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31/10/14

Jazzradio

11/06/13

BMW Jazz Festival: Pat Metheny no palco do Vivo Rio


A última noite da terceira edição do BMW Jazz Festival contou com uma das apresentações mais esperadas pelos amantes do gênero musical: Pat Metheny Unity Band. O guitarrista americano é um ícone da safra de novos músicos, ou contemporâneos, como preferem dizer os experts. 
O músico se apresentou com a Unity Band, quarteto integrado por Chris PotterBen Williams e Antonio Sanchez. Pat Metheny leva o público ao delírio com suas improvisações, que já viraram marca registrada. Não é a toa que tem na estante de sua casa prêmios como Melhor Guitarrista, incluindo três discos de ouro por Still Life Talking, Letter from Home e Secret Story, além de 20 Grammy. Um luxo!
A safra do jazz contemporâneo comemora a chegada ao Brasil da terceira edição do BMW Jazz Festival, encontro de grandes nomes desta arte com o público brasileiro. Fomos ao Vivo Rio, na noite de sábado (8) conferir a apresentação de Esperanza Spalding, lançando seu Radio Music Society, e James Farm.
Esperanza Spalding toca um instrumento, o contrabaixo, que raramente é executado por mulheres. Aos 28 anos, ela tem no currículo três prêmios Grammy. Começou a carreira integrando a orquestra comunitária The Chamber Music Society of Oregon, de Portland, onde nasceu. Tinha apenas 15 anos e já demonstrava a paixão por gêneros como o blues, o funk e o hip hop. Para vocês terem uma ideia, com apenas 20 anos já era professora daBerklee College of Music, em Boston. Encantou os cariocas dominando o contrabaixo acústico e o elétrico.
Bonita também foi a apresentação do quarteto James Farm, formado em 2009 e integrado por Joshua Redman, ao saxofone, Aaron Parks (piano), Matt Penman, no contrabaixo e Eric Harland, na bateria. Segundo os especialistas do gênero, o quarteto tem por característica uma abordagem vanguardista e repleta de improvisações. 
A coluna acompanhou a segunda noite do BMW JazzFestival, no Vivo Rio. E foi a vez de Joe Lovano & Dave Douglas (saxofone e trompete) unirem forças para mostrar o poder do jazz contemporâneo. Foi a vez também de Brad Mehldau e seu piano já considerado referência.
O Quintet Sound Prints de Joe Lovano & Dave Douglas foi preparado com exclusividade para esta vinda ao Brasil. O saxofonista Joe e o trompetista Dave tem feito uma dobradinha  em gravações, como Fascination: Edition Two e Stolas, com uma ode aos mestres do jazz tradicional do passado.
Ficamos sabendo que, em 2008, quando estavam na S.F. Jazz Collective fizeram uma homenagem a Wayne Shorter, que tanto inspira o quinteto, integrado ainda pelo pianista Lawrence Fields, a baixista Linda Oh e o baterista Joey Baron
O Brad Mehldau trio leva a chancela de um pianista que está colhendo os belos frutos do seu trabalho mundo afora. Para o BMW Jazz Festival, ele trouxe o seu trio completado pelo baixista Larry Grenadier e o baterista Jeff Ballard.
Em tempo: suas músicas foram tema de filmes como De olhos bem abertos, de Stanley Kubrick, e O hotel de Um Milhão de Dólares, de Wim Wenders
Fonte: JB (Heloísa Tolipan)

27/02/13

Milton Nascimento e Herbie Hancock




Unesco junta Milton Nascimento e Herbie Hancock para celebrar o Jazz - Istambul será o centro das comemorações do Dia Internacional do Jazz 2013.

Unesco promove shows e um programa educacional com envolvimento de dezenas de estrelas internacionais.

O embaixador da Boa Vontade para o Diálogo Intercultural, Herbie Hancock, é a figura de cartaz do Dia Internacional do Jazz, marcado para 30 de abril.
As comemorações terão como centro a cidade turca de Istambul. Participa do evento também o cantor Milton Nascimento além de outras estrelas como o sul-africano Hugh Masekela, o cantor americano Al-Jarreau e o japonês, Keiko Matsui. O Dia Internacional do Jazz acontece no pátio exterior do Palácio de Topkapi.

Forma de Comunicação
A data é organizado pela Unesco. Este é o segundo ano após o lançamento com um show na Assembleia Geral, em 2012. O objetivo é celebrar as raízes do estilo musical, além de evidenciar o seu papel como forma de comunicação que supera diferenças.
A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que Istambul  é um local ideal para comemorar a ampla influência do estilo.
O concerto do dia 30 de abril será no Museu Hagia Irene, inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. O local é  considerado um tesouro internacional para os amantes do Jazz, devido à sua atmosfera e qualidades acústicas. (Fonte: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York).

Milt Hinton flagra intimidade do jazz

Por quase seis décadas, o baixista Milt Hinton (1910-2000) fotografou as lendas do jazz em poses desprevenidas. "Se um músico quisesse ser retratado para divulgar o seu trabalho, teria de sorrir e fingir que tocava o instrumento", disse Hinton em 1999. "Nunca me interessei por esse tipo de imagem." Ele se propunha a "capturar algo diferente: os jazzistas quando baixam a guarda". 

Em 1959, enquanto acompanhava Billie Holiday em gravações num estúdio de Nova York, o instrumentista retratou o semblante alquebrado da cantora. "Olhando para Billie, podia ver como estava frustrada consigo mesma", relatou. "A qualidade da sua voz se fora e ela sabia disso melhor do que ninguém." Foi a última sessão de Holiday, morta em decorrência de cirrose. Essa imagem integra "Inside Jazz: Photographs by Milt Hinton", exposição em cartaz na Saint Peter's Church. 

Localizada em Manhattan, a igreja luterana adota o jazz em cerimônias e abriga shows gratuitos semanais. Trinta fotos, selecionadas entre cerca de 60 mil, mostram os jazzistas em diferentes situações -na estrada, em casa, no estúdio, em festas, no palco. "Escolhemos as imagens que ele marcava com caneta vermelha", diz David G. Berger, diretor da coleção. "Eram suas preferidas." Hinton era admirado por seu profissionalismo e sua generosidade, segundo Berger, amigo do baixista por mais de 40 anos. "Daí ele ter acesso a cenas tão intimistas."

Em foto de 1941, o músico Cab Calloway presenteia garotos com instrumentos na Flórida


BEM À VONTADE

No livro "Playing the Changes", Hinton conta que, "sendo um músico contratado, podia fotografar à vontade". "Não me lembro de ninguém pedir para que eu parasse."

Tratado como "decano dos baixistas", Hinton ganhou o apelido "O Juiz", pois era o primeiro a chegar ao estúdio e se vestia impecavelmente.

Ele fez sua estreia profissional em 1936, quando foi contratado pelo bandleader Cab Calloway. No ano anterior ganhara de presente uma câmera Argus C3. Uma década e meia depois, parou de atuar com Calloway, considerado "um pai musical".

Um dos primeiros baixistas a solar em uma gravação, Hinton tocou com inúmeros mitos do jazz: Louis Armstrong, Duke Ellington, Benny Goodman, Dizzy Gillespie, Count Basie, Ella Fitzgerald. Durante sua carreira calcula ter participado de quase mil discos.

Ele dizia ser humilde a sua função. "Devo ficar feliz em segundo plano, tocando um instrumento que é a base para os outros." Com a mesma discrição, Hinton congelou em imagens os momentos singelos da história do jazz.

INSIDE JAZZ: PHOTOGRAPHS BY MILT HINTON

QUANDO até 4 de março

ONDE Saint Peter's Church, na intersecção da avenida Lexington com a rua 54, Manhattan
QUANTO grátis

(Fonte: FRANCISCO QUINTEIRO PIRES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE NOVA YORK)