15/02/2007

Antes que a morte nos separe...

E não é que o digníssimo senador capixaba Gerson Camata quer fazer valer a pena de morte no Brasil? Com o andar da carruagem da justiça brasileira vocês bem podem imaginar quem seriam os executáveis preferenciais. Um articulista de um dos nossos tablóides lembra-nos: "Quando uma jovem da alta classe média paulista – Suzana Richthofen - planejou e participou do assassinato de seus pais, trucidados, enquanto dormiam, a golpes de barras de ferro pelo namorado e o irmão dele, ninguém pediu a pena de morte para a moça. Ao contrário: surgiram comunidades de internautas, dizendo que a amavam. Da mesma forma, quando um índio pataxó foi queimado, enquanto dormia, para o divertimento de rapazes da alta classe média brasiliense, respeitável juíza do Distrito Federal quis desclassificar o crime, a fim de evitar que fossem levados ao tribunal do júri. Algumas das pessoas de bem da capital da República se mobilizaram, a fim de desculpar os assassinos. Eles estavam apenas querendo "brincar" com o índio. Depois se soube que os rapazes estavam sendo privilegiados na prisão: um deles saía para freqüentar o curso universitário e, entre o fim das aulas e o retorno a uma cela especial da penitenciária, tomava cerveja com os amigos". Aguardemos os desdobramentos.

E nós, aqui, entre balas perdidas e com endereço certo, facadas, estupros, desvios de verbas para paraísos fiscais, vamos remando nessa maré ao som de Jimmy Bruno e Bobby Watson, que disparam notas mais rápidos do que uma metralhadora no tema Anthropology, do bom e inesquecível Charlie Parker. A frenética interpretação está no disco Live at Birdland. Você pode ouvir ali no Gramophone by Salsa.

3 comentários:

Anônimo disse...

Maré suja que estraga a nossa esperança....sorte que ainda temos o jazz.

John Lester disse...

Sem comentários...

Guzz disse...

Jimmy Bruno é um escândalo, toca muito !
E no último ano ficou impossibilitado de tocar devido a uma anomalia em sua mão e teve que se submeter a uma cirurgia.
Apesar do susto, felizmente tudo correu bem e já está de volta aos palcos no Cris Café em NY, seu principal palco.

Um verdadeiro guitarrista "de jazz"