12/06/2008

Stefan Karlsson

Ontem telefonei para o amigo Lester somente para lhe contar que o Blue Crow Trio estará mais uma vez no Bel Luna Jazz Club, trio e lugar que tivemos o prazer de conhecer em 2006, durante sua breve estadia em Barcelona. Como sempre arredio, Lester preferiu hospedar-se no bem localizado Jazz Hotel, a cerca de 150m do clube, ao invés de instalar-se em minha residência (ele sempre alega que não consegue dormir nem ir ao banheiro em casa alheia, ora, ora). Dessa vez, Joan Díaz (p), Nono Fernández (b) e Oriol Gonzàlez (d) contarão com a presença do trompetista Matthew Simon, um dos melhores instrumentistas da Europa. Bem, após falar sozinho por bem pagos quinze minutos, percebi um longo silêncio do outro lado da linha, sinal claro de que Lester estava contrariado. Em tom seco, o amigo perguntou: e o disco de Stefan Karlsson? Comprou? Ouviu? Realmente eu me havia esquecido de agradecer a recomendação de Lester quanto aos álbuns baratíssimos à venda na Amazon, entre eles o excelente Below Zero ( ), gravado em 1992 com Rufus Reid (b), Marvin "Smitty" Smith (d) e, na metade das faixas, com o saxofonista tenor Richard Perry. E tudo por US$1.00!!! E, de fato, Lester tinha razão quando disse lembrar de Bill Evans ao ouvir Karlsson: a mesma tensão delicada, a mesma inteligência contida, calculada, medida e, por contradição, extremamente melódica, sedutora e graciosa. É: Rogério Coimbra tem mesmo razão quando diz que Bill não tem paralelo e faz jus às homenagens de nosso amigo Francisco Grijó. Mas Karlsson é, com certeza, um grande discípulo. Abruptamente Lester me interrompe e pergunta: o álbum não vale cada dólar pago? Antes que eu pudesse responder, ele já havia desligado. Esse Lester...

12 comentários:

Anônimo disse...

Não foi sem razão ,então, que Eddie Gomez - contrabaixista de longa associação com Bill Evans após a morte de Scott La Faro – escolheu Karlson pra acompanhá-lo no cd “Dedication”, além do baterista Jimmy Cobb.Outro fato curioso, neste particular trabalho, é a presença em algumas faixas do amigo de longa data do sr.Coimbra, o flautista Jeremy Steig. Belo som.Edú

internauta véia disse...

Muito bom...!
Vale cada dólar pago, sem dúvida!

Danilo Toli disse...

Concordo com os amigos quando percebo que nossa sociedade atribui o valor de 1 dólar a esse tipo de música. O álbum da Ivete Sangalo custa uns 20.

Navegar é preciso, viver não é preciso!

abilio disse...

Excelente!

Salsa disse...

Uai, o Edu conhece Coimbra? O mundo é pequen' mes'...

Anônimo disse...

Não tive a honra é o privilégio de forma pessoal, prezado Salsa.Somente através da leitura de seus textos "on line".Edú

adamastor disse...

Hummm...

Vanessa disse...

fake brabo, esse Edú...de vez em quando comete uns deslizes...

Rogério Coimbra disse...

Aonde vamos chegar ? Só ouvindo Bill Evans mesmo, com Paul Chambers, Jimmy Cobb & Cannonball Adderley...

Anônimo disse...

Srta.Vanessa, http://www.taru.art.br/escritos/rogeriocoimbra/2006/0518.html, nesse endereço se encontra sempre a possibilidade de boa leitura.Edú

Anônimo disse...

Lamentável registrar a morte do pianista sueco - assim como Stefan Karlsson - ,Esbjorn Esvenson no dia 14,aos 44 anos, por afogamento durante a prática de mergulho submarino no Mar Cáspio revelada em primeira mão nos blogs pelo companheiro Gustavo do CJUB.Esvenson era líder do EST – tema de resenha escrita por Salsa no Jazzseen na data de 17/05/06 de título “Esbórnia”.O EST tornou-se nos seus mais de 10 anos de existência uma usina de ritmos com fusões harmônicas abrangendo o rock, pop,funk, música erudita,eletrônica sob a moldura do jazz .O trio(p/bai ac/bat) extrapolou os limites mercadológicos do estilo nos cinco anos recentes se tornando o exemplo único de músicos nórdicos que se estabeleceram com êxito fora do casting do lendário selo ECM.Edú.

Anônimo disse...

Retificando:leia-se Báltico no lugar de Cáspio, segundo informa a Folha de São Paulo.Edú