24/05/2006

A nossa diva


Leny Andrade é uma cantora que se equipara às grandes intérpretes do jazz. Seu timbre de voz e o swing de suas interpretações, a meu ouvir, a eleva ao patamar Olímpico. Reproduzo aqui a resenha do Gustavo, publicada no www.charutojazz.blogspot.com, sobre o novo lançamento do nosso ícone:

"Gravado em NY há 2 anos, saiu da gaveta mais um trabalho em duo da Leny Andrade com o violonista Romero Lubambo. Lua do Arpoador está sendo lançado no Brasil pelo selo Biscoito Fino. Bom, ouvi e gostei. Primeiramente, porque Romero Lubambo está reinando absoluto no violão improvisado, muitíssimo bem harmonizado e arranjado. E Romero neste formato de duo já deixou sua marca em outros projetos com Mauro Senise, Lica Cecato, Rildo Hora, Cesar Camargo Mariano e a própria Leny Andrade quando lançaram juntos em 1994 o cd Coisa Fina. Leny é a voz da bossa. Seu timbre grave, vigoroso, é sempre uma referência e aqui está em forma absoluta. Alias, Leny é única cantora que tem uma semana reservada anualmente na agenda do Blue Note de NY. Neste novo trabalho, temas como Influência do Jazz (Carlos Lyra), [são interpretados] como disse Leny de uma forma "que você nem imagina", Triste (Jobim) em um andamento mais rápido, Mandingueiro (Aldir Blanc) e Bluesette (Toots Thielemans) fazem o ponto alto do disco em versões contagiantes. Aliás, a versão para Bluesette é um show a parte, Leny esbanjou categoria no vocalise e em todo o trabalho o violão de Romero Lubambo foi a combinação perfeita, não só na base, essencial neste formato de duo, como nos improvisos, simplesmente solo. E Leny Andrade foi muito enfática, "ele toca fogo mesmo", diz ela".
Eu vou correndo atrás de uma cópia.


7 comentários:

Deoclécio disse...

O disco de Lenny cantando as músicas de Cartola é um tótem. O de Romero e Rildo Hora não fica atrás.

Cretino , de Creta. disse...

Nossa Diva é Elizeth Cardoso. Leny é a nossa cantora.

Salsa disse...

É páreo duro. A Leny é mais ousada.

Cretino, de Creta. disse...

Não se trata de Emilinha ou Marlene, polêmica de rádio Nacional, mas o título de Diva, a Divina sempe será da eterna Elizeth. Palavras de Chico Buarque: " Corre a noite, nasce o dia, e a gente nem percebe que ela cantou a mesma canção cem vezes renovada, mil vezes bordada com um carinho artesanal que a civilização, misteriosamente, munca se fartou de consumir".
Agora, Leny, É a nossa Cantora !

Garganta Zero disse...

Acho todo cantor de jazz insuportável, exceto aqueles gordos cantores de blues que já não existem mais. Idem para as cantoras, todas insuportáveis, com a óbvia exceção de Lady Day. Jazz, para mim, é instrumental.

Salsa disse...

Então, tá.

Anônimo disse...

vcs estão cada vez melhores.paraben!s; até o publico infanto-juvenil se encantou c/os muppets...