01/06/2009

Lou Bennett

Lou Bennett nasceu na Philadelphia em 1926 e morreu em Paris em 1997. Antes de passar para o órgão, bólido que dominou como poucos, Lou tocou piano em Baltimore na década de 1940. Sob a poderosa influência de Jimmy Smith, volta a atenção para aquele que viria a ser seu instrumento principal. Na década de 1950 aventura-se com seu trio pela costa leste, trabalhando o bebop com franqueza, mas sem obter sucesso. Em seguida, opta pela Europa, fixando-se em Paris, onde toca no clube Blue Note dessa cidade ao lado dos experientes Jimmy Gourley e Kenny Clarke. Aí grava seus primeiros álbuns como líder, sempre muito bem acompanhado, como comprova a participação de René Thomas em várias ocasiões. Embora volta-se aos EUA apenas uma vez, para apresentar-se no Newport Jazz Festival de 1964, Lou consegue construir uma sólida carreira no velho continente, apresentando-se em diversos festivais e participando de alguns filmes, além de liderar seu quinteto. Para os amigos fica a faixa I Remember Sonny , do álbum Enfin!, gravado em 1963 para a RCA Victor. Com Lou estão René Thomas (g), Gilbert Rovère (b) e Charles Bellonzi (d). Aos que desejarem conhecer um pouco mais o trabalho desse competente organista, bem como da história do órgão no jazz, recomendo uma visita ao site The Hammond Jazz Inventory.

17 comentários:

Salsa disse...

Que coincidência, meu caro. Acabei de postar um disco do Jimmy. E tome organista.

John Lester disse...

Monstruoso álbum.

Obrigado.

JL.

thiago disse...

som nocivo

olmiro muller disse...

Caro Lester

Parabéns por lembrado deste músico pouco divulgado no Brasil. Conheci Lou Bennett através do filme "Le Glaive et la Balance" (Dois São Culpados), filme francês dirigido por André Cayatte, tendo Anthony Perkins com ator principal. Bennett executa vários números de "r&b" num clube noturno de Paris e tem como companheiros exatamente os dois que você citou na resenha: Kenny Clark (bateria) e Jimmy Gourley ( guitarra), mais o francês Jean-Marie Ingrand (contrabaixo).
É uma pena que o Hammond B-3 tenha sido ofuscado pelo surgimento dos keyboards e synthesisers da vida, que fizeram mal ao jazz e não tiveram vida muito longa no rock.

John Lester disse...

Prezado Mr. Muller, grande prazer tê-lo mais uma vez entre nós.

Aguardo seu texto.

Grande abraço, JL.

Érico Cordeiro disse...

Prezados amigos,

Muito bacana o som do Lou Bennett. Não o conhecia, mas não poderia ter sido melhor apresentado. Embora não seja o meu instrumento favorito, não se pode negar que o órgão deu ao jazz uma abordagem e uma sonoridade novas. Abriu as portas para a outros estilos, como a soul music e o funk, dando ao jazz um aspecto digamos "dançante", como somente o swing, em seus heróicos tempos (anos 30/40) foi capaz de proporcionar.
E caras como Jimmy MacGriff, Brother Jack McDuff, Richard Groove Holmes, Jimmy Smith, Larry Young, entre outros (gosto muito das dobradinhas Baby Face Wyllet/Grant Gree e Shirley Scott/Stanley Turrentine) têm discos maravilhosos, que merecem ser conhecidos e/ou revistos (ou reouvidos).
Abraços a todos!

Miguel Ângelo disse...

Caro Amigo,

Fiquei desde logo fascinado com a frase de abertura do seu blog: "Jazz, vinho e livros finos com letras grandes".
Como diz Paul Verlaine "Agora, livro meu, vai, vai para onde o acaso te leve". E é aqui que entra o jazz...

Fantástico blog.

Um grande abraço.

Salsa disse...

Prezado Lester,
pesquei aquela velha saudação em várias línguas para usar lá no meu quintal.
Abraços,

Edinho disse...

Prezado Mr. Lester,
entrei aqui para dizer que não consigo usar o meu dedo direto com a perfeição que você descreve e segundo o Sr. Bond lhe ensinou . Clico e nada. Eu que tinha problemas cm o meu ouvido esquerdo e que no momento estou me tratando com o Dr. Érico "do Brasil de Cima" ,com altas doses de boa música e bons textos , já que o direito você "Homeiopaticamente" vem tratando esse tempo todo muito bem, e que , com certeza , ficaria melhor ainda se pudesse guardar as grandes músicas que coloca nos seus textos sonoros no meu Itunes.
Abraços
Edinho

John Lester disse...

Prezados amigos, obrigado pelas visitas e pelos gentis comentários. O Jazzseen não teria sentido sem vocês.

Mr. Salsa, o Jazzseen é seu, você sabe disso, afinal fomos nós dois que o criamos.

Mr. Edinho, obrigado pela visita e desculpe-me por eventuais em nosso player. Faço o melhor que posso para apresentar algumas faixas aos nosso visitantes.

Grande abraço, JL.

Érico Cordeiro disse...

Mr. Lester,
Postei uma resenha em sua homenagem no JAZZ + BOSSA. Espero que você goste (da homenagem e, sobretudo, do músico sobre o qual falo no post - o do disco, não o que é devorado por piratas somalis canibais... Epa!?!? Piratas somalis canibais? Mas o JAZZ + BOSSA não é um blog de jazz?

Abração!

Daniel Nakamura disse...

Excelente !!! Não conhecia, tb...

Tem sonzinho novo lá no meu sempre desatualizado, BeBlogJazz. Visitem !

http://www.beblogjazz.zip.net

John Lester disse...

Mr. Nakamura, que bom vê-lo novamente. Visitarei sim seu espaço, bem como o de Mr. Cordeiro.

Grande abraço, JL.

bia disse...

delicia...

Kevin disse...

He also recorded in the 1960s with Philip Catherine and Franco Manzecchi. In the 1980s he played in his own quintet with Gerard Badini, among others.

Thanks!

Salsa disse...

Fui lá no blog do Nakamura, mas não tem como a gente deixar comentário.

figbatera disse...

Muito bom o som da rapaziada...
Adoro o duo órgão/guitarra!