1980
15576 John Handy - Rainbow - 1980
15577 Lee Konitz-Martial Solal - Duo: Live at Berlin Jazz Days '80 - 1980
15578 John Ward - Talkin' To Each Other - 1980
15579 Tommy Tedesco - When Do We Start - 1978
15580 Tommy Tedesco - Autumn - 1980
15581 Masahiko Togashi - Minamoto - 1980
15582 Didier Lockwood - Fasten Seat Belts - 1981
15583 Freddie Hubbard - Rollin' - 1981
15584 Albert Mangelsdorff - Triple Entente - 1982
15585 Stu Goldberg - Eye Of The Beholder - 1981
15586 Wolfgang Schlüter-Christoph Spendel - Dualism - 1981
15587 Frank Loef-Gerd Wilden - Just Fun - 1982
15588 Didier Lockwood - The Kid - 1982
15589 Stu Goldberg - Live - 1982
15590 Jasper van't Hof-Joachim Kühn - Balloons - 1982
15591 Dieter Goal / Monty Alexander Trio - Goal - 1982
15592 Christoph Spendel-Wolfgang Schlüter - September Memories - 1983
15593 Monty Alexander - The Duke Ellington Songbook - 1983
15594 Hank Jones-Tommy Flanagan - I'm All Smiles - 1983
15595 Albert Mangelsdorff-Lee Konitz - Art Of The Duo - 1983
Metronome48006 Peter Herbolzheimer-Udo Lindenberg - Free Orbit - 1970
68101 Singers Unlimited - A Special Blend - 1975
68103 Singers Unlimited - Feeling Free - 1975
68104 Singers Unlimited - A Capella - 1971
68105 Singers Unlimited - Christmas - 1971
68106 Singers Unlimited - Four Of Us - 1973
68108 Singers Unlimited - A Capella II - 1974
68238 Singers Unlimited - The Singers Unlimited with Rob McConnell and The Boss Brass - 1978
68244 Singers Unlimited - A Capella III - 1979
68246 Clare Fischer - And Ex-42 - 1972
88036 Volker Kriegel - Star Edition - 1971-77
88040 Albert Mangelsdorff - Star Edition - 1968-76
88041 Oscar Peterson - Star Edition - 1969-71
88045 Alphonse Mouzon - Star Edition - 1975-77
88047 George Duke - Star Edition - 1971-76
88048 Peter Herbolzheimer - Star Edition - 1970-74

Parallel
14285 Jonny Teupen - Harporhythm - 1971
14289 Nelson Riddle - Communication - 1971
14316 Svend Asmussen - Amazing Strings - 1974
14324 Singers Unlimited - Eventide - 1975-77
14325 Singers Unlimited - Friends - 1976
14328 Singers Unlimited - Just In Time - 1977
14330 The Hi-Lo's - Back Again - 1978
14332 The Hi-Lo's - Now - 1980
14333 Singers Unlimited - Easy To Love - 1980
52005 Friedrich Gulda - The Long Road To Freedom - 1971

Center
17027 Dieter Reith - Open Drive - 1968
17028 Various Artists - Jazz As You Like It - 1964-67
17029 Various Artists - Prestige In Jazz
17043 Hagaw Assoziation - Happy Hagaw - 1969
17048 Various Artists - MPS Jazz Concert '69 - 1969

Session
12000 Various Artists - Piano Selection - 1963-68
12001 Various Artists - Bossa Nova Fire - 1966-67
12002 Various Artists - Session in Brass - 1959-67
12003 Smoke - Smoke - 1970
12004 Various Artists - Berlin '70 - 1965-70
12005 Pony Poindexter - The Happy Life Of Pony - 1969
12006 Kenny Clarke-Francy Boland And The Band - Album 1: Volcano - 1969
12007 Kenny Clarke-Francy Boland And The Band - Album 2: Rue Chaptal - 1969
12008 Dusko Goykovich - As Simple As It Is - 1970
12009 Assoziation Hagaw - With Oldies But Goodies - 1971
12010 Assoziation Hagaw - Happy Hagaw

17/07/2008

O som

Era uma noite como qualquer outra: Mestre Gumercindo carregava de um lado para o outro do Shopping Centro da Praia suas centenas de long plays, fitas-cassete, compact discs, além de milhares de gravações em mp3, em generosas sacolas de supermercado. E lamentava, comedido como sempre, o fato de não ser compreendido pelos demais colegas do Clube das Terças em sua cruzada em direção à digitalização de todas as gravações já realizadas em todos os tempos. É verdade, comenta-se sempre, que muitos julgam o projeto de Mestre Gumercindo uma grande loucura, outros, pura ingenuidade. Afinal, quantas seriam as gravações já realizadas? Qual o primeiro registro sonoro? Quem, onde e através de que meios tal gravação teria sido levada a cabo? Mestre Gumercindo leciona que a primeira gravação foi realizada em 6 de dezembro de 1877, por Thomas Alva Edison. O tema? Uma singela canção infantil, Mary had a little lamb. Colocando-se à frente de um estranho artefato, constituído de um cilindro estriado recoberto por papel de estanho - munido de um tubo acústico ligado a um estilete, que toca o papel - e acionado por meio de uma manivela - que faz girar o cilindro, Edison cantarola a canção enquanto gira a manivela, criando um sulco contínuo, em forma de mola, sobre o papel. Depois, voltando o estilete à posição inicial do sulco assim gerado, e girando a manivela, pode-se ouvir o cantarolar confuso e distorcido de Edison, embora reconhecível. Fernando, reconhecido bastião do Instituto Histórico e Geográfico, recalcitra Mestre Gumercindo, afirmando que o inventor do registro sonoro não foi Edison, mas sim Charles Cros, poeta e físico francês que, em abril de 1877, apresentou à Académie des Sciences um estudo exatamente igual ao de Edison. Pronto, estava estabelecida, mais uma vez, a cizânia entre os membros do Clube. João, batendo com o punho sobre a mesa, veio em defesa de Mestre Gumercindo, alegando que os poetas não são pessoas confiáveis.

Levantando-se da mesa em protesto, Mr. Grijó recordou que os norte-americanos tentaram fazer o mesmo com Santos Dumont, o inventor da aviação. Reinaldo, sempre calado e contemplativo, continuou assim. Mancando, Chico Brahma aproxima-se da mesa, sacando de seu saco plástico um velho e bem conservado tomo de The History of The Sound, de José Luis Pérez de Arteaga, onde resta documentado que, de fato, Clos colocou suas idéias apenas sobre o papel. Edison as pôs em prática. Enquanto o professor Pedro Nunes reclamava que Luis tem acento, nova balburdia assombrava as sempre pacatas reuniões do Clube. Mr. Salsa, mergulhado em suas especulações psicanalíticas, resmungava num canto algo sobre o fato de que a celeuma se devia ao simples fato de que Edison era baixinho: se fosse alto, magro e bem apanhado não lhe negariam a invenção, afirmou. Continuando, lembrou do caso de um amigo, considerado politicamente incorreto pelo simples fato de ser gordo: perdeu o emprego porque não havia uniforme extra large na companhia em que trabalhava. Pegando carona nos arquétipos renegados, o já enfisematoso Mr. Lester lembrou que não há mais espaço para a livre exposição das idéias: vivemos num tempo mais sórdido do que os tempos da Inquisição. Na Inquisição sabíamos ao menos quem poderia nos queimar e quem acenderia nossa fogueira. Hoje, hoje nem sabemos se a fogueira será acesa ou, se acesa, por quanto tempo nos queimará lentamente. Gordos, fumantes, muçulmanos, mulheres sem quadril, motociclistas sem capacete, cachorros sem coleiras, estamos todos cercados pelo sorriso estático dos tementes a Deus e ao chefe imediato. Foi quando o sócio André lembrou do trompetista Ruby Braff, um músico que dedicou toda sua vida a remar contra a maré. Fumante inveterado, morreria de enfisema, mas não sem antes ficar muito tempo sem trabalho pelo simples fato de ser sincero, falando abertamente o que achava das coisas. Intolerável, não é?

Cornetista e trompetista do dixieland e do mainstream jazz, Braff é um dos melhores músicos que reviveram os estilos New Orleans e Swing e, talvez, o melhor cornetista dessa escola revivalista. Além de seu completo domínio sobre a linguagem estabelecida por Louis Armstrong e Roy Eldridge, Braff soube recolher do bebop e do cool os elementos que considerava interessantes, descartando qualquer rajada gratuita de notas velozes ou qualquer experimento que negligenciasse o swing e o blues em sua concepção. Dedicou todo seu virtuosismo para a construção de uma sonoridade delicada sem ser maçante, melodiosa sem ser piegas, potente sem ser agressiva, veloz sem ser esnobe, comedida sem ser pobre. Seus registros graves na corneta são marcos definitivos daquilo que de mais bonito e agradável se fez no jazz mainstream nas décadas de 1950, 1960 e 1970. Numa época em que todo trompetista deveria tocar como Dizzy Gillespie, Braff nadava na direção contrária, substituindo a velocidade pirotécnica pela sedução melódica. Para os amigos fica a faixa Dinah ( ), retirada do álbum Them There Eyes – Sonet – 1976. Álbum que, aliás, já foi devidamente catalogado por Mr. Gumercindo em suas sacolas.

25/06/2008

Jazz Discography

Já tivemos oportunidade aqui no Jazzseen de falar sobre alguns bons sites que fornecem informações sobre discografias de jazz. Entre eles podemos citar o Jazz Discography e o Jazz Discography Project. Mas se você é do tipo completista, sempre insatisfeito com os incompletos guias e enciclopédias de jazz disponíveis no mercado, talvez encontre a solução de seus problemas com a The Jazz Discography de Tom Lord. Resultado de um extenuante trabalho desenvolvido através de vários anos, a discografia de Tom Lord é sem dúvida a mais completa disponível em papel, num total de 34 volumes. Sim, um projeto e tanto o de Tom. E embora alguns volumes estejam fora de catálogo, a maioria deles ainda pode ser comprada na Cadence Building e os volumes mais atuais são vendidos no próprio site de Lord. Agora o melhor: a coisa toda está disponível em cd-rom, com mais de 180.000 sessões de gravação e mais de 1.000.000 de músicos. Além disso, o cd-rom apresenta uma descrição minuciosa de todas as gravações realizadas por mais de 34.000 líderes do jazz, onde constam datas, locais, músicas gravadas, músicos acompanhantes e muito mais. Se considerarmos a magnitude do projeto e o volume de informações (que podem ser atualizadas on line) o custo de US$350.00 não parece tão salgado. Recomendo aos amigos navegantes.

09/06/2008

Masters of Jazz, the label

Nosso amigo Sérgio Scarpelli, do Jazzmasters, comenta que "O vinil teve sua morte anuciada no final dos anos 80 por causa do CD. Agora é o CD que tem pouco tempo de vida. Pois bem, estes dois inimigos de antes acabam de unir os trapos.Um cd que é ao mesmo tempo um vinil para ouvir no toca-discos A alemã Optimal Media Production anunciou a criação do VinylDisc, como o nome sugere, um hibrido de cd e disco de vinil. O disco tem dois niveis interligados - um com a gravaçao digital para ser ouvido no cd player e outro para ser ouvido no toca-discos. Será que os dois vão morrer juntos e abraçados? Ou renascer de vez? Resta esperar." Veja mais fotos da coisa. Mas não viemos até aqui para falar sobre a morte do vinil ou do cd mas sim para falar sobre a morte de um excelente selo de jazz: Masters of Jazz. Não sabemos quando o selo morreu, nem se de morte morrida ou matada. Também sabemos muito pouco sobre os loucos proprietários que resolveram lançar em cd as gravações completas de grandes figuras do jazz, tudo em ordem rigorosamente cronológica. A empresa responsável pelo selo é a francesa Média 7, situada em Nanterre, número 15 da Rue des Goulvents. Telefonamos para lá (4724-2411) e atendeu uma senhora que vende uva passa e fala muito mal o português. Acreditamos que não há qualquer rastro sobre seus produtores Pierre Carlu e Alain Tercinet, nem do diretor musical Christian Bonnet, nem do consultor musical Philippe Baudoin. Sumiram todos da Média 7 e estão trabalhando em outros projetos. No site All About Jazz houve até uma discussão acerca do tema, que pouca luz trouxe ao mistério. Um tal de Clandy, pergunta de Washington (às sete e meia da manhã!) se alguém sabe de alguma coisa sobre o selo Masters of Jazz. O melhor informado parece ser o tal de PDEE, de Woodinville, que anota alguma coisa: o selo só conseguiu lançar um projeto completo: foi o do guitarrista Charlie Christian, em nove volumes. O ambicioso projeto pretendia lançar nada mais nada menos do que TODAS as gravações dos grandes mestres, em ordem absolutamente cronológica, aí incluídas as gravações em shows, rádio, TV e, em alguns casos, como no de Sidney Bechet, algumas gravações privadas. Onde eles conseguiam essas coisas, fiquei me perguntando. Bem, vasculhando a net verifiquei que alguns espécimes da série ainda podem ser encontrados em alguns sites, como nos 'sellers' da Amazon que vendem álbuns usados. Corram os colecionadores e cuidado para não se confundirem com a série homônima da Storyville ou com a série Jazz Masters da Verve - na verdade, não há como fazer confusão porque as capas da série Masters of Jazz lançadas pela Média 7 são todas brancas, contando apenas com a foto de rosto do músico correspondente. Não encontrando nada da Masters of Jazz outra boa escolha são os cd’s da Classics, também em ordem cronológica (veja aqui). Para os amigos fica ( ) retirada do cd Lester Young Volume 1 – 1937-1939 – The Complementary Works (MJCD 46), num dos raros solos do Presidente ao clarinete.

09/05/2008

Swing, o selo

Já dissemos, e não seria apropriado repetirmos, que qualquer dicionário sobre jazz deve reservar ao menos três verbetes para o vocábulo ‘swing’. Sobre um deles, o swing enquanto atributo rítmico do jazz, já traçamos modestas linhas (ver aqui). Do swing enquanto estilo de jazz, Mr. Lester promete editar uma série específica de resenhas quinzenais, para leitura, crítica e sugestão dos leitores. Por agora, falaremos sobre swing enquanto selo francês de jazz. Criado em 1937 como um dos segmentos da gigante EMI, o selo Swing tinha sua direção de artistas e repertório a cargo de dois grandes amantes do jazz: Charles Delaunay e Hugues Panassié. As gravações e a distribuição ficavam a cargo da EMI que, por diversas oportunidades, encomendou gravações de outros pequenos selos, dentre eles Dial, Pacific Jazz, Fantasy, e outras. O respeitável catálogo da Swing inclui verdadeiras jóias da história do jazz, como gravações do Quintette du Hot Club de France e gravações de diversos músicos norte-americanos que visitaram a Europa naquela época, como Benny Carter, Coleman Hawkins, Dicky Wells, Garland Wilson, além de músicos franceses dedicados ao jazz. Durante a ocupação nazista (1940-1944), mesmo com o jazz sendo proibido na França, verificamos o aumento nas vendas de gravações de jazz e o selo se torna um sucesso. Nesse período a gravadora utilizou músicos locais, antilhanos e alguns norte-americanos que não haviam sido enviados para os campos de concentração, como foi o caso do trompetista Harry Cooper. Após a guerra, o selo continuou a encomendar gravações realizadas nos EUA, para lançamento na Europa, até que, em 1948, passa para o controle da Vogue, sob direção de Delaunay, gravando e produzindo álbuns com músicos locais e norte-americanos durante toda a década de 1950. O antigo catálogo da Swing, que continua sendo propriedade da EMI, tem sido utilizado por diversas gravadoras que recolhem material do rico acervo e lançam excelentes coletâneas sobre o Swing, entre elas a formidável série Jazz in Paris. Para os amigos, fica ( ).

08/12/2007

Ahmet & Atlantic: DVD

Dizem que Ahmet Ertegun gostava mais de música que de dinheiro - o que, em se tratando de um indivíduo em cujo interior o sangue turco fluía, é uma situação quase inédita. Ahmet gostava de futebol, mas, nesse caso, o dinheiro falou mais alto: co-fundou o NY Cosmos - sim, aquele que Pelé projetou - e, mais tarde, vendeu-o sem que o coração pulasse de tristeza. No caso da música, a emoção batia em fortissimo. Apadrinhou uma série de músicos e, por conta de muitos deles, ganhou mais dinheiro do que já possuía. Seu grande feito - sua contribuição máxima - foi ter fundado, em companhia de Herb Abramson, a Atlantic, a gravadora que tutelou gigantes do jazz e do rhythm & blues, e que por muito tempo sobreviveu como o selo independente que foi capaz de medir forças com a Columbia e a RCA. Eis que se deu o problema: a marca foi, no início dos 90, incorporada pela Warner e, a partir daí, a coisa degringolou de tal sorte que até os rappers americanos se sentiram no direito de gravar idiotices sob um selo que um dia estampou discos de John Coltrane, Charles Mingus, Duke Ellington, Ray Charles, King Crimson e o Led Zeppelim. Mas isso é outra história e não estou aqui para lamentar. A Atlantic foi fundada há 60 anos e, durante esse tempo, associou-se - em muitos casos como distribuidora - a outros pequenos selos (ou até os criou): Atco, Spark, Lava, Stax e 143, todas elas com "sobrenome" records. Após muitas negociações que iam e vinham, a Warner - que já havia comprado a Elektra Records (da banda psicodélica The Doors, entre outras) - adquiriu a Atlantic e criou a holding WEA - Warner-Elektra-Atlantic. Eis um pequeno histórico que não chega, nem de longe, a esboçar os bastidores das negociações no universo fonográfico norte-americano. E se você assistir a Atlantic Records - The House That Ahmet Built, vai continuar sem saber como as coisas funcionam. Talvez seja até melhor. O devedê é uma homenagem àquele que, na visão dos músicos que com ele trabalharam, uniu a música ao amor, e cuja generosidade ultrapassava os limites do humano. Conhecia música com profundidade abissal, sabia compor (sob o pseudônimo de Nugetre - Ertegun, ao contrário) e sabia, claro, relacionar-se com seus contratados. O disco é narrado por Bette Midler e está cheio de histórias saborosas sobre seu faro muçulmano (nem sempre feliz) para os negócios. Uma delas: Ertegun assinou contrato com o Led Zeppelin sem sequer ter ouvido a banda tocar. Outra: como não tinha bola de cristal, recusou a oferta - uma bagatela - para assinar com os Beatles. E há, claro, os depoimentos dos artistas - Clapton, Phil Collins, Aretha Franklin e outros -, que expõem um justo tributo ao produtor que morreu aos 83 anos, em 2006, após sofrer uma queda poucos momentos antes da apresentação da banda Rolling Stones, que tocaria em comemoração aos 60 anos de Bill Clinton, no Beacon Theater, em Manhattan. Entrou em coma e o resto já se sabe.

03/11/2007

Shopping

Não recomendamos a leitura da presente resenha aos visitantes acostumados a efetuar compras na internet. É que, após ler a resenha Good Shop – Gary Smulyan, escrita pelo colaborador Frederico Bravante em 29/10/07, e o respectivo comentário feito pelo amigo ‘anônimo’, entendi necessário e útil esclarecer aos visitantes do Jazzseen alguns pontos básicos acerca de compras na internet, a saber:

1) Alguns álbuns antigos de jazz são verdadeiros clássicos. Por serem antigos, já pagaram com folga todos os custos de gravação, edição e editoração. Além disso, por serem clássicos, estão sempre sendo consumidos em grandes quantidades. Esses dois fatores fazem com que tais álbuns sejam encontrados a preços bastante convidativos, quase sempre na faixa que vai de US$8.00 a US$12.00. Exemplos disso são alguns álbuns célebres de selos como Blue Note, Prestige, Impulse ou Atlantic. Álbuns como Blue Train (Blue Note) e A Love Supreme (Impulse), ambos de John Coltrane, são facilmente encontrados na internet por algo em torno de US$10.00 cada. Outros álbuns clássicos são lançados a preços justos pelo selo OJC (Original Jazz Classics), que reúne gravações realizadas por selos hoje inativos, como Fantasy, Jazzland, Period, New Jazz, Pablo, entre outros. Os álbuns de Oliver Nelson, citados por nosso amigo ‘anônimo’, configuram casos afins. Nesses casos, como veremos a seguir, pode ser interessante a importação, mesmo que incida a tributação;

2) Os álbuns mais recentes e os lançamentos são, quase sempre, aqueles que oferecem preços mais elevados, algo que varia entre US$14.00 e US$18.00. Por serem produções mais atuais, exigem que o preço de venda recupere uma série de investimentos, salvo alguma promoção esporádica. Esse seria o caso dos álbuns de Gary Smulyan citados por Mr. Bravante, encontrados na CD Universe por US$13.85 (The Real Deal) e US$16.75 (Blue Suíte). Vale destacar que alguns álbuns antigos e raros, quando relançados, podem apresentar preços de venda altíssimos e injustificáveis, que giram em torno de US$40.00. Um exemplo típico são as reedições de alguns álbuns antigos por gravadoras japonesas, como é o caso do álbum Julian, de Pepper Adams, vendido por US$34.49 na Amazon. É importante alertar que muitos desses álbuns caríssimos costumam ser relançados, depois de algum tempo, a preços muito menores, em torno de US$10.00. Portanto, se não houver urgência na compra, vale a pena aguardar e acompanhar a queda do preço. Outra saída, conforme veremos adiante, pode ser a compra em sites brasileiros;

3) Alguns álbuns excelentes de jazz não se tornam clássicos. Assim, costumam ser encontrados por preços muito interessantes, muitas vezes em torno de US$5.00 ou menos. Caso crônico de bons preços é o oferecido pelo selo Collectables, onde você encontra grandes álbuns de Coleman Hawkins, Ray Bryant, James P. Johnson, Eddie Harris, Dizzy Gillespie, James Moddy, Ronnie Ross, Lars Gullin e muitos outros por menos de US$5.00. Vale conferir e arriscar ser tributado;

4) Para que o amigo possa planejar uma boa compra, o primeiro passo é estabelecer o álbum desejado, a não ser que se pretenda comprar um álbum tendo por critério o menor preço. Em seu comentário infeliz, nosso amigo alega que a boa compra recomendada por Mr. Bravante apresenta ‘preços totalmente fora da realidade’. Para provar sua tese, ‘anônimo’ apresenta os preços de dois álbuns clássicos encontrados na CDUniverse, que variam na faixa de US$9.00 e conclui que fez uma boa compra. Ora, os dois álbuns apresentados por Mr. Bravante são recentes e seus preços na CDUniverse são, respectivamente, US$13.85 e US$16.75. Somando-se o valor do frete (US$7.99), temos US$38.59. Se formos gentis e fizermos o dólar a 1,70 chegamos a R$65,00 do ‘anônimo’ contra os R$70,00 de Mr. Bravante. Estaria ‘anônimo’ correto? Vejamos:

5) É preciso considerar dois aspectos nesse processo: 6.1 – Nas encomendas por remessa postal comum, a tributação de encomendas até US$500.00 é feita através de amostragem. Se o amigo leitor der o ‘azar’ de ser ‘sorteado’ pela fiscalização federal, terá sua encomenda tributada em 60%. Os R$65,00 recomendados pelo amigo ‘anônimo’ passam para R$104,00, contra os R$70,00 recomendados por Mr. Bravante; 6.2 – Nas encomendas por remessa postal porta a porta (courier), não há amostragem. Toda remessa feita através de courier é tributada pela fiscalização federal (Imposto de Importação de 60%) e, em seguida, pela fiscalização estadual (ICMS de 18%). Nesse caso, os R$65,00 se transformam em R$122,00. Para quem joga dados, pode ser uma boa opção. Mas para quem não joga roleta, é bom saber se sua encomenda virá em remessa comum ou courier.

Conclusões: 1) Nossa política democrática de permitir qualquer comentário, por mais desarticulado que seja, não significa que concordamos ou validamos as opiniões ali apostas; 2) Não recomendamos ao amigo visitante que compre um álbum de jazz simplesmente pelo preço, mas pelo real desejo de tê-lo e ouvi-lo; 3) Escolhido o álbum, não se precipite: pesquise, aguarde o preço cair – é terrível pagar 50 dólares por um álbum japonês e depois encontrá-lo por 10 dólares numa promoção; 4) Não recomendamos que o leitor corra o risco de ser tributado quando o preço no exterior for próximo ao preço no Brasil (como é o caso da recomendação de Mr. Bravante). A não ser que o amigo aprecie o risco ou tenha dinheiro sobrando.

É simples e cristalino: você pode comprar os álbuns recomendados de Gary Smulyan no Brasil pagando R$70,00 sem qualquer risco. Ou pode importá-los por R$65,00, correndo o risco de pagar R$104,00 ou R$122,00.

Boas compras!

19/10/2007

Stan & João: 3 diálogos

Há quem diga que os norte-americanos apaixonaram-se pela Bossa Nova por ela dialogar com o jazz - o que é verdade se você pensar que os acordes dissonantes e a batida ao violão muito se assemelham ao formato jazzístico. Os puristas fazem careta quando alguém afirma isso, mas os puristas - em qualquer ramo do pensamento e da arte - fazem careta para tudo. Não vou dissertar sobre técnica ou histórias - nem da Bossa Nova nem do jazz, já que muito se escreveu sobre isso e os compêndios pressupõem muito mais fôlego que as poucas linhas de um blog. De fato me interessa escolher alguns exemplos desse tal diálogo: os três discos nos quais Stan Getz e João Gilberto mostram por que essa conversação revela um dos pontos extremos da música nos últimos tempos.
O Getz/Gilberto, de 1963, tem algumas vantagens sobre os outros dois. A menor delas é a de ser o primeiro disco, e isso o coloca em local privilegiado da memória. Outra vantagem: ter, ao piano, os dedos inspirados de Antônio Carlos Jobim. Tudo bem: conta, em algumas faixas, com o vocal meia-boca de Astrud Gilberto, então mulher de João, mas isso não chega a comprometer o disco, que é produzido pelo lendário Creed Taylor, fundador das gravadoras Impulse! e CTI e um os responsáveis pela difusão do ritmo brasileiro em terras ianques. É um disco em que sobra limpidez: tanto na voz incrivelmente bem pronunciada de João quanto no fraseado do sax de Stan, que chegam a seu momento ótimo nas faixas Doralice, Para Machucar meu Coração e Corcovado. A sensualidade musical é evidente. Sim, eu disse sensualidade. Esse é daqueles discos cuja musicalidade confronta o controle da natalidade. As sessões contam também com a presença bem-comportada (não poderia deixar de ser) de Tommy Williams, baixista que havia tocado no Benny Golson/Art Farmer Jazztet. Em 1964, Stan e João novamente se encontraram, e ao vivo - mas por um tempo breve. Apesar de a versão em cd possuir quinze faixas, em apenas cinco delas os dois dialogam, embora seja um diálogo muito sutil, pois Stan Getz atua praticamente como sideman. Não vou comentar detalhadamente as desafinações de Astrud Gilberto em It Might as Well be Spring e Only Trust your Heart porque as estrelas desse post são outras. Sim, mas elas aparecem menos, enquanto Astrud tenta desesperadamente brilhar. Em Garota de Ipanema - com vocal também de Gilberto - as coisas chegam a ganhar outro rumo quando Getz sola tendo como fundo a bateria de Joe Hunt, o Milton Banana deles. Para completar, Gary Burton é sempre um competente vibrafonista. No baixo, o ex-baterista Gene Cherico, que tocou com Sinatra e Benny Goodman. O produtor continua sendo o Creed Taylor.
Sai Astrud; entra Miúcha, mulher de João, à época. The Best of Two Worlds é um belo - e polêmico - disco produzido pelo próprio Getz, em 1975. Polêmico porque houve desentendimento entre as duas estrelas, e a ruptura parecia definitiva. Mais ainda: apesar de Miúcha estar na capa, seu nome não entra nos créditos do disco, além de não ter levado para casa um mísero vintém. Quer mais? Diz-se que Stan mixou o disco à revelia de João, e teria, então, aumentado o som do sax, privilegiando a si mesmo. Apesar de tudo, é um discaço. Double Rainbow, Águas de Março, Falsa Baiana, É Preciso Perdoar e Just One of Those Things são faixas para ouvir todos os dias, e durante muitos anos. Em Águas de Março, clássico de Jobim, Miúcha vira a estrela - cantando em inglês com uma voz pequena, mas muitíssimo afinada. Ok, ela não era uma Sarah Vaughan, mas e daí? Não é um disco de jazz - e sim um registro do que melhor se compôs na nova bossa e na mpb. No piano, Albert Dailey; na bateria, Billy Hart e Grady Tate. No baixo, Clint Houston e Steve Swallow; na percussão, Ray Armando, Rubens Bassini, Sonny Carr e Airto Moreira. Os arranjos ficaram por conta do violonista Oscar Castro-Neves.

23/06/2007

Jazz In Paris

Uma das coleções de jazz mais interessantes e arrojadas que conheço é Jazz in Paris, lançada em 2002 pela Verve/Universal/Gitanes. Trata-se de um box gigante, com 75 cd’s e livreto, cobrindo um vasto período do jazz feito na França, especialmente em Paris, desde 1917 até 1972. Além desses 75 cd’s, posteriormente foram lançados individualmente outros 37 cd’s simples, 3 cd’s duplos, 4 cd’s triplos, um DVD e alguns outros itens associados à coleção original. Entre os músicos apresentados, você encontra mestres como Louis Armstrong, Sidney Bechet, Buck Clayton, Lester Young, Dizzy Gillespie, Miles Davis, Chet Baker e muitos outros, inclusive vários músicos europeus. Até onde sei, a coleção completa está fora de catálogo, mas ainda podem ser encontrados alguns cd’s aqui e ali, na faixa de 14 dólares cada um. Há também um único exemplar do box original na Amazon, com 75 cd’s, por módicos 580 dólares, mais frete. O e-mule disponibiliza alguns desses cd’s, a preços bem mais convidativos. Para os amigos navegantes, deixo a relação completa dos cd’s já lançados e a faixa Blues On The Champs-Elysées, do Vol. 101: Jazz at Midnight, com Joe Newman (t), Frank Wess (ts), Bill Graham (bs), Henry Coker (tb), Maurice Vander (p), Eddie Jones (b) e Sonny Payne (d), gravada em 1956.


001 Louis Armstrong:
- The Best Live Concert Vol. 1
002 Louis Armstrong:
- The Best Live Concert Vol. 2
003 Miles Davis:
- Ascenseur Pour L'Echafaud
004 Donald Byrd:
- Byrd in Paris (live)
005 Donald Byrd:
- Parisian Thoroughfare (live)
006 Buck Clayton/Peanuts Holland/Charlie Singleton:
- Club Session
007 Bill Coleman:
- From Boogie to Funk
008 Chet Baker:
- Broken Wing
009 Dizzy Gillespie:
- The Giant
010 Slide Hampton:
- Exodus

011 Django Reinhard:
- Django et Compagnie
012 Django Reinhard:
- Swing from Paris
013 Django Reinhard:
- Swing 39
014 Mary Lou Williams:
- I Made You Love Paris
015 Elek Bacsik:
- Guitar Conceptions
016 René Thomas:
- The Real Cat
017 Toots Thielemans:
- Blues pour Flirter
018 Buddy Banks /Bobby Jaspar
- Jazz de Chambre
- Quartet Barclay
019 Les Blue Stars/Henri Salvador
- Pardon My English
- Plays the Blues
020 Harold Nicholas/June Richmond/Andy Bey
- Chanteurs-Chanteuses

021 Don Byas:
- Laura
022 Sidney Bechet/Claude Luter
- Self-Titled
023 Sonny Criss
- Mr. Blues pour Flirter
024 Guy Lafitte
- Blue and Sentimental
025 Henri Renaud
- New sound at 'The Boeuf sur le Toit' (live)
Zoot Sims:
- Quintet Barclay
026 Barney Wilen:
- Jazz sur Seine
027 Bobby Jaspar:
- Modern Jazz au Club Saint Germain
028 Lucky Thompson:
- Modern Jazz Group
029 Pierre Michelot:
- Round about a Bass
030 Oscar Peterson ft. Stéphane Grappelli:
- Volume 1

031 Oscar Peterson ft. Stéphane Grappelli:
- Volume 2
032 Michel Legrand:
- Paris Jazz Piano
033 Claude Bolling:
- Plays the Original Piano Greats
034 Rhoda Scott/Kenny Clarke
- Self Titled
035 Eddie Louiss:
- Bohemia after Dark
036 Memphis Slim & Willie Dixon
- Aux Trios Mailletz
037 Sammy Price/Lucky Thompson
- Paris Blues (live)
038 Earl Hines:
- Paris One Night Stand
039 Kenny Clarke:
- Plays André Hodéir
040 Art Blakey
- Paris Jam Session (live)

041 Eddie Louiss/Yvan Julien
- Porgy & Bess
042 Stéphane Grappelli:
- Improvisations
043 Jean-Luc Ponty:
- Jazz Long Playing
044 Lionel Hampton and his French New Sound:
- Vol. 1 (live)
045 Lionel Hampton and his French New Sound
- Vol. 2 (live)
046 Lionel Hampton:
- Ring dem Vibes
047 Various (Albert Nicholas/Jimmy Archey/Michel Attenoux)
- Classic Jazz à Saint-Germain-des-Prés
048 Various (Bernard Peiffer/Bernard Zacharias)
- Modern Jazz à Saint-Germain-des-Prés
049 Barney Wilen/Alain Goraguer
- Jazz & Cinéma Vol. 1
050 Art Blakey/JatP/George Arvanitas
- Jazz & Cinéma Vol. 2

051 Louis Armstrong:
- And Friends
052 Dizzy Gillespie
- Cognac Blues
053 Chet Baker
- Quartet Plays Standards
054 Hubert Rostaing/Maurice Meunier
- Clarinettes à Saint-Germain-des-Prés
055 Hubert Fol/Michel de Villers/Sonny Criss
- Saxophones à Saint-Germain-des-Prés
056 Stéphane Grappelli
- Plays Cole Porter
057 René Thomas
- Meeting Mister Thomas
058 Django Reinhardt
- Swing 48
059 Django Reinhardt
- Django's Blues
060 Henri Crolla
- Notre Ami Django

061 Art Simmons/Ronnell Bright
- Piano aux Champs-Elysées
062 Lou Bennett
- Pentecostal Feeling
063 Rhoda Scott
- Live at the Olympia (live)
064 Willie « The Lion » Smith
- Music on My Mind
065 Bernard Pfeiffer
- La Vie en Rose
066 Raymond Fol
- Les 4 Saisons
067 René Urtréger
- Joue Bud Powell
068 Lionel Hampton
- Mai 1956
069 Art Blakey
- 1958 Paris Olympia (live)
070 Le Jazz Groupe de Paris
- Joue André Hodeir

071 Gainsbourg & Goaraguer/Hodeir/Humair Soultette
- Jazz & Cinéma Vol. 3
072 Don Byas/Tyree Glenn/Howard McGhee sextet/James Moody Quintet
- Bebop
073 Lucky Thompson
- With Dave Pochonet All Stars
074 Alain Goraguer
- Go-Go-Goraguer
075 Earl Hines
- In Paris
076 Michel de Villers/Claude Bolling
- Danse à Saint-Germain-des-Prés
077 Lester Young
- Le dernier message
078 Don Byas
- En ce Temps-Là
079 Stan Getz Quartet
- In Paris (live)
080 Henri Criolla
- Begin the Beguine

081 Elek Bacsik
- Nuages
082 Stéphane Grappelli/Stuff Smith
- Stuff and Steff
083 Sarah Vaughan
- Vaughan & Violins
084 Dizzy Gillespie
- Dizzy Gillespie & his Operatic Strings Orchestra
085 Bobby Jaspar
- Jeux de Quartes
086 Gerard Badini
- The Swing Machine
087 Stéphane Grappelli
- Django
088 Gus Viseur
- De Clinchy à Broadway
089 Henri Crolla
- Quand Refleuriront les Lilas Blancs?
090 Django Reinhard
- Nuit de Saint-Germain-des-Prés

091 Django Reinhard
- Nuages
092 Jack Diéval
- Jazz au Champs-Elysées
093 Bernard Pfeiffer
- Plays Standards
094 Blossom Dearie/Les Blue Stars
- The Pianist
- Les Blue Stars
095 Sammy Price/Price & Doc Cheatham
- Play George Gershwin
096 Max Roach
- Parisian Sketches
097 André Hodeir
- Jazz et Jazz
098 Wetzel/Gorageur/de Villers/Solal
- Jazz & Cinéma Vol. 4
099 Wilson/Chittison/Polo Trio/Charlie Lewis
- Harlem Piano in Montmartre
100 Various:
- Jazz sous L'Occupation

101 Joe Newman/Cootie Williams
- Jazz at Midnight
102 Django Reinhardt
- Place de Brouckère

103 Buck Clayton (with Hal Singer)
- Buck Clayton and Friends
104 Kid Ory
- At the Théatre des Champs-Elysées
105 Sonny Stitt
- Sits In with the Oscar Peterson Trio
106 Guy Lafitte
- Blues
107 Stan Getz/Michel Legrand
- Communications '72
108 Sammy Price
- Good Paree
109 George Wein
- Midnight Concert at the Olympia
110 Raymond Fol
- Echoes of Harlem
111 Maurice Vander
- Piano Jazz
112 Henri Crolla/Hubert Rostang/André Hodeir
- Jazz et Cinéma Volume Vol. 5


Álbuns duplos:
001 Sacha Distel: Jazz Guitarist
002 Bill Coleman: The Complete Philips Recordings
003 Jean Claude Fohrenbach: Fohrenbach French Sound

Álbuns triplos:
001 Jazz in Paris: Champs-Elysées (1917-1949)
002 Jazz in Paris: Montmatre (1924-1939)
003 Jazz in Paris: Saint-Germain-des-Prés (1946 - 1956)
004 Jazz in Paris: Rive Gauche, Rive Droite (1956-1959)

Coletânea "Best of": publicada em 2006, contém 5 cd's com as 100 'melhores' faixas da coleção.

Outros itens:

001 10-in LP 'Cool Jazz A Saint-Germain des Prés'
(tracks by Armand Migiani and Michel de Villers).
Limited Edition Release, December 2005.
002 Jazz in Paris Remixed, DVD
003 Jazz in Paris: Sampler (980-691-8).
Includes catalog presenting issues 1-102 plus the Sacha Distel "out of series" reissue.