11/05/2006

Booker on the table


Depois de ler o documentário sobre a média de café com jazz servida na residência do colunável André, sendo eu um cara arredio ao flash, concluo que Providência impediu-me de ir ao encontro. Se alguns membros não tivessem insistido (poderia haver aí alguma sabotagem) para que o evento ocorresse justamente no horário em que me dedico ao magistério, eu teria levado o disco que agora ouço (isso, pelo jeito, atrapalharia a comilança) para uma avaliação abalizada (entre uma rosquinha e outra) dos apreciadores do jazz: Tex Book Tenor, do grande saxofonista Booker Ervin. Ele divide o estúdio com Woody Shaw (t), Kenny Barron (p), Jan Arnet (b) e Bill Higgins (d). O som foi gravado em '68 e tem o tamanho ideal: aproximadamente trinta e sete minutos. São cinco faixas com sonoridade que pode nos lembrar algo de Coltrane (quem escapou da influência dele?). A faixa com linguagem mais acessível, para esse ouvinte, é Lynn's tune: o trompete de Woody Shaw abre a sessão de solos com delicadeza e entrega para Barron que, mantendo o pique, passa para Ervin arrematar com seu sax de sonoridade mais agreste. O contraste, no caso, é bem vindo. A sessão termina como deve terminar qualquer show que se preze: com uma pedreira: em 204, Ervin mostra toda a força que o destaca no Olimpo jazzístico. Estamos aí.

2 comentários:

Pulua Blow disse...

Nem é preciso dizer: mp3 nele.

Valeu.

Lumbriga disse...

Esse eu não tenho.

Que inveja ...