28/05/2007

Marcos Ariel em Visconde de Mauá

No dia 12 de maio de 2007, estava eu caminhando pelas trilhas esverdeadas e úmidas de Visconde de Mauá quando surge, entre galhos carregados de caquis vermelhos e pássaros de todas as cores, um néon branco, onde se podia ler: Jazz Club. Fiquei feliz por saber que Henrique, o dono da excelente pousada Terra da Luz, tem conseguido manter, mesmo com todas as dificuldades que vem enfrentando, esse que é uma das mais agradáveis salas de jazz do Brasil. Em volta, toda a natureza exuberante da Mata Atlântica. Por dentro, muito aconchego, bom atendimento, boa comida e sempre uma boa atração da música instrumental brasileira. Por uma dessas coincidências que o futuro resolve por vezes engendrar, o show desse sábado de maio apresentaria o mesmo excelente músico que eu havia assistido, no mesmo clube, há dez anos atrás: Marcos Ariel, o flautista pianista mais apaixonado por Visconde de Mauá que eu conheço. Além do excelente filé com notas de mel e do vinho português bastante honesto, fomos servidos com música de primeira qualidade, preparada ao vivo e com muita alegria. Marcos é aquele tipo de músico apaixonado pelo que faz, do tipo que nos contagia com sua alegria em produzir e nos oferecer música.
Como diz Cravo Albin, em seu dicionário da MPB: Marcos iniciou sua carreira profissional em 1976, como flautista e pianista do grupo Cantares, com o qual atuou durante três anos, ao lado de Zé Renato, Juca Filho e Antonio Sant'Anna. Em 1981, lançou seu primeiro disco solo, o LP "Bambu", contemplado com o Prêmio Chiquinha Gonzaga. Ainda na década de 1980, lançou os LPs "O malabarista" (1983), com o Grupo Usina, "Balé sertanejo" (1983), "Cenas brasileiras" (1986), "Terra de índio" (1988) e "Piano brasileiro" (1989). Participou do Free Jazz Festival, em São Paulo (1986) e no Rio de Janeiro (1987). Com a repercussão alcançada por seu LP "Terra de índio", no exterior, começou a se dedicar também à carreira internacional, apresentando-se em diversos concertos nos Estados Unidos. Paralelamente ao seu trabalho solo, atuou, de 1986 a 1991, com a Banda Zil, ao lado de Zé Renato, Claudio Nucci, Ricardo Silveira, Zé Nogueira, Jurim Moreira e João Batista. Gravou, com a banda, o LP "Zil". Lançou, na década de 1990, os CDs "Hand dance" (1992), "Duo #1" (1994), com o guitarrista Victor Biglione, "Piano" (1996) e "My only passion" (1998), registrando músicas de sua autoria. Em 2000, gravou o CD "Piano com Tom Jobim", interpretando obras do compositor, como "Luíza" e "Lígia", entre outras. Ainda nesse ano, lançou os CDs "Marcos" e "Visconde de Mauá por Marcos Ariel".
Para quem quiser saber mais um pouco sobre Marcos Ariel, vale também conferir as informações constantes do All Music Guide (link nessa página, à direita). Ao final do show, um bate papo descontraído, a aquisição de alguns cd’s de Marcos e algumas fotos com o músico. Para os amigos, deixo as faixas Inútil Paisagem e Maracajazz retiradas dos álbuns Piano Com Tom Jobim e Marcos Ariel & Tigres da Lapa, respectivamente. A senha de acesso aos arquivos é a mesma de sempre: jazzseen.



5 comentários:

Ubaldo Guimarães disse...

muito bem, lester. garimpou no matagal o bom e velho Ariel. Valeu!

alberto disse...

beleza hein!

thiago disse...

Que vinho é esse Lester?

Cretino, de Creta disse...

Vida boa essa, hein Lester, garimpando Ariel no matagal.

Thania disse...

Lester,

passei pela mesma experiência, de assistir ao Marcos Ariel no Terra da Luz, há quase 4 anos e.... aquela noite foi tão especial que saí de Mauá grávida do meu primeiro filho. :-D

Compramos os CDs do Marcos e ouvimos toda noite com o filhote, na hora das "historinhas". Ele também adora!

Vamos repetir a viagem agora em agosto e eu adoraria ter novamente a oportunidade de ver um show do Marcos Ariel, mas acho que ele não vai estar por lá nesse mês, não é?

Enfim, decidi comentar só para concordar. O Marcos Ariel é maravilhoso, se for em Mauá então... é mais do que demais. Vale muito a indicação.