24/12/2007

Jazz en Chile: Martin Joseph

Em resenha anterior já tivemos oportunidade de relatar como são agradáveis as calçadas de Santiago e bonachões seus cachorros de rua, deixando no ar aquela impressão de que, no Chile, a distância entre o jardim e a praça não é tão abissal como em certos países latinos: quem sabe um dia o brasileiro cuide de sua praça como se fosse seu jardim. Mesmo à noite, quando a lua bem cheia ilumina com algum êxito a poluída capital chilena – sim, Santiago fica num vale tão poluído que raras vezes conseguimos vislumbrar os cumes cobertos de neve da cordilheira, embora as águas do rio Mapocho, que corta veloz a cidade descendo dos Andes, devam seu caudaloso perfil ao gelo derretido por lá – ainda assim, a tranqüilidade nas ruas permanece um mistério bom que convida qualquer casal a longas caminhadas de mãos dadas pelo simpático bairro de Bellavista, onde se encontra, além de ruelas floridas e bons restaurantes, um bom número de clubes de jazz. Depois de um suculento filé regado a um El Principal 2001, foi acender o cigarro e perseguir o local anotado num pedaço de papel: Thelonious Lugar de Jazz, um club gentilmente recomendado pelo amigo Roberto Barahona, diretor do excelente site chileno Puro Jazz. Caminhando de mãos dadas com minha namorada, ouvimos jazz saindo de algum lugar indefinido. Seguindo o som, chegamos a um local denominado Sala SCD, uma espécie estranha de teatro, sem porteiro, sem bilheteria, sem pessoas. Entramos e, sempre seguindo o som, empurramos uma porta pesada, daquelas com grandes maçanetas horizontais utilizadas em cinemas. Foi assim que nos deparamos com um pequeno teatro, quase vazio – havia mais gente tocando no palco do que ouvindo na platéia. Sentamos em silêncio e conseguimos apreciar o final de um apaixonado solo de sax tenor, moderno, dilacerado, com um quê de John Coltrane. Foi o último número da noite. O saxofonista, Augustín Moya Eyzaguirre, era um convidado do trio chileno Sin Filtro, formado por Gastón Apablaza Ochsenius (g), Andrés Landón Vío (b) e Julio Denis Farias (b).
Mais tarde, no palco e no camarim, tivemos a oportunidade de conversar com os jovens músicos, todos universitários. Haviam acabado de lançar o primeiro álbum, Mercenario, uma proposta musicalmente convincente e bastante representativa do jazz mais atual feito no Chile. Depois de nos despedirmos dos simpáticos integrantes do Sin Filtro, prosseguimos na doce jornada em busca do bar Thelonious Lugar de Jazz. Foi num entroncamento de três ruas mal iluminadas por um antigo poste que identificamos a Rua Bombero Núñez, 336. Após tocar por algum tempo a inusitada campainha, fomos atendidos por uma jovem sonolenta que se limitou a apontar para uma estreita porta ao lado. O Thelonious Lugar de Jazz havia se instalado em outro número, na mesma rua. Ainda do lado de fora, percebi que algo diferente ocorria naquele lugar: pensei ouvir um trio – piano, baixo e bateria – tocando Blue Chopsticks, de Herbie Nichols. Claro que ouvir alguém tocando Herbie seria improvável em qualquer cidade do mundo, quanto mais numa latino-americana, exceto em Vitória, onde Mr. Salsa faz questão de homenagear o velho mestre do piano. Entramos e, de fato, pudemos perceber uma série de livros dispostos em estantes altíssimas, completamente fora de acesso das mãos. Pelos meus cálculos, nem pulando muito alcançaríamos sequer um daqueles vistosos tomos de jazz. Procurei por alguma escada próxima ou alguma espécie de banco que pudesse levar o consulente até as obras dispostas nas prateleiras. Nada. Após alguns minutos aturdido pela visão incômoda de uma biblioteca inacessível de um lado e a audição de Herbie Nichols que rolava solto do outro, sentamos bem instalados numa das muitas mesas disponíveis. No balcão do bar, figuras estranhas trançavam as pernas finas umas nas outras, soltando tranqüilas a densa fumaça de seus cigarros. Estou no lugar certo, pensei. Imediatamente uma solícita garçonete nos atendeu sorridente, trazendo rapidamente algumas garrafas da excelente cerveja chilena. Instalado, pude observar melhor o compenetrado trio fazendo jazz num palco amplo, perfeitamente integrado ao arejado espaço do bar, com seu pé direito generoso e janelas discretas. Nas paredes, quadros de grandes mestres em preto e branco realçavam o colorido clube. No bar, bebidas variadas. No piano, Martin Joseph, músico responsável por um dos melhores shows de jazz a que já tive o privilégio de assistir. Através de minha estratégica situação geográfica, podia observar de perto não apenas as mãos de Martin, como também suas curiosas partituras, escritas a mão, repletas de rabiscos e anotações personalíssimas que, por conseguinte, restaram indecifráveis.
Mas os temas denunciavam Martin: Monk, Mingus, Coltrane, Parker, Gershwin. Como que frutos dessa mistura de influências, Martin apresentou algumas composições próprias que, sem exagero, não deixavam nada a desejar às melhores composições do estilo que poderíamos denominar de neo-bop, quer em inspiração, quer em originalidade, quer na qualidade dos arranjos, também seus. Ao final do primeiro set, não pude me conter e fui cumprimentar o pianista. Ao invés do formal boa noite, Martin ofertou um sorriso tranqüilo e receptivo, seguido de um olhar sereno, como que reconhecendo diante de si outro amante sincero do jazz. A identificação foi imediata e recíproca e, a conversa, interrompida apenas porque o show precisava continuar. Mais tarde, depois do segundo e último set, resolvi não cansar o pianista que, compreendendo minha opção, fez um convite que me emocionou: visitá-lo em sua casa e, como se não bastasse, receber alguns álbuns de sua autoria. Convite feito, convite aceito. A residência de Martin ficava próxima ao bairro de Las Condes, um pouco adiante do centro artesanal de Los Dominicos, num aprazível condomínio de casas. Fomos recebidos com carinho e atenção pelo músico e sua adorável esposa. Na saída, carregava alegre dois álbuns de Martin: More Light: Suite in 13 tones, gravado em 1995 e Mystery Box, em 1997. O primeiro álbum é composto de 1 suíte atonal e 12 suítes em tonalidades distintas, todas para piano solo. Solo em termos, porque as suítes, compostas em Santo Domingo, durante o período em que Martin viveu na República Dominicana (1991-1995), são resultado de um pedido do pintor uruguaio Fernando Varela, que encomendou a Martin algumas pequenas peças para piano que lhe servissem de inspiração para novas telas. Assim, surgiram essas minúsculas pérolas de música contemporânea, resultados nítidos de inspiração, virtuosismo e um profundo conhecimento do jazz. Em alguns momentos, durante a audição do álbum, era como se Thelonious Monk, Lennie Tristano, Claude Debussy e Isaac Albéniz estivessem numa só pessoa, compondo, tocando e improvisando. O outro álbum, Mystery Box, é resultado da enorme capacidade que Martin possui para administrar influências musicais extremamente diversas, sempre as remodelando de acordo com o gênero musical que mais lhe agrada: o jazz. E não se trata de um determinado estilo de jazz, específico e estático, mas o jazz em sua mais ampla e dinâmica concepção, onde as heranças determinadas pelo blues, pelo stride, pelo new orleans, pelo swing e pelo bebop nunca são esquecidas ou minimizadas. Ao contrário, Martin consegue, em suas composições e interpretações, produzir jazz moderno, complexo e atual sem cair no vazio cerebral e desapaixonado que caracteriza boa parte das obras de jazz de vanguarda. Em Mystery Box, gravado em La Paz durante sua estadia na Bolívia (1995-1996), Martin conta com excelentes músicos latinos: Jonathan Cuenca (tb), Alvaro Montenegro (f, ss, as) e René Saavedra (b), além do japonês Koji Hishimoto (f) e do inglês Chris Egan (ss, ts). Os temas, muitos deles compostos por Martin, desenrolam um painel rico, complexo e saboroso do jazz contemporâneo, painel que, embora nada simples, conserva a beleza e a sedução. As referências a Charles Mingus, John Coltrane e Schoenberg são claras e explícitas, e a humildade do artista é digna de ser citada: “Este é, do meu ponto de vista, um disco de jazz ‘tradicional’. Nele se escutam instrumentos acústicos, que os músicos sabem fazer falar e tocar. O disco inclui improvisação coletiva, além dos solos. Tem, ainda, riffs e um conhecido blues dos anos ’50, assim como música livremente improvisada. Para mim, tudo isso é parte da tradição: aliás, a improvisação livre existe há 30-40 anos, ou quase 50 se consideramos Intuition de Lennie Tristano. O objetivo de fazer coexistir as diversas facetas dessa tradição viva em uma interação criativa e coerente me parece uma boa imagem de onde nos encontramos hoje, e não apenas do ponto de vista musical.” Martin Joseph nasceu em Londres, em 1938, filho de um pianista do swing. Cresceu ouvindo jazz e aprendendo piano clássico. Isso o ajudaria a moldar sua estética musical ampla, livre, curiosa, sedenta por ouvir, compor e tocar a boa música. Pianista reconhecido, compositor respeitado e professor de uma legião de jovens apaixonados pelo jazz, Martin optou pelo nomadismo espiritual e geográfico: em Londres atuou com diversos músicos do jazz e do rock, entre eles John Surman e Ginger Baker. De 1970 a 1988 trabalhou na Itália como pianista, compositor e professor, acompanhando figuras como Albert Nicholas, Buddy Tate, Art Farmer, Dexter Gordon e Steve Lacy. Nesso longo período, grava excelentes álbuns, além de criar e presidir a Scuola Popolari di Musica di Testaccio, repassando seu enciclopédico conhecimento sobre a História e os estilos do jazz. Fazendo as malas como quem troca de camisa, Martin parte para o Peru (1988-1991), depois para a República Dominicana (1991-1995), em seguida para a Bolívia (1995-1996) e, até onde sei, para o Chile, onde tive o privilégio de conhecê-lo e ouvi-lo. Sem dúvida, nessa minha longa jornada em favor do jazz, conheci poucas pessoas como Martin, um ser absolutamente apaixonado pelo jazz. Não poderia ter recebido melhor presente de Natal que aquela noite no Thelonious Lugar de Jazz. Obrigado Martin.

Colours of A Chang...

19 comentários:

F. Grijó disse...

Mais um que se vai.
Oscar Peterson morreu hoje: complicações renais.
Vai se encontrar com Monk, no céu do Jazzigo.
Canadá em luto.

Um Natal menos feliz, JL.
Abraços, mesmo assim.

Anônimo disse...

Oscar Peterson morreu, era o mais conhecido jazzista em atividade no mundo.Não era uma noticia inesperada, encontrava-se severamente doente desde maio.E de certa forma já aguardava essa triste noticia.Amanhã, tentarei escrever algumas palavras e um relato de meu encontro com esse gigante ,em todos os sentidos, do teclado.Bom Natal a todos os visitantes e familiares.Edú

dario disse...

Lester, incrivel essa historia; que musica esta tocando?

mfgdn disse...

Como sempre, ao acordar, liguei o computador, breve olhada nas chamadas das notícias(depois lerei com calma!) entrei no Jazzseen: encontro um verdadeiro presente de Natal, uma bela resenha, onde Mr. Lester, com muita sensibilidade, desenvolve seu dom de (bem) escrever, e escrever sobre aquilo que ama, conhece, estuda, pesquisa e, sobretudo, ouve, e lhe dá muita satisfação. Parabéns, Mister Lester, obrigada por este presente, o melhor, para mim, neste Natal!

mfgdn disse...

Logo em seguida, a visita aos outros blogs, que falam de música e/ou literatura, que visito através do Jazzseen...

John Lester disse...

Prezado Dario, a faixa que toca, Colours of A Changing Sky, foi retirada do álbum Mystery Box.

E, Mr. Grijó, de fato, com a morte de Oscar, é menos um.

Grande abraço, JL.

olney disse...

A enciclopédia Lester está cada vez melhor...

PREDADOR.- disse...

Bela resenha sr.Lester, embora "eduniana". Por falar nele, atenção sr.Edu: Hank Jones e Horace Silver ainda estão vivos e em atividade. São tão conhecidos quanto e têm igual ou maior importância que Oscar Peterson(uma lamentável perda no apagar das luzes de 2007).

Anônimo disse...

Peço licença ao CEO, num breve intervalo de suas lembranças andinas, pra escrever algo sobre Oscar Peterson.Há certo tempo alimentava a idéia de escrever algo sobre ele.Pretendia deslacrar meu dvd Oscar Peterson Trio:The Berlim Concert e usa´-lo como pretexto sobre o mais conhecido artista de jazz em atividade no mundo.Havia recebido noticias desfavoráveis, em minha passagem por NY ,na ultima semana de junho.Uma grande homenagem com grandes pianistas de várias gerações (de Eldar à Hank Jones)tinha sido organizada.No entanto, em razão de sua saúde, não pode estar presente ,ocorrendo a leitura de um comunicado de agradecimento e a apresentação propriamente dita.Depois, no périplo pelos clubes de jazz , aprofundei minhas informações, tomando conhecimento que vivia seus últimos dias.Ontem, deu-se o desfecho.Durante minha vida de apreciador de jazz,sua figura materializou-se em, conferidos, 42 cds e 4 dvds(incluindo o lacrado Berlim Concert) e na ótima biografia They Will to Swing, de Gene Lees.Um grão de areia em seu universo, avaliando todos os seus registros nos selos Norgran, Clef,Verve,Mercury,MPS,Pablo,Telarc e ,finalmente, na Universal.Tamanha a vastidão de material que ,mesmo quando, no inicio dos anos 90, a finada “Polygram” reuniu numa só holding todos esses selos – a exceção da Telarc- jamais atreveu-se a fazer um “complete” de suas gravações.Não , evidentemente, pela fragilidade artística desses registros,mas pelo volume de cds que seriam necessários acomodar nos “boxes”.Coisa de mais de 50 títulos ,inviabilizando a natureza financeira da operação.Por quatro vezes consegui ver suas apresentações ao vivo.Pela primeira , no inicio dos anos 80, no Lincoln Center, em NY.Herbie Hancock abrirá o espetáculo com seu grupo, depois Oscar ,com seu quarteto e , ao final, os dois, num duo de pianos.Senti, a imensa respeitabilidade q os músicos e ,particularmente, Hancock tinha por ele.Quando numa edição da revista Down Beat ,músicos eminentes foram escolhidos pra homenagearem ,com textos de sua autoria, a figura que mais havia exercido influencia sobre sua carreira, Herbie, abordou Peterson.Em 93, sofreu um AVC que paralisou o lado esquerdo de seu corpo.Tinha 78 anos e uma carreira que o havia posicionado como o mais técnico pianista de jazz surgido após Art Tatum.Num exemplo de superação e com auxilio de uma enfermeira indicada por seu amigo Les Mc Cann, que sofrera o mesmo tipo infortúnio, recuperou-se pra, senão tocar da mesma forma, o que seria praticamente impossível, não fazer feio.Sua ultima passagem pelo Brasil e ,por São Paulo, foi em 98.Fez duas apresentações no Teatro Municipal.Tive a honra de assistir a ambas.Não foram musicalmente brilhantes.Foi a primeira e ultima vez que consegui assistir ao maior baixista de jazz de todos os tempos, Niels Pedersen,e asseverei essa opinião.No pedido de bis da ultima noite, que recusou, foi aplaudido por cerca de dez minutos em cena.Passou pelo palco acenando com um olhar cansado(como um guerreiro que travara sua ultima batalha) e mancando forte no lado esquerdo, seqüela do derrame.Comentei com o amigo que me acompanhava, dera seu ultimo fio de vida na apresentação e ,com certeza, não o veríamos mais.Mas o inesperado aconteceu: dois dias depois,sem saber, tive uma reunião de trabalho no hotel Moffarej Sheraton .Quando fui almoçar, o vi no lobby.A figura imensa que transbordava no summer jacket, transpirando suor por todos os poros, na passagem final dos aplausos, inerte numa cadeira de rodas, cercado por 4 ou 5 pessoas.Alheio, lia um jornal.Sabia que não primava pela simpatia,em razão de seu temperamento forte, e ,num estalo, decidi:fui a livraria do hotel e comprei um livro fotográfico de paisagens amazônicas.Pedi que embrulhassem rapidamente Aproximei-me, depois, de um de seus acompanhantes e solicitei que dessem-lhe a obra ,com os votos de admiração de um fã.Recebeu e me vislumbrou há uns 4 metros.Acenou com a mão pedindo aproximação e indagou se falava inglês.Diante da minha concordância,agradeceu-me de forma polida.Fez um gesto ao assistente, que retirou dois cds de sua pasta ,passando à suas enormes mãos e autografou os discos.Já os possuía, mas fiquei deslumbrado com sua assinatura.Um conjunto de parábolas ornamentadas em traço forte e preciso.Agradeci, apertei sua mão e fui almoçar.Mal conseguia concentrar-me na refeição.Meu presente de natal já havia ganho, mesmo fora da época.Edú

Anônimo disse...

Prezado Predador, sem nenhuma intenção de ofende-lo, acabei de postar um comentário ,nada breve, de Oscar Peterson, somente atendo-me a impressões pessoais.Deu um verdadeiro manuscrito, concordo.Mas Peterson tinha, segundo a biografia que possuo: The Will to Swing, 1,92 cm e 110kg.Portanto, bastante volume e área. Sim, Horace Silver esta vivo,aposentado das gravações e com uma ótima autobiografia, Let's Get to the Nitty Gritty: The Autobiography of Horace Silver.Hank Jones fará 90 anos em 2008.Comemoraremos com bastante alegria essa passagem.Bom ano novo.Edú

John Lester disse...

Prezado Edú, obrigado pelo generoso comentário. E fique sempre tranquilo por aqui: eu adoro ler, principalmente quando o texto é bem escrito e escrito com amor e sinceridade.

Grande abraço e 2008, JL.

Anônimo disse...

JL,sempre ás ordens.Corrigindo: Oscar Peterson tinha 68 anos de idade quando sofreu o acidente vascular cerebral que paralisou o lado esquerdo de seu corpo.Dei dez a mais na aritmética, quando escrevia.Edú

abílio disse...

A faixa é do cacete! demais esse martin, que eu nao conhecia; valeu lester!

Vinyl disse...

Depois de ler seu texto dá até vontade de ir ao Chile. Mas a maré tá difícil. Ultimamente, mal-mal dá para beber o vinho mais chinelo por lá produzido. Valeu o petisco sonoro.

Vinyl disse...

Edú,
Seu comentário sobre Oscar não está longo. Histórias pessoais sempre soam melhor e mais agradáveis. Invejo a sua vivência jazzística.

Anônimo disse...

Ô Vinyl, pega leve.Vc ,com seu Jazzigo,esta ajudando a escrever e preservar essa coisa que nos move e apaixona chamada jazz.Edú

Anônimo disse...

Lester, adorei!!!! Deu uma saudade danada. Bjo.

kevin disse...

Nice post. Thanks.

Gastón. disse...

Lester! Soy Gastón de SinFiltro, gracias por la reseña y nos acordamos aqui con mucha buena onda de ustedes. Ojalá nos visiten de nuevo y podamos invitarlos más tranquilamente. Te dejo el link de SinFiltro por si quieres saber de nosotros. www.myspace.com/sinfiltro y el mio personal también www.myspace.com/gastonapablaza ahi encontrarás los myspace de los demás músicos.

un abrazo para ustedes y mucha suerte en todo, un feliz año 2008,

Gastón.