30/08/2006

Choveu no Grand Slam

No final do mês de janeiro de 2002, o guitarrista Jim Hall reuniu-se com um grupo de músicos jovens (pelo menos para o padrão dos decanos do Clube das Terças) para fazer um sonzinho. Os jovens são Joe Lovano, George Mraz e Lewis Nash (que já estão há algumas boas décadas tocando "pelaí"). O som parece retomar a proposta do Jimmy Giuffre 3, no qual Hall contribuiu com a sua guitarra: isso é facilmente perceptível nas duas faixas iniciais (Slam e Border crossing). Essa última, como o nome sugere, trafega no território pautado por alguma experimentação no campo harmônico, melódico e, principalmente, ritmico (sem novidades, mas me agrada o diálogo entre os instrumentistas - especialmente quando eles valorizam as pausas). Isso continua em Feel free: a rapaziada estava, como se diz, tirando um som e se exibindo pro povo de Cambridge (devia ser aquele público metido a intelectual). Acho, porém, que o trio de Jimmy foi mais eficiente (é aquela estória: no jazz não dá pra repetir a mesma experiência). Acho que Hall estava querendo mostrar aos ouvintes como deveria ter sido o seu encontro com Jimmy (e também com Sonny Rollins, como fica patente em Say hello to calypso), mas, nesse caso, eu prefiro ouvir a gravação original. Por isso, eu não colocarei nenhuma faixa no meu Gramophone.

2 comentários:

alberto disse...

que sacanagem é essa salsa???

poe uma track lá pra gente!!!

Salsa disse...

Pô, eu achei o disco chatinho. Um revival bobo. Mas, diante do apelo, eu tentarei deixar uma faixa (mais tared, porque agora eu vou assistir Victor Biglione).