15/09/2007

Direto de Ouro Preto

As coisas não poderiam estar melhores por aqui. Mr. Salsa já faturou a passagem de volta para Vitória tocando à capela em frente à Catedral dos Misericordiosos Três Reis Magos, a mais antiga de Ouro Preto. Enquanto isso, no palco do Palácio Diamantina, Omer Avital detonou com seu quinteto, sem dúvida alguma o melhor show do Festival até o momento. O tempo está ótimo, com muito sol durante o dia e aquela temperatura noturna que dispensa o resfriamento do vinho. Mr. Lester descobriu uma boa safra de Carpe Diem 2005 a preços justos na quitanda do Seu Vidal. Ingrid e Madeleine, cada uma a seu modo, não nos convenceram: as duas tentam atingir um estilo próprio, desvinculando-se das primeiras influências. A linguagem repleta de bebop de Ingrid cede lugar a uma releitura confusa de Miles Davis, enquanto o blues e os ecos de Billie Holiday foram renegados por Madeleine, que mergulhou definitivamente no pop menos singular. As duas pecam, uma pelo excesso, a outra pela superficialidade. Mas, como dizem por aqui, tudo é jazz. Hoje à noite esperamos muito de Donato e Shank, além do quinteto de Castro-Neves. Grande abraço a todos e até a próxima!

12 comentários:

Anônimo disse...

Faltava, com a assinatura, complementar: dos enviados especiais.E quanto ao Salsa ele esta cumprindo a tradição dos grandes.Um dos maiores conhecedores de jazz(entre os 10)do país disse-me q viu Teddy Wilson tocar num corredor próximo a entrada de uma estação metrô em NY.Pouco antes de sua morte.Edú

Rogério Coimbra disse...

Lester:conte-me sobre o espaço do festival. Quanto à Madeleine, eu avisei, ela é uma Maria Rita grega.
Aproveite e traga umas pedras pro Xico Brahma que ele é colecionador.PS: tome conta do Salsa e o resgate para a ilha.

Anônimo disse...

AMIGOS,
POR FAVOR, ME INFORMEM ONDE POSSO ADQUIRIR INGRESSOS PARA O TIM FEST. AÍ EM VITÓRIA?

AGRADEÇO

MINEIRO

Anônimo disse...

Prezado Sr Lester, faltou relatar o grande Show do Joshua Redman, seguido do Wallace Roney, que fez um jam de 40 minutos direto, FANTÁSTICO.
O Aaron Goldberg fez um show espetacular com a participação do Omer Avital, foi incrivel para uma platéia muuito pequeno diante da qualidade da banda.
Discordo da leitura confusa de Miles, ´pela Ingrid, na minha opinião ela faz de tudo que Miles deixou um grande avanço, que diria intimista, e de grande sensibilidade.
Quanto ao Omer Avital,como ele mesmo falou seu quinteto é formado de grandes musicos, todos band-liders. Mas o destaque dele é a FELICIDADE como faz música.
A Madeleine, que fez o teatro encher de repente, porque até a 23:30 a lotação era média, co a Madeleine o teatro superlotou, a platéia do Tudo é Jazz ainda é ima incógnita.
Um abraço
FErnando

John Lester disse...

Prezados amigos,

Em breve faremos um relatório completo sobre o Festival que, posso adiantar, é um dos melhores e mais ecléticos do Brasil. Mas, como disse, isso será em breve.

Agora preciso comer um 'bacalhau tudo é jazz' no arejado e simpático restaurante Bené da Flauta, quase em frente à pousada Mondego (onde se hospedaram Madeleine, Donato e Shank).

Preciso correr porque Mr. Salsa está próximo à garrafa de Carpe Diem!

JL.

Salsa disse...

Pois é, não estou dizendo? A diretoria me lima das bocadas...
Passei a sanduíche de "mortandela" e fanta uva, enquanto o camarada comia bacalhau e adjacências. Sem contar o notebook turbinado e sem fio para postar as novas. Eu, lá, com o velho lápis e papel de embrulho e câmera love descartável para registrar os momentos. E ainda fica regulando o vinho?!?

M.C.C disse...

Pára de reclamar Salsa. Assim eu vou pensar que no futuro você vai me processar também.

jimmy green disse...

Quase posso ver a cara de chorão do Mr. Le Salsa, reclamando de tudo. "Mortandela" e Fanta uva é tudibom, pô. Afinal, você foi aí pra se entupir ou pra ouvir jazz e passar as novas pra nós?

John Lester disse...

Conforme já informamos em editorial pretérito, brevemente faremos a cobertura completa do Festival. Mr. Lester falará sobre música e Mr. Salsa relatará tudo que aconteceu nos corredores e nas ladeiras do Festival. Como brinde, forneceremos ao leitor mais atento um guia de como sobreviver ao frio e à fome com 'dez real' em Ouro Preto.

Anônimo disse...

Com todo perdão nem que a Madeleine conseguisse imitaria Billie Holiday.Que eu saiba,alem de Fine and Mellow, Billie Holiday nunca cantou blues.Era uma Jazz singer absoluta.Quem me reafirmou isso foi seu último pianista Mal Wadrow, que veio ao Brasil no primeiro Chivas Jazz Festival em 2000.Madeleine é uma cantora pop/folk e nunca foi uma instrumentista.Mal se defende nas cordas.Pura armação de gravadora.

Anônimo disse...

Madeleine Peydou e Wallace vomitou

John Lester disse...

Prezado MINEIRO, os ingressos para o Tim versão Vitória estão à venda no Teatro da UFES, a universidade federal daqui. Pela net, que eu saiba, nada feito.

Grande abraço, JL.