20/07/2011
Mulheres tocam jazz na Faixa de Gaza
02/06/2011
Elas também tocam jazz - Tomoko Ohno
17/04/2011
Elas também tocam jazz - Lauren Sevian
Sempre atento às raízes do jazz, com especial apreço pelo blues, Mingus inicia sua atribulada carreira de forma humilde, tocando com a turma da velha guarda, entre eles Kid Ory, Barney Bigard e Louis Armstrong. Em seguida, trabalha algum tempo com bandas de rhythm & blues, grava como líder em diversos estilos sob o nome de Baron von Mingus (é aqui que aplica as sovas em Miles), até que retorna à condição de sideman, atuando com músicos como Lionel Hampton, Red Norvo, Tal Farlow, Billy Taylor, Stan Getz, Art Tatum, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Max Roach e Duke Ellington, este último sua primeira inspiração e mais permanente influência.
Em 1956, ano em que grava o álbum Pithecanthropus Erectus, para a Atlantic, Mingus já não é apenas um dos melhores contrabaixistas do jazz: agora é reconhecido como grande líder e compositor. Daí em diante, produzirá algumas das gravações mais importantes da história do jazz, até ser acometido por uma doença terrível, a esclerose lateral amiotrófica, que o impede de tocar seu instrumento e o leva à cadeira de rodas até sua morte, em 1979.
A paixão que sua música despertava, e ainda desperta, já era compartilhada por músicos como Eric Dolphy, Jackie McLean, J.R. Monterose, Jimmy Knepper, Roland Kirk, Booker Ervin, John Handy, Dannie Richmond, Jack Walrath, Don Pullen, George Adams e muitos outros instrumentistas que tiveram o privilégio de trabalhar sob seu comando. Tal paixão foi preservada com a criação, logo após sua morte, da banda Mingus Dynasty que, em 1991, foi ampliada e passou a se denominar Mingus Big Band, agrupamento que ao longo dos anos tem acolhido alguns dos melhores instrumentistas de jazz da atualidade, todos dispostos a manter viva a música do mestre.
Sob a direção artística de Sue Mingus, a banda formada por 14 integrantes tem celebrado a música de Mingus semanalmente em clubes de New York, desde 1991, e atualmente apresenta-se no Jazz Standard. Além de excursionar por todo os EUA, já gravou 10 discos, 7 dos quais indicados ao Grammy. A seguir, os atuais componentes da banda:
Trompetistas: Randy Brecker, Earl Gardner, Alex Sipiagin, Lew Soloff, Tatum Greenblatt, Ryan Kisor, Kenny Rampton, Jack Walrath, Sean Jones;
Trombonistas: Conrad Herwig, Andy Hunter, Ku-umba Frank Lacy, Earl McIntyre, Dave Taylor, Robin Eubanks, Joe Fiedler, Clark Gayton;
Saxofonistas: Vincent Herring, Seamus Blake, Abraham Burton, Wayne Escoffery, Donny McCaslin, Mark Gross, Craig Handy, Scott Robinson, Jason Marshall, Lauren Sevian, Jaleel Shaw, Steve Slagle, Ronnie Cuber, David Lee Jones;
Pianistas: Orrin Evans, David Kikoski, Helen Sung, George Colligan, Kenny Drew Jr.;
Contrabaixistas: Boris Kozlov, Hans Glawischnig, Andy McKee, Joe Martin, Ugonna Okegwo, Dwayne Burno e
Bateristas: Donald Edwards, Gene Jackson, Victor Lewis, Jeff "Tain" Watts, Adam Cruz.
O leitor mais atento certamente encontrará na lista acima a saxofonista barítono Lauren Sevian, cuja idade não é revelada em seu site nem em qualquer outra fonte a que tive acesso. Sabemos apenas que é loura, tem olhos azuis e gosta dos saxofones Buffet-Crampon e das palhetas Rico. Além disso, começa a trabalhar profissionalmente aos 12 anos, primeiro como pianista, depois saxofonista. Aos 16, vence a competição Count Basie Invitational. Aos 17, já havia se apresentado em casas consagradas, entre elas Carnegie Hall, Lincoln Center e Village Vanguard.
Em 1997, Lauren parte para New York, ingressando na prestigiada Manhattan School of Music, onde tem a oportunidade de estudar com Mark Turner, Donny McCaslin, Steve Slagle, Joe Temperley e Mike Abene. Além de integrar a Mingus Big Band, Lauren mantém dois quartetos: o LSQ (sax, piano, baixo e bateria) e o Eb Quartet (sax barítono, sax alto, baixo e bateria), com os quais tem se apresentado regularmente em clubes como Kitano, Smoke, Jazz Gallery e Fat Cat. Lauren atua também em diversas outras bandas e colabora com uma infinidade de outros músicos, como Travis Sullivan's Bjorkestra, Todd Londagin Big Band, Rachel Z, Oliver Lake’s Big Band, Harlem Renaissance Orchestra, Benny Goodman Tribute Orchestra, Steve Slagle's Sax Quartet, Blue #9 e muitos outros.
Para os amigos, além da foto abaixo, deixo as faixas Not So Softly, do seu álbum Blueprint, gravado em 2008 para o selo Inner Circle, e Birdcalls, do álbum Mingus Big Band Live at Jazz Standard, gravado em 2010. Notem que o pequeno escorregão da moça no primeiro solo de Birdcalls não lhe retira os méritos nem lhe impedirá de tornar-se uma grande solista em breve.
02/04/2011
JAM - Jazz Appreciation Month – 10th Anniversary
06/02/2011
Elas também tocam jazz - Beegie Adair
10/01/2011
Elas também tocam jazz - Lina Allemano
Seu domínio absoluto do instrumento e sua criatividade têm fornecido as bases para suas pesquisas jazzísticas, cujos resultados podem ser encontrados em seus diversos álbuns, repletos de influências que vão desde o mais puro Hard Bop até as mais audaciosas investigações rítmicas e harmônicas, totalmente isentas de preconceitos e limitações. Ao que tudo indica, somente o bom gosto não pode faltar em sua música. Para os amigos deixo a faixa Concentric, retirada do álbum homônimo, gravado em 2003 para a Lumo Records. Com Lina estão David Occhipinti (g), Andrew Downing (b) e Anthony Michelli (d).
11/09/2010
Elas também tocam jazz: Amina Figarova
28/02/2010
Elas também tocam jazz - Dorothy Ashby


27/01/2010
Elas também tocam jazz - Toshiko Akiyoshi

31/10/2009
Elas também tocam jazz: Melba Liston

03/10/2009
Elas também tocam jazz - Valaida Snow

30/08/2009
Elas também tocam jazz - Gunhild Carling

A Carling Family, de Gothenburg, começa a se apresentar em 1982, liderada pelo pai de Gunhild, Hans ‘Cooling’ Carling, cornetista de jazz que já havia trabalhado com gente como Albert Niccolas, Dexter Gordon, Edmond Hall e Lars Gullin. Sua mãe, Aina, violinista clássica, tratou de aprender por conta própria o banjo. O irmão mais velho, Max, era responsável pelo clarinete, a irmã Gerd pelo piano, Gunhild pelo trombone e Ulf, o irmão caçula, pela bateria. Sua primeira apresentação foi no Swing Inn, em Malmö, para depois seguirem em turnê pela Polônia. O que os mantinham juntos? O amor comum pelo jazz de New Orleans e por músicos como Louis Armstrong, King Oliver, Johnny Dodds e Jelly Roll Morton. Em 1984 lançam seu primeiro álbum, I've lost my heart in Dixieland, pelo selo Phontastic e, no ano seguinte, apresentam-se em diversos programas da televisão sueca e de outros países, como Nygammalt, Affären Ramel, Café Sundsvall e Vi i femman. Ao mesmo tempo, realizam diversos shows em clubes e festivais, como Molde (Noruega), Zlota Tarka (Varsóvia), Askersund, Skeppsholmen e Oslo. O segundo álbum é lançado em 1986 pela mesma Phontastic e a Carling Family passa a adicionar ao seu repertório temas do Swing e do Harlem, agora com Gunhild tocando trompete e cantando ao estilo de Billie Holiday. Na década de 1990, as turnês se multiplicam, e a família se apresenta na Escócia, França, Inglaterra, Polônia, Hungria, Alemanha, País de Gales, Dinamarca e Noruega. Com o tempo, Gunhild e seus irmãos aperfeiçoam-se em diversos instrumentos: Max passa a tocar clarinete, violino e saxofone tenor; Gerd, vibrafone, saxofone alto, trombone e piano; Gunhild, trombone, trompete, gaita, flauta, além do canto e sapateado. Em 1998, Gunhild inicia suas apresentações individuais e, em 2001, muda-se para Lund, atuando em diversas bandas, tocando semanalmente no John Bull Pub e lançando o álbum That’s My Desire, pela Hep Town Records. Em 2003, aparece como solista na Papa Bue and his Viking Jazzband, além de trabalhar com Arne Domnerus, Jan Lundgren, Lars Erstrand, Eddie Davies, Claes Crona e Svante Thuresson. Ainda nesse ano, lança seu primeiro álbum solo, Red Hot Jam, pela Music Mecca. Em 2004, volta a gravar com a Carling Family, apresentando-se em diversas cidades, inclusive New York, e atua com a Count Basie Orchestra. Para os amigos, fica a faixa That’s My Home , com a Carling Family, retirada do álbum Hot Jazz, gravado em 2008 para a Hep Town Records. Quem resiste?
31/07/2009
Elas também tocam jazz: Hiromi Uehara

09/06/2009
Elas também tocam jazz - Saskia Laroo

Mas em 1979, com o auxílio das Organizações Tabajara, todos os seus problemas e temores desaparecem, tornando-se uma instrumentista respeitada em diversos contextos, desde o dixieland até o nu jazz, passando obviamente pelo mainstream jazz. Como toda inteligente e bela holandesa, Saskia abre-se facilmente às mais extravagantes experiências musicais, desde a dance music, o reggae, a salsa ou o hip-hop, integrando elementos diversos naquilo que se tem denominado nos becos de “swingin’ body music”. A partir de 1995 Saskia já adquire voz identificável, passando a liderar seus próprios conjuntos. Naquilo que nos afeta mais gravemente, o jazz, seus álbuns mais significativos são Sunset Eyes, gravado em 1998 com a participação do mestre Teddy Edwards (ts), e Jazzkia, gravado em 1999. Se não podem ser considerados clássicos do jazz atual, certamente constituem certidão de competência no contexto complexo do idioma bop. Para os amigos fica a faixa Spin , de sua autoria, com Albert Sarko (p), Jos Machtel (b) e Martin van Duynhoven (d).
24/05/2009
Elas também tocam jazz - Hélène Labarrière
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07/04/2009
Elas também tocam jazz


Na contracapa, à guisa de publicidade, consta o excerto da International Record Review: "The leader in its field. If you own only one book on jazz, it really should be this one." Exagero, por certo. Ainda prefiro o All Music Guide to Jazz por uma série de motivos. Um deles é que, também na contracapa do Penguin, consta "Artist biographies", o que só pode ser considerado o mais puro humor britânico quando lemos, por exemplo, a pequeníssima biografia de Froy Aagre: "Talented Norwegian, whose main outlet is the group Offbeat." ou a minúscula biografia de Kris Bauman: "New Yorker with ambition." ou a de Carolyn Hume: "Limpid minimalist." As biografias do All Music são muito mais honestas e consistentes. Outro motivo seria a ausência do guitarrista Eddie Duran e muitos outros músicos e álbuns, todos constantes do All Music Guide to Jazz, tomo que se caracteriza por quase esgotar as gravações existentes de cada artista. Mas o Penguin tem lá seus méritos e, para mim, o principal deles é a alta qualidade dos inteligentes e por vezes divertidos comentários dos álbuns que apresenta. Recomendo como terceira compra, depois do The New Grove Dictionary of Jazz, disponível em um ou três volumes.
E deixem minhas encomendas chegarem em paz!
30/03/2009
Jazzwomen

A entrevista integral com Marian faz parte (páginas 231 a 251) do excelente livro Jazzwomen: conversations with twenty-one musicians, Indiana University Press, 2004, de Wayne Enstice e Janis Stockhouse. Pequenas biografias servem de introdução às interessantes conversas com Jane Ira Bloom, JoAnne Brackeen, Clora Bryant, Terri Lyne Carrington, Regina Carter, Marilyn Crispell, Barabara Dennerlein, Dottie Dodgion, Shirley Horn, Ingrid Jansen, Sheila Jordan, Diana Krall, Abbey Lincoln, Marian McPartland, Helen Merrill, Maria Schneider, Shirley Scott, Carol Sloane, Teri Thornton e Cassandra Wilson. Como se não bastasse, um cd com dez faixas acompanha o livro. É também com Marian que ficamos sabendo de uma sessão de gravação que realizou em 1977 para o selo Halcyon. O nome do álbum é Now's The Time e conta somente com mulheres: Marian ao piano, Vi Redd (as), Mary Osborne (g), Lynn Milano (b) e Dottie Dodgion (d). Para os amigos fica a faixa Of Love .
23/03/2009
You Don't Know Her

18/03/2009
Elas também tocam jazz - Tânia Maria

11/03/2009
Wash Day

