11/11/2006

...and God made the singers: Anita O'day

Quando a vi pela primeira vez, ela estava num daqueles festivais de jazz da Califórnia no final dos anos cinqüenta. Trajava vestido longo colado ao corpo, que ressaltava ainda mais a sua bela silhueta. O chapéu acetinado, com abas largas compunham a sua aura de elegância. Mas isso só foi a moldura para a sua voz. Anita O'day, tinha uma voz que fazia jus a sua beleza. Quando ela cantou a platéia ficou hipnotizada. Ela, sereia, serena, erguia seus braços delicadamente e com leves gestos com as mãos (encobertas por luvas) parecia conduzir os afetos que deviam turbilhonar a alma de todos, e atraía-os para uma viagem cujo destino só poderia ser alguma ilhota onde todos ficavariam uivando para a lua. Pena que foi num vídeo. Aliás, se alguém quiser vê-la e ouvi-la, visite o site http://www.anitaoday.com/documentary.html. Lá vocês encontrarão vinte minutos de um documentário sobre a musa. Se não tiverem paciência, vocês podem ouvir alguma coisa no Gramophone by Salsa.

6 comentários:

John Lester disse...

No excelente dvd Jazz On A Summer's Day, que trata do Festival de Jazz de Newport de 1958, você também vê e ouve a querida Anita. Para quem pretende comprar um bom dvd desse período áureo do jazz, recomendo sem restrições.

Poeta disse...

Uai, Lester, e a tal aversão às vozes do jazz?

John Lester disse...

Continua valendo para quem não usa chapéu e canta Monk e similares.

Roberto Scardua disse...

To com o Lester. Tem coisas que é melhor a gente ver do que ouvir. Anita era uma delícia de cantora.

Salsa disse...

A menina batia um bolão. Ela está demais no vídeo que Lester mencionou.

Rogério disse...

Ué, Mr. Lester agora gosta de vocal ??!!!Mudou??!!Deve ser fase de garoto.