16/09/2007

Tudo é jazz I - O calvário

Prezados,
Apesar das informações erradas que me foram passadas pelo editor-chefe desse impoluto diário, eu consegui chegar a Ouro Preto são e salvo. E depois, pasmem, ele tentou me subornar com uma reles garrafa do vinho de combate Carpe Diem, que não deu nem pro começo (o editor faz aquele tipo que abre a garrafa e toma tudo rapidinho). Mas isso só aconteceu no dia seguinte, e esses detalhes eu guardarei para o processo judicial.

A empresa reservou um hotelzinho simpático, mas afastado, que me obrigava a subir diversas ladeiras - confiram as fotos - antes de chegar ao local do evento (numa clara tentativa de me matar para não pagar meus direitos trabalhistas).

Cheguei às 15:00h da quinta-feira, e, considerando a distância que me separava do local do evento jazzístico, achei por bem iniciar a caminhada (melhor dizer meu calvário) para tentar chegar a tempo da abertura (às 18:00h). Após três íngremes ladeiras, combustível quase no fim, eis que se fez o milagre: deparei-me com a "furiosa" de dixieland Russo jazz band. A rapaziada, ao perceber meu estado deplorável, iniciou aquela famosa marcha fúnebre, que logo descambou para a alegria polifônica do dixie, fazendo-me imediatamente recuperar as perdidas forças e, ainda por cima, fazendo o meu cantil jorrar uísque de origem irlandesa. Depois disso, só posso ter boas palavras para a banda. O clima festivo e as interpretações dos clássicos dixies (Saint Louis Blues, Sweet Georgia Brown e outras pérolas) me transportaram para as ruas de New Orleans. O Russo, gente boníssima e band-leader, mandou dizer que no site do grupo tem algumas gravações disponíveis para download (segundo ele, a gravadora deu um pra trás no grupo, e eles, de vingança, resolveram liberar as músicas pro populacho navegante). Quem gostar de dixieland é só chegar junto: http://www.russojazzband.com.br/.
Assim que eu me recuperar da longa jornada, farei novos comentários. Aguardem.


9 comentários:

John Lester disse...

Se não foi assim, foi quase assim.

Anônimo disse...

...como foi não sei...só sei que foi assim.

Anônimo disse...

Ô Salsa, até vc entrou nessa epidemia da "Dança do Sirí".Edú

Traíra disse...

Soube por fontes fidedignas que Salsa estava se locupletando no bem-bom. Se Lester precisar de testemunha para o processo pode contar comigo.

Anônimo disse...

tenho a sensação que esse pessoal de vitória já foi mais sério ou disfarçava melhor...

vinicius
(com inveja)

Salsa disse...

Vinícius,
O negócio é sério, mesmo. Se está parecendo brincadeira é porque não dá para levar a sério a seriedade da vida.
Edu,
Eu soube que a gente ganha um troco quando dança a tal dança, e eu precisava comprar a passagem de volta para casa. Então...
Traíra,
Você será servida frita no boteco ao lado da igreja de Jardim Camburi, que é especialista na área.

Anônimo disse...

Bom retorno ao editor-chefe e ao editor-executivo desta instituição que abriga minhas humildes palavras.Edú

Anônimo disse...

Salsa, o que tinha nesta sacola verde? Eu os ví em Rio das Ostras, é muito legal este clima "New Orleans". O que vale é o clima no próximo "Tudo é Jazz" você não beberá só. Um abraço

Osvaldo

Anônimo disse...

é mesmo! oq tinha na sacola verde??? falei logo, sem pestanejar!!!, ah demorou, agoro não acredito mais...

vinicius