03/11/2007

Shopping

Não recomendamos a leitura da presente resenha aos visitantes acostumados a efetuar compras na internet. É que, após ler a resenha Good Shop – Gary Smulyan, escrita pelo colaborador Frederico Bravante em 29/10/07, e o respectivo comentário feito pelo amigo ‘anônimo’, entendi necessário e útil esclarecer aos visitantes do Jazzseen alguns pontos básicos acerca de compras na internet, a saber:

1) Alguns álbuns antigos de jazz são verdadeiros clássicos. Por serem antigos, já pagaram com folga todos os custos de gravação, edição e editoração. Além disso, por serem clássicos, estão sempre sendo consumidos em grandes quantidades. Esses dois fatores fazem com que tais álbuns sejam encontrados a preços bastante convidativos, quase sempre na faixa que vai de US$8.00 a US$12.00. Exemplos disso são alguns álbuns célebres de selos como Blue Note, Prestige, Impulse ou Atlantic. Álbuns como Blue Train (Blue Note) e A Love Supreme (Impulse), ambos de John Coltrane, são facilmente encontrados na internet por algo em torno de US$10.00 cada. Outros álbuns clássicos são lançados a preços justos pelo selo OJC (Original Jazz Classics), que reúne gravações realizadas por selos hoje inativos, como Fantasy, Jazzland, Period, New Jazz, Pablo, entre outros. Os álbuns de Oliver Nelson, citados por nosso amigo ‘anônimo’, configuram casos afins. Nesses casos, como veremos a seguir, pode ser interessante a importação, mesmo que incida a tributação;

2) Os álbuns mais recentes e os lançamentos são, quase sempre, aqueles que oferecem preços mais elevados, algo que varia entre US$14.00 e US$18.00. Por serem produções mais atuais, exigem que o preço de venda recupere uma série de investimentos, salvo alguma promoção esporádica. Esse seria o caso dos álbuns de Gary Smulyan citados por Mr. Bravante, encontrados na CD Universe por US$13.85 (The Real Deal) e US$16.75 (Blue Suíte). Vale destacar que alguns álbuns antigos e raros, quando relançados, podem apresentar preços de venda altíssimos e injustificáveis, que giram em torno de US$40.00. Um exemplo típico são as reedições de alguns álbuns antigos por gravadoras japonesas, como é o caso do álbum Julian, de Pepper Adams, vendido por US$34.49 na Amazon. É importante alertar que muitos desses álbuns caríssimos costumam ser relançados, depois de algum tempo, a preços muito menores, em torno de US$10.00. Portanto, se não houver urgência na compra, vale a pena aguardar e acompanhar a queda do preço. Outra saída, conforme veremos adiante, pode ser a compra em sites brasileiros;

3) Alguns álbuns excelentes de jazz não se tornam clássicos. Assim, costumam ser encontrados por preços muito interessantes, muitas vezes em torno de US$5.00 ou menos. Caso crônico de bons preços é o oferecido pelo selo Collectables, onde você encontra grandes álbuns de Coleman Hawkins, Ray Bryant, James P. Johnson, Eddie Harris, Dizzy Gillespie, James Moddy, Ronnie Ross, Lars Gullin e muitos outros por menos de US$5.00. Vale conferir e arriscar ser tributado;

4) Para que o amigo possa planejar uma boa compra, o primeiro passo é estabelecer o álbum desejado, a não ser que se pretenda comprar um álbum tendo por critério o menor preço. Em seu comentário infeliz, nosso amigo alega que a boa compra recomendada por Mr. Bravante apresenta ‘preços totalmente fora da realidade’. Para provar sua tese, ‘anônimo’ apresenta os preços de dois álbuns clássicos encontrados na CDUniverse, que variam na faixa de US$9.00 e conclui que fez uma boa compra. Ora, os dois álbuns apresentados por Mr. Bravante são recentes e seus preços na CDUniverse são, respectivamente, US$13.85 e US$16.75. Somando-se o valor do frete (US$7.99), temos US$38.59. Se formos gentis e fizermos o dólar a 1,70 chegamos a R$65,00 do ‘anônimo’ contra os R$70,00 de Mr. Bravante. Estaria ‘anônimo’ correto? Vejamos:

5) É preciso considerar dois aspectos nesse processo: 6.1 – Nas encomendas por remessa postal comum, a tributação de encomendas até US$500.00 é feita através de amostragem. Se o amigo leitor der o ‘azar’ de ser ‘sorteado’ pela fiscalização federal, terá sua encomenda tributada em 60%. Os R$65,00 recomendados pelo amigo ‘anônimo’ passam para R$104,00, contra os R$70,00 recomendados por Mr. Bravante; 6.2 – Nas encomendas por remessa postal porta a porta (courier), não há amostragem. Toda remessa feita através de courier é tributada pela fiscalização federal (Imposto de Importação de 60%) e, em seguida, pela fiscalização estadual (ICMS de 18%). Nesse caso, os R$65,00 se transformam em R$122,00. Para quem joga dados, pode ser uma boa opção. Mas para quem não joga roleta, é bom saber se sua encomenda virá em remessa comum ou courier.

Conclusões: 1) Nossa política democrática de permitir qualquer comentário, por mais desarticulado que seja, não significa que concordamos ou validamos as opiniões ali apostas; 2) Não recomendamos ao amigo visitante que compre um álbum de jazz simplesmente pelo preço, mas pelo real desejo de tê-lo e ouvi-lo; 3) Escolhido o álbum, não se precipite: pesquise, aguarde o preço cair – é terrível pagar 50 dólares por um álbum japonês e depois encontrá-lo por 10 dólares numa promoção; 4) Não recomendamos que o leitor corra o risco de ser tributado quando o preço no exterior for próximo ao preço no Brasil (como é o caso da recomendação de Mr. Bravante). A não ser que o amigo aprecie o risco ou tenha dinheiro sobrando.

É simples e cristalino: você pode comprar os álbuns recomendados de Gary Smulyan no Brasil pagando R$70,00 sem qualquer risco. Ou pode importá-los por R$65,00, correndo o risco de pagar R$104,00 ou R$122,00.

Boas compras!

37 comentários:

Anônimo disse...

magoei...

adriana maia disse...

Não podemos esquecer dos impostos e taxa de entrega, pesquisar bem os preços para não pagar pela internet mais do que nas nossas lojas, ou até deixar escapar uma boa oferta por não estarmos bem á par dos preços no mercado.

thiago disse...

sinistro esse tal de courier...

amílcar disse...

Boa essa indicação do site da Collectables. Encomendei 4 álbuns rs. Obrigado Lester!

priscila disse...

Lester, você esqueceu de comentar a opinião do 'anônimo' sobre o direito autoral dos herdeiros dos músicos rs. Você acha que herdeiro deve ir à luta ou deve ficar vivendo de pensão? Lembro sempre de Bertrand Russell, o filósofo inglês que renegou sua imensa herança e foi à luta, vencendo na vida por sua própria competência rs.

Sem mágoas, ok? Bju!

Anônimo disse...

nunca cpmprei nada da colectables, desconfiado do preço muito baixo, os cds são bem encartados? tem o mínimo pelo menos?

(anonimo rsrsrsr)

Anônimo disse...

outra, no brasil vc compra na cdpoint? tem mais algu�m com cat�logo interessantes?

(anonimo)

da gama disse...

Olha, meu nome é Anônimo da Gama e eu gostaria que me mantivessem fora dessa discussão. Grato.

Anônimo disse...

Eu não tenho há alguns anos mais disposição e paciência pra ficar gastando sola de calçado nas lojas de discos.Porém essa era, sem dúvida,antes do advento da internet, o melhor meio de descobrir as pechinchas.No entanto, existem locais, pelo menos em São Paulo, não, na Galeria Pajé, prezado Lester, onde se tem disponibilizado um catalogo com preços melhores q o da importadora referida.Eu descobri uma loja q esta vendendo a preços mais camaradas ,em razão do encerramento de sua atividades de importação, numa cidade praiana.Não revelo seu endereço pois não comprei nada ainda e não me sinto "seguro" em garantir a sua procedência.Os cds da Collectables , ainda mais pelo preço, possuem diversos títulos muito bons e três títulos fundamentais :European Concert”, do Modern Jazz Quartet ,Woddy´s Winner´s, do Woody Herman e Here is Phineas ,Phineas Newborn(o único pianista contemporâneo de Oscar Peterson a fazer sombra a sua técnica).Fora os discos em forma de “dois lps em um cd” do John Lewis, o encontro do Paul Desmond com Gerry Mulligan entre outras preciosidades das quais devo possuir mais de 20 títulos.Os encartes são “espartanos”, mas nada q comprometa a integridade do produto.Tudo na vida é relativo, quanto mais música.Os discos do catalogo da OJC eram mais convidativos, no tocante a preços, mas sua aquisição pelo grupo Concord(q adquiriu a Telarc e a Milestone e seus respectivos catálogos)colocou 3 dólares acima os produtos.Há duas semanas, um comerciante ligou-me garantindo 400 reais pelo meu vinil original do "Chega de Saudade".Minha resposta: apareça com o dinheiro q lhe faço um recibo e leva o disco na hora.Possuo o cd q tem os os 3 primeiros discos do João Gilberto, retirado do mercado por sua interferência.E , prioritariamente, pq disco ,pra mim, não é "commodite".Se oferecerem a mesma quantia pelo meu Chet Baker Sings,leva.Já o tenho em cd há quase uma década.Edú

Anônimo disse...

Coloquei um "Pajé" mais pirateado.É, corrigindo,Galeria Pagé.Local repugnante, por sinal.Edú

salvio disse...

Confesso que os encartes da Collectables sao bastante sucintos, e verdade. Mas la estao as informacoes basicas sobre a gravacao, os musicos e um breve texto sobre o album. Da boa serie ofertada, recomendo algumas joias raras, como os albuns de Ronnie Ross, Lars Gullin e Coleman Hawkins.

Vinyl disse...

Valeu a dica. Vou me arriscar.

João Luiz disse...

Fui jogador de "roleta", na compra de Cds por algum tempo. Discos baratos, frete idem, que, após convertidos (dólar para a nossa moeda) tornavam-se uma verdadeira "pechincha". Até que um dia fui "sorteado" pela fizcalização federal. Tive de arcar com o pesado tributo(60% do valor FOB), amargar o preço final, que tornou-se elevado, e uma baita decepção. Lester está coberto de razão em seus comentários.
Por fim uma dica e espero que seja útil, para quem não sabe ainda: os cds de jazz do selo Collectables são encontrados, a preços de banana, no site "www.oldies.com". Atualmente com a valorização do real em relação ao dólar, após fazer as contas, talvez valesse a pena importar, mesmo pagando tributos.

Anônimo disse...

Pergunto aos nobres e esclarecidos e mais experientes companheiros, trazendo na bagagem, alguns CDs, corremos o risco da tributação?
Minha filha vai a Boston e N. York, em dezembro e, gostaria de aproveitar essa chance. À propósito, saberiam me informar os melhores locais para adquirí-los.
Desde já agradeço qualquer comentário e parabéns a todos pelas opiniões e debates tão esclarecedores neste ótimo blog.
Abraços, Carlos (MG)

John Lester disse...

Prezado Carlos, seja bem-vindo ao Jazzseen. O cd está contido naquele limite de isenção de compras no exterior por via aérea, que é de US$500.00. Claro que, se você traz 300 cds iguais, fica demonstrada a destinaçao comercial, o que levará à tributação de seus cds. Contudo, se você quiser trazer US$500.00 dólares em cds, todos diferentes, não será tributado.

Quanto às boas lojas de cd, em New York estão quase todas fechadas, pelo menos as mais tradicionais, como a Tower Records vg. Na California você tem mais opções, como a Virgin Records ou a Barnes & Nobles, que, devo advertir, são surpreendentemente fracas quando comparadas às lojas virtuais.

Grande abraç, JL.

abilio disse...

Lester, vc nao falou sobre outras lojas no brasil alem da cd point, vc recomenda outras?

Anônimo disse...

Virgin Records ainda e uma referencia no assunto "record stores".Talvez por ser a ultima das sobreviventes das megastores, por enquanto,a oscilação de mercado, aos down loads e copias amigas , Ipods e Mp3s,com endereços em NY e Boston.Periga tornar-se um mausoléu, em curto tempo .A Barnes and Noble e a melhor associação entre atividade de "rato de livraria"(procurando autores, pesquisando livros de diversos assuntos , folheando revistas, confortavelmente instalado numa poltrona e tomando um “expresso” mais tarde ) e discos, com cinco endereços em NY.Tem a Jazz Record Center 236W 26th Street,Room 804 q é especializada .Além de diversos "sebos" pra aquelas pessoas q realmente curtem esse tipo de atividade (peregrinar atrás de cds,dvds e afins).Em São Paulo,das q conheço, sem jabá, as lojas mais atraentes são: da livraria Cultura na Paulista(maior livraria do país e programa obrigatório) e no Shopping Villa Lobos na Marginal Tiete, com certos preços inamistosos.A Pops discos,numa galeria da Mourato Coelho(será q eles vão me dar desconto pela publicidade)para encontrar discos de pequena tiragem e a qualidade do acervo, mesmo em pequeno espaço físico.E a barraca do Mário na feira da Praça Benedito Calixto, aos sabádos.Edú

predador, o legítimo disse...

Alguém precisa ensinar ao Edu como se escreve.
Dio mio!!
Confuso, mal redigido.

internauta véia disse...

Mas ele sabe das coisas...é muito bem informado! E deu para entender o texto.

sarah disse...

O homem vazio se preocupa com a forma. O sábio, com o conteúdo. Como sempre dizia Empédocles: a arte não está no objeto, mas na sensação que ele proporciona.

SERGIO SÔNICO disse...

"Empédocles"! Como diria o presidente da noção, vofês (as elites) eftão fe fuperando!

Bem amigos, quem me conhece sabe: minha lojinha preferencial é aquela Megastore virtual onde toda e qualquer expressão musical nunca se faz na convergência pro real. Nem por isso, o produto é de baixa qualidade. A prova é a novidade (pra mim pelo menos) que trago para avaliação e esclarecimento dos ilustrados:

http://www.zshare.net/download/468432016a9027/

Este link acessa uma faixa “Ellingtonia” do interessantíssimo, e in duo, álbum “Blue Monk” de Aki Takase & David Murray (1995/Enja). O esclarecimento é: que diabólica técnica é essa que faz o saxofone parecer um instrumento de percussão?

Nunca maquiei minha ignorância na matéria, então não há constranjimento em dizer que jamais ouvi um sax soar dessa forma. Desde já, grato pela informação, aproveitando para indicar-lhes o álbum como uma ótima aquisição de natal.

predador, o legítimo disse...

O negócio está realmente brabo.Tem gente, e muita, precisando voltar a estudar a língua portuguesa, não é sr. Sergio Sônico? CONSTRANGIMENTO é com "G" e não com "J".

SERGIO SÔNICO disse...

Obrigado, Preda. E olhe que escrevi no Word. Tomo esses cuidados pra mandar recado pra cá pq sei os riscos. Mesmo assim, o corretor não pegou o.... deslise é pouco?... Escorregão?...... Tá, a vaca! Enfim. A pergunta continua valendo.

Anônimo disse...

Caríssimos John Lester e Edú,
Agradeço, de coração, a gentileza da resposta.
Grande abraço.
Carlos(MG)

predador.- disse...

AHHHHHHHHH!!!
"deslize" é com "Z"
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

SERGIO SÔNICO disse...

"O chato nunca perde o seu tempo. Perde sempre o dos outros." É verdade. Acabei perdendo o meu hoje com isso:

http://letras.terra.com.br/cazuza/85081/

O pior que isso pega.

SERGIO SÔNICO disse...

XANGAI - A PetroChina tornou-se nesta segunda-feira a primeira empresa no mundo a valer mais de US$ 1 trilhão, ultrapassando a Exxon Mobil, ao quase triplicar o valor de suas ações no lançamento na bolsa de valores de Xangai. Apesar de ser uma empresa de capital aberto, a PetroChina ainda é uma estatal, pois o governo chinês detém aproximadamente 86% de suas ações. http://oglobo.globo.com/economia/mat/2007/11/05/327028354.asp

Uma tática muito utilizada por saqueadores de residências, é distrair o cãozinho com um algo suculento para passar à 2ª fase: entrar na casa. Alguém pode responder a pergunta que deixei lá encima sobre a técnica q faz do sax de David Murray parecer instrumento de percussão?

Anônimo disse...

PESSOAL, QUE METAFÍSICA, QUE METAFÍSICA...

Anônimo disse...

PROF... PREDASCOALE ATACA NOVAMENTE...

ANONIMO

Sebastián disse...

Gracias por tus consejos, John, y enhorabuena por tu espacio, plagado de artículos y noticias interesantes. Te visitaré a menudo.

Sergio disse...

(???) Essa não entendi. Deixei uma música bacana e uma questão/curiosidade importante e nada... QD Mr. Salsa, hein?

Paula Nadler disse...

Ei lindo, eu não sei te responder. Vou pedir pro Lester explicar isso de tocar pandeiro com o sax. Bju!

Anônimo disse...

Com uma resposta dessa ,registrada acima, acho q o nosso "negligenciado" visitante se sente ,de certa forma, redimido.Com relação a sua indagação: sugiro q examine o "expediente" do blog.O assunto é interno, nem da minha conta, mas sugere q houve uma "recomposição" acionária.Lester, tire as dúvidas do rapaz.Edú

Anônimo disse...

as contas não batem, tá tudo errado, com 70 vc compra 2 ou 3 importados, a taxação É
uma vez em cinco...

comprei esta semana "we insist" do max roach(um clÁssico a 9,69, e um coltrane raro de uma editora da espanha por 13,15: mais a taxa ficou em 30 doletas: com o dolar a 1,8 vcs sabem quanto dá

peço cds de 2 em 2, numa sou taxado, só quando compro algum box(dai já coloco a taxa na conta e sempre vale MUITO a pena em relação aos preços praticados aqui)

ENTÃO NÃO ENTENDO A ARGUMENTAÇÃO do post....

detalhe: mais uma vez é claro q eu já tinha baixado o we insist a tempos, o q mostra(para mim eplo menos) q o download não exclui a compra

na condição de sonegador e baixador de música vou postar anonimo, mas vcs sabem quem é...

Anônimo disse...

ps: preços do cduniverse...

Anônimo disse...

ps2: quando falei "na taxa" no computo do preço, falava, claro, da taxa de entrega e não do imposto, que nesse caso acaba não incidindo...

Anônimo disse...

ps2: quando falei "na taxa" no computo do preço, falava, claro, da taxa de entrega e não do imposto, que nesse caso acaba não incidindo...