27/12/2006

Wind & Soul


Há alguns dias atrás, Lester, ao comentar sobre o acid jazz, apresentou-nos um disco cujo saxofonista era o Houston Person em sopro e alma. Logo depois, ao comentar sobre o cara com Garibaldi, ele me arranjou um disco do tenorista e, com seu jeitão nem sempre sutil, mas honesto, Garibaldi me disse: "ouve e aprende". O disco - Now's the time - foi gravado com uma formação que exige bastante dos músicos: baixo e sax. O sopro sempre límpido de Person, mais o seu fraseado sem senões, casou muito bem com performance precisa do outro membro da dupla: o antológico Ron Carter. Esse disco também foi lançado numa pequena caixa com dois cds: The complete Houston Person and Ron Carter Muse sessions. Enquanto vocês não arranjam suas cópias, eu deixarei duas faixas no Gramophone by Salsa para avaliação.

12 comentários:

olney disse...

oi Salsa, essa dupla deve ser interessante...
ps: a "encomenda" já chegou, obrigado!

Salsa disse...

Gostou?

John Lester disse...

Isso mesmo Mr. Salsa. Ouve, aprende e vê se arranja logo uma cópia pra gente tbm!!!

Guzz disse...

que beleza, formação atípica e 2 gigantes - obrigatório !
já vou procurar o meu exemplar

Fernando Achiamé disse...

Salsa
Garibaldi é sistemático, mas quase sempre acerta em suas impressões.
Estas faixas são do cacete! Somente possso compará-las com baba-de-moça, um dos meus doces preferidos. São dois ingredientes apenas, mas de alto efeito, o tenor é a gema e o baixo o leite de coco que misturados com a calda de açúcar (o tema musical)e uma pitada de baunilha (o swing dos caras)produz resultado marcante. Ouvi primeiro "Now's the Time", mas achando que tinha gostado por influência do tema, também ouvi a outra faixa que não conhecia e confirmei - pura baba-de-moça. E o resto do CD? Como consegui-lo? Deve ser ouvido aos poucos, porque até doce demais enjoa.
É por essas e outras que digo e repito - se Garibaldi não existisse, tinha que ser inventado.

Salsa disse...

Tens razão, Ahmad. Os discos são bonitos, mas ouvir os dois de uma vez pode se tornar cansativo. Eu mando cinco estrelas, sem grilo.

Salsa disse...

PS: o comentário é no sentido de você apreciar bem cada uma das faixas. Ouça, observe o fraseado e como os dois se unem no som, e depois ouça outra faixa. Cada uma delas tem um encanto particular.

João Luiz disse...

Garibaldi é um dos maiores conhecedores de jazz, e não faz concessões a misturas ou experimentos expurios : é 8 ou 80.Ainda bem que ele, ao apagar das luzes, apresentou este Houston Person & Ron Carter ao Mr Salsa, pois já não aguentava mais os tais Toshinori "Kondominio", Nils Petter "Movelar", Big John Patton e outros "acidos"intragaveis.
Aprendam sr Salsa e sr Lester.

Garibaldi Magalhães disse...

Já estão usando meu nome nesse blog como se usa o nome do Outro, protagonista da famosa expressão: Como diz o Outro.

Pois o autor espanhol Quevedo encontrou uma vez esse tal de Outro, que vive puto com a apropriação do seu nome e insistiu em fazer um desmentido: nunca disse nada que todo mundo diz que ele, o Outro, disse.

Predador disse...

Garibaldi acertou na mosca. Existem pessoas sem caráter que usam descaradamente o nome ou pseudonimo de outrem sem a menor cerimonia, querendo aparecer e tumultuar as coisas. Foi por este motivo que me abstive de participar mais a miúde deste site

Big Boy disse...

Volta para casa, bicho! Seus amigos estão te esperando, sua namorada não pára de chorar e seu cachorrinho já está deprimido. Vooolta, Bicho!

Marcos Henrique disse...

Realmente o sopro do Houston Person é dos melhores doces que já provei, com direito a pós sobremesas mil. Quando ouvi pela primeira vez (foi no disco Orfeu do Ron Carter - aliás outra pérola obrigatória, quase profilática, para desobstruir nossos ouvidos das nossas audições menos nobres) foi de um impacto incomparável (só senti isso quando ouvi Jim Hall, Paul Desmond ou Chet Baker). Comprei vários discos pela Amazon e recuperei quase toda a discografia pelo Lecto-ru e outros generosos, até porque a produção em vinil ainda não retornou às prateleiras. Sugiro Blue Velvet e, de forma mais insistente, The Art and Soul of Houston Person - são três CDs para degustação prolongada. Jazz puríssimo.