28/09/2006

O que seria dos normais sem os loucos?

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Bud Powell até que viveu muito tempo quando comparado a outros gênios loucos do jazz: 42 anos. Aprendeu piano clássico quando criança, passando a tocar jazz por volta dos 16 anos, em New York. Na década de 1940 era figura constante no Minton’s Playhouse, o famoso clube de jazz que serviu de manjedoura para o bebop. Foi ali que ele ouviu Thelonious Monk, Charlie Parker e Dizzy Gillespie e suas inovações harmônicas. Mesmo sendo preso e internado várias vezes, além de submetido à saudáveis sessões de eletro-choque, Bud conseguiu desenvolver um estilo todo próprio e que serviria de modelo incontestável para os demais pianistas do bebop. Entendo que ele e Thelonious continuam sendo, mesmo após ter ouvido mais de 5.000 álbuns, os dois maiores pianistas do jazz. Art Tatum e Bill Evans que me perdoem. Sensibilidade, técnica e emoção nas doses exatas, sem floreios enjoativos ou exibição gratuita. Tudo em Bud era perfeito, inclusive a velocidade descomunal de sua mão direita, utilizada com aquela sensibilidade que somente os gênios completamente loucos possuem. Logo acima, no Gramophone Jazzseen, deixo duas faixas de um álbum muito especial para mim: Bud Powell: A Portrait Of Thelonious. Quer mais o que?

4 comentários:

waltel disse...

Grande Bud!

Salsa disse...

Muito, muito, muito bom!

augusto carlos disse...

Beleza de piano!

Bia disse...

Sem os loucos a vida seria muito louca.