25/02/2007

Mr. Swing

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Ok, ele não é um Coleman Hawkins nem um Lester Young, mas, para um francês, até que o sujeito sabe swingar. Gerard Badini nasceu em 1931 e começou a estudar o clarinete por conta própria. Na década de 1950 já estava tocando jazz, trocando o clarinete pelo tenor, sendo bastante influenciado pelos diversos músicos do swing que frequentemente passavam pela Europa naqueles tempos. Tocou com Claude Bolling e com diversos músicos de Duke Ellington e, sem exageros, não fazia feio quando comparado aos melhores tenores norte-americanos desse estilo. Com seu som grande e contundente, Badini passeava com tranqüilidade pelos standards de Basie, Goodman e Ellington, conforme você pode conferir na faixa I’t Don’t Mean A Thing, logo ali no Gramophone Jazzseen. O álbum é The Swing Machine, gravado em 1975, com Raymond Fol (p), Michel Gaudry (b) e Sam Woodyard (d). Badini, cujo apelido é Mr. Swing, morou algum tempo em New York mas, segundo comentam, teria retornado a Paris alegando que precisava comer um croissant decente no café da manhã. Mais tarde, afetado por problemas cardíacos, trocou o sax pelo piano.

3 comentários:

Velhinho de Copacabana (o ex-maconheiro) disse...

Eu ouvi e gostei. O modo de tocar é vigoroso e o tema é um clássico delicioso. Tenho uma gravação com Ella Fitzgerald que é um barato.

Salsa disse...

lembrou-me o sopro de Rui azul

João Luiz disse...

Bom o Badini mr.Lester. Sem orgãos, congas, funks, fusions,etc..O caminho é este.