27/09/2007

Trombones II

Hoje eu trago para vocês mais dois "elefantes", com seus respectivos trombones:
Há muito tempo, eu aqui apresentei um disco de Curtis Fuller, gravado em 1959, que muito me agrada. Trata-se de Bues-Ette. O trabalho é de primeira. Nesse disco está o embrionário grupo de Golson (e Farmer), de memoráveis gravações durante os anos sessenta: Tommy Flanagan (piano), Jimmy Garrison (bass), Benny Golson (sax tenor) e Al Harewood (drums), que, aliás, também já apresentamos aqui no diário.
Fuller e seus comparsas produzem um nível de harmonia sonora como só os grandes músicos em momento de inspiração conseguem fazer. Curtam um pouco da festa com Blues-ette e Twelve-inch.

O outro trombonista é considerado, por muitos, o papa do instrumento: J. J. Johnson. Afirmam os entendidos que ele foi o primeiro a usar, com o trombone, a manha do bebop, e foi responsável por abrir um novo e amplo território para a geração seguinte. O fato é que os trombonistas que o sucederam não deixam de citar o status por Jay Jay legado ao seu instrumento de trabalho. A versatilidade do nosso herói pode ser apreciada na série de três LPs intitulada The eminente Jay Jay Johnson, que cobre o período de 1953 a 1955. Ao seu lado estão, na seqüência, os grupos formados por Clifford Brown: (trumpet), Jimmy Heath (tenor and baritone sax), John Lewis (piano), Percy Heath (bass) e Kenny Clarke (drums); depois, Wynton Kelly (piano), Charles Mingus (bass), Kenny Clarke (drums) e, eis a hora de Reinaldo chorar de emoção, Sabu (congas); por último, Hank Mobley (tenor sax), Horace Silver (piano), Paul Chambers (bass) e Kenny Clarke (drums). Aproveitem a audição de Get happy (com o primeiro grupo), Jay (com o segundo), Groovin' (com o terceiro) e, de quebra, deixarei uma versão mais moderna (58) de Misterioso (Monk), que J. J. compartilha com Nat Adderley (cornet), Tommy Flanagan (piano), Wilbur Little (bass), Albert Heath (drums).
PS - Se pedirem senha digitem: jazzseen

5 comentários:

John Lester disse...

É aquela velha estória: ninguém é insubstituível. Obrigado Mr. Salsa por manter o Jazzseen vivo com mais uma excelente resenha.

Grande abraco, JL.

Salsa disse...

Aguardo o vinho.
PS - Como eu faço para pegar a foto em que eu estou tocando com o português?

João Luiz disse...

Com a ausência de Lester, Salsa está sacando o velho e bom jazz do fundo da alma. Muito bons os discos de Fuller e Jay Jay aqui apresentados, mesmo com a presença da "famigerada" conga. É isso aí Salsa.

Salsa disse...

João,
assista os vídeos de Rosolino no mpbjazz.blogspot.com
São sensacionais.

Anônimo disse...

Mantendo o timão com precisão, mesmo com a rima infame, saúdo o grande Salsa, nessa árdua batalha.Outro fator a favor do estupendo J.J Johnson
e sua absoluta ausência de ansiedade em realizar trabalhos.Somente cometeu três trabalhos em forma de solista de sua própria big band em sua vida.A primeira esperiencia reeditada,em cd único, pelo renomado selo Mosaic "J.J",em 64, a segunda, com "The Total J.J." em 66 e ,trinta anos mais tarde , um pouco antes de sua morte, com "Brass Orchestra".Possuia seu próprio "timing",com uma tonalidade, limpída, clara e precisamente articulada.Gravou excelentes discos ,num período curto de dois anos com Kai Widding,representando "escolas de formação opostas" q dialogavam
com seus instrumentos de forma fascinante e dinãmica.Garantiu-se como músico de estúdio e compositor de trilhas de cinema e televisão por quase duas decadas,entre os anos 70 e 80,gravando esporadicamente durante esse
período.Nos anos 90, reajustou novamente seu "timming"gravando os excelentes discos ao vivo no Village Vanguard:"Standarts" e "Live" com a companhia de
alguns dos melhores talentos q surgirião na nova decadá.Com especial destaque ao fenomenal pianista Stanley Cowell,mas afeito as suas aulas na Rutgers University, o maior acervo de jazz dos EUA.Edú